Sunday, October 8, 2017

OS VÍCIOS HUMANOS


      Quero iniciando este artigo, de cunho científico, descordando do Eminente Ministro das Relações Exteriores; do Supremo Tribunal Federal,  Procurador Geral da República e Magnífico Professor de Direito e inveterado Advogado Criminalista, que foi o Dr. Evandro Lins e Silva, Maranhense, terra de um dos maiores cientistas políticos, sociólogo e moralista que o Brasil já possuiu, o Senhor Raimundo Teixeira Mendes, terra natal de grandes cérebros brasileiros, e infelizmente também, para não fugir a regra, de terríveis corruptos, e por ter se manifestado não cientificamente, isto é, não positivamente, a respeito da correta solução a ser dada a um dos vícios mais em moda, neste momento, no Mundo, e principalmente nos grandes centros, das grandes metrópoles brasileiras; resolvi escrever estas linhas:
Quando li a Entrevista, do Dr. Evandro Lins e Silva, que coube a Revista ÉPOCA, No 231,  de 21 de Outubro de 2002, a realizar, com o título “Legalize-se a droga”, (Legalizar jamais), efetuada pela jornalista Martha Mendonça, tomei coragem, de que a muito me faltava, sobre este tema, dito polemico para muitos, mas de soluções científicas, de a muito, para os mais bem aquinhoados de conhecimento científico, no campo da Sociologia e da Moral; coloquei-me a pensar, para escrever, quando me veio à mente algumas máximas e uma Lei Natural, aplicável ao assunto em causa: 
·        As Leis da República, só vedarão os atos que prejudiquem a Vida em Sociedade; ou imediata ou mediatamente. José Bonifácio de Andrada Silva, Patrono da Independência.
·         Combater os Vícios pela Força é  bobagem. Evandro Lins e Silva.
·        Os Direitos de cada um cessam, quando prejudicam o Cumprimento dos DEVERES e o SUCEGO dos Outros. Paulo Augusto  Lacaz
     
·       Segundo Augusto Comte, na 12a Lei da Fatalidade Suprema, conhecida como Lei da Mutualidade  ou Equivalência ou da Ação e da Reação, que faz parte do subgrupo de Leis da Modificabilidade da Ordem Universal, pertencente ao Grupo de Leis Naturais, do Dogma Científico, da Doutrina Positivista, com o seguinte enunciado:
“Existe, por toda parte,  uma equivalência necessária entre a reação e a ação ; se a intensidade de ambas for medida  conforme a natureza de cada  conflito” - Generalização Universal do Princípio de Newton  e Huyghens; que aplicada em Sociologia e Moral, nos dá condição de prever, caeteris paribus, os acontecimentos e sugerir soluções, sobre o tema em análise; vejamos primeiramente uma visão geral desta Lei, aplicada nestas duas Ciências:
Na Sociologia :  A Ação  da Sociedade sobre a Família, quando normalmente colabora para diminuir  o poder material do homem ou o poder espiritual da mulher, desenvolve como reação imediata, o enfraquecimento dos laços  domésticos.

Uma análise  sobre a Vida Política  das Nações Modernas mostra como a Lei da Ação e da Reação verifica perfeitamente  todas as perturbações geralmente provocadas pelos próprios governos em suas ações empíricas.(ações ou concepções empíricas , que não estão relacionadas a nenhuma doutrina  ou princípios explicitamente definidos e generalizados). Ações estas realizadas sem nenhuma previsão, sem atingir ou visar os verdadeiros interesses da coletividade.

Exemplo o Conflito no  Oriente  Médio:  Judeus versos Palestinos, com base no fanatismo,  inerente ou próprio ao caráter  teológico dos povos em questão.

Os governantes muitas vezes dominados pelo orgulho superexcitado, como conseqüência do próprio exercício do poder, sem as luzes morais e científicas  necessárias para a ação sistemática, tendem logo, não só a invadir as  atribuições  espirituais, como também a desrespeitar as maiores conquistas sociais, realizadas pela nossa espécie, principalmente em relação às liberdades públicas .

Na Moral :  Nesta ciência,  a principal ação exercida pelo homem é aquela  que se realiza pela EDUCAÇÃO; e que corresponde, como reação o aperfeiçoamento da natureza Humana, no seu tríplice aspecto, afetivo , intelectual e prático. 

É a Educação uma ação modificadora que se exerce sobre a nossa natureza  e , como toda ação provoca uma reação equivalente. Tal reação, que se manifesta por modificações mais ou menos profundas, da Natureza Humana, deve ser convenientemente prevista em seus resultados, o que constitui a máxima  dificuldade do trabalho humano. Os meios de que  dispomos para a educação  correspondem à ação; os resultados a que  devemos atingir,  e que são devidamente previstos, constituem  a reação. A Virtude  é uma ação diretamente destinada  a provocar uma reação em favor de Outrem.

Quer o esforço realizado  venha beneficiar diretamente a determinado  indivíduo, ou  venha a diluir-se de modo geral, para que possa ser aproveitado, com maior ou menor intensidade e precisão por uma sociedade mais  ou menos extensa; em qualquer destes casos, há sempre uma ação representada pelo esforço individual visando o benefício de Outrem, e uma reação equivalente representada  por este próprio  benefício.

"Um problema de ordem moral , tem que ser estudado, pela  ação e reação  moral, com a análise das conseqüências dos  atos  "- Augusto Comte

Depois desta visão sucinta e filosófica de cunho científico, achei por bem apresentar soluções de ordem Social e de formação Moral, que venham amenizar os conflitos sociais, devido aos Vícios Humanos, o Jogo, o Fumo, o Álcool e os Tóxicos, que hoje em dia  presenciamos; jamais para legalizar ou autorizar a droga, e sim para liberá-la, o que é substancialmente diferente.

O JOGO

Lendo um artigo editado no Jornal Correio da Manhã, de  21 de fevereiro de 1932, redigido pelo  positivista Reis Carvalho, cujo titulo é “O Governo Republicano e o Bem Público”, resolvi destacar um trecho, onde o assunto em evidencia, é o mesmo, após 70 anos - O JOGO, cujo projeto de lei foi aprovado, em 1998, na Câmara dos Deputados e agora  tramita  pelo Senado Nacional; não sei se infelizmente já foi aprovado.

Não há duvida que, se os Parlamentares  brasileiros soubessem que  na Ciência Sociologia Positiva, existem Leis Naturais, como na Matemática, na Astronomia, na Física, na Química, na Biologia e na Moral Positiva, jamais aprovariam umas leis humanas, que viesse a legalizar o Jogo. Pois não é da alçada do Poder Temporal decidir  este assunto.

“A jogatina é um dos males mais funestos  que atormentam  a Sociedade. Não é preciso encarecer desastrosas conseqüências pessoais, domesticas e cívicas, do condenável e condenado vício”.

Como combatê-lo ? Proibi-lo , pelo Estado, pelo Governo, ou melhor dizendo pelo Poder Temporal?  

Não.

O hábito de jogar  é  de ordem espiritual e moral; como fumar, beber, tomar tóxico, etc. Mas, se  no entanto  o exercício do jogo, perturba a ordem material, se o jogador alicia  menores  para a casa de tavolagem; vem-se jogar na via pública, se comete atos, em que a sua liberdade de jogar, ofende as dos que não jogam; se o funcionário público é perturbado pelo jogo na sua função profissional, e por fim se  as desordens  morais provocam desordens materiais, surge então contra estas, as medidas proibitivas do Estado, com as leis humanas, os decretos e as sentenças.  

Quanto ao vício em si, ao mau hábito, isto fica sujeito simplesmente à ação  moral dos que devem combatê-lo : os Sacerdotes das Religiões - antes de tudo, com o exemplo - não jogando - e depois pelo conselho aos jogadores e finalmente,  substituindo  o poder da repressão pelo poder  repreensão, apontando-os à  desconsideração pública. Tocando desta forma, na consciência do jogador, estimulando  o sentimento de vergonha e brio, fazendo-o mudar de conduta, mostrando-lhe as  conseqüências dos seus atos.

É claro que estas medidas de ordem moral, têm efeito lento, mas são as únicas  compatíveis  com a natureza deste mal.

A intervenção do Governo Temporal, à reação material pela multa e pela  cadeia, apenas redunda em tornar o vício hipócrita, em proteger os jogadores ricos e perseguir  os  jogadores pobres.

A única ação do  Estado compatível com o principio da Separação dos Poderes, e portanto com o verdadeiro Regime Republicano Sociocrático, é não oficializar o Vício, tornando-a fonte de renda.

Daí, não lhe ser lícito, sem grande escândalo moral, proteger a Jogatina, mantendo as Loterias, os Cassinos etc. - Hoje em dia, as loterias esportivas, são formas completas  de apoio  pelo vício à Sociedade.

Não devemos proibir e nem autorizar, isto é, jamais legalizar, é a conduta Republicana Sociocrática.

Como a jogatina, outros  vícios também  infestam a Sociedade Moderna : como  fumo, o alcoolismo, os tóxicos, a prostituição etc. Para todos a solução é a mesma ; combater sacerdotalmente, através dos órgãos de Opinião Publica - Imprensa - com ausência  de qualquer  interferência  do Estado, pró ou contra  ao vício, salvo medidas  indiretas, que  evitem, seja o Governo Temporal um colaborador, na sua manutenção ou propagação.”

Por esta razão, jamais o Governo Temporal deve legalizar o Jogo ou participar dele, como o faz hoje em dia, com a  CEF.

Por isto, não há necessidade do Senado Brasileiro vir a legalizar o jogo; se já não legalizou.

Devem existir leis humanas, que possam indicar os locais e o limite de idade dos jogadores e as normas punitivas, caso o jogo  possa levar `as  indisciplinas de ordem material, com conseqüências danosas - e jamais o Governo fazer do jogo, fonte de arrecadação de impostos e de trabalho, como justificativa para  sua legalização.

Com relação a corrupção sobre os órgãos repressores, a Imprensa é livre para mostrar à opinião pública, e esta, sobre pressão, solicitar a ação do Governo Temporal.                       
           
Quanto ao Jogo do  Bicho, já deveria ter sido liberado, não mais ser contravenção penal. Nesta primeira fase deixar nas mãos dos atuais bicheiros o controle deste vício. Com esta atitude, fica reduzida a zero a corrupção junto aos órgãos policiais. Acabando a corrupção junto à polícia. O Governo não tem que criar a loteria do jogo do Bicho; se criar, o jogo paralelo vai continuar existindo e a corrupção também.


O FUMO

            Este vício que recentemente vem sendo combatido pelo Estado; que deveria ser combatido pelas Igrejas, cujo  resultado seria muito mais eficiente e satisfatório, tem trazido um efeito benéfico, com grandes dispêndios de propaganda, revelando aos potenciais consumidores as desgraças que esta praga causa ao soma e ao psiquismo humano.

           
            É evidente que o estadista capitalista, só se preocupou em combater o vício do tabaco, devido este vício ter criado uma série de doenças, que provocam uns gastos excessivos do Estado, no que se refere ao combate das patologias decorrentes. O problema foi visto como custo-benefício, e não um plano para o  Bem do Ser Humano. A maioria quase absoluta que detêm o Poder não pensou em fazer o bem dos outros, e sim, como reduzir custos.

O ÁLCOOL

            Este vício é lento, gradativo e mortal. É outro vício que o governo ganha com Imposto. Mais um erro do Poder Temporal.  Prejudica as gerações futuras, em nível da idiotia. Promove a indução de grandes crimes. E o único alerta legal a este respeito, do não consumo, é que encontramos bem escondido, empoeirado, no escuro , uma tabuleta, em bares e restaurantes – com os dizeres: “Proibido a Venda de Bebidas Alcoólicas a Menores de 18 anos” . Lei No ??? que não é cumprida. Propagandas de cervejas e outras  nas mídias, associando ao sexo, para engrandecer os princípios imorais, é o que se encontra, em grande moda hoje em dia pelas bandas ocidentais.

            O exemplo de sua proibição foi tomado pelos USA, na década de 30, do século passado, e a corrupção tomou conta da polícia, do judiciário, e  os crimes  se avolumaram, e nada de útil trouxe para  os americanos da época. A Lei Seca foi abolida. E as Igrejas Protestantes, começaram uma campanha, de mostrar às suas ovelhas o mal que as bebidas alcoólicas fazem ao Ser humano. Esta é a razão de quem procura a Bíblia dos Crentes, são convencidos de largar o Álcool. O caminho é por ai, em todos os vícios, por todas as Religiões.

            A catequização deste combate a todas as drogas devem ser Pastoral e não Temporal.
           
O TÓXICO

Alias todos os vícios são tóxicos, alguns refletem, no campo material, que por sua vez interferem em perturbações sentimentais, intelectuais e práticas do comportamento do Ser Humano.

Como o fumo, o álcool, o jogo, o excesso de sexo, principalmente na puberdade, estão liberados; vai quem quer, assume quem deseja; e algumas regras são alertadas para  que os outros sejam respeitados; porque não agir com o mesmo critério para os Tóxicos? 

Tomando certos cuidados, para eliminarmos o mau às crianças e a juventude, para não se tornarem viciados, mostrando as conseqüência do uso destas drogas.

Vou aqui sugerir várias ações simultâneas, e  de freqüência constante, para prevenir abusos e incoerências, com leis fortes e punitivas, afim de eliminar as ações ilegais , das guerras entre quadrilhas, corrupção nas polícias, e etc.

Ao se liberar, mas não legalizar ou autorizar, para que o tóxico não se torne fonte de renda (imposto), e que por um controle de qualidade, em locais a serem definidos, como descrito abaixo, o usuário, terá que se registrar como viciado, no Hospital do Vício ( Estadual ou Federal).

Por exemplo no Rio de Janeiro; um Hospital na Barra e outro na Baixada Fluminense .

A venda e a aplicação do Tóxico liberado, será feita nestes Hospitais, para pessoas acima de 21 anos.

Estes Hospitais, possuem médicos e carcereiros do tóxico. Onde o viciado compra e toma o tóxico, com seringa descartável, evitando assim a transmissão de outras doenças infecta contagiosas, como o AIDS , e etc. E terá assistência médica hospitalar em caso de crise, ou conturbação psíquica. Onde ficará internado até a crise passar. As vendas praticadas fora do Hospital do Vício, são ilegais e os crimes praticados pelos vendedores ilegais, serão muito mais severas que qualquer outro crime praticado, e indicado no código penal brasileiro. Nenhum consumidor irá procurar fonte de tóxico que não sabe a origem de sua qualidade química, não quer mais correr o risco. As vendas clandestinas  chegam quase a zero.

Caso o usuário, cometa delito, ao sair do hospital, os crimes  oriundos praticados pelo toxicomaníaco, terá punição severa, bem acima dos crimes praticados pelos não viciados.

As empresas que por ventura possuírem empregados viciados, terão que providenciar tratamento, psíquico e orgânico para fazê-los  sair deste vício, e ao mesmo tempo lembrá-los  da perda do emprego. Os Recursos Humanos destas empresas deveriam encaminhá-los para os sacerdotes das religiões que eles pertencem.(Para aqueles que acreditam em Deus – Os Sacerdotes, os Pastores, Os Pregadores Espíritas; para os Fetichistas, os lideres destas religiões; para os Metafísicos, os Psicólogos; e para os Cientistas Positivistas, o Sacerdote Positivista)

Quanto às crianças e os adolescentes, eles terão em suas escolas, durante todos os recreios, todos os dias, um telão passando constantemente, durante no mínimo 15 minutos, assuntos das conseqüências do uso dos Vícios. O Filho vendendo os  patrimônios dos pais para conseguirem dinheiro para compra do tóxico; batendo nos pais; mostrando o drama, a desgraça; as conseqüências dos Vícios.

             Redações sugerindo como combater o uso do tóxico, com prêmios etc.

Os meios de comunicação – a mídia, passarem novelas e filmes previamente aprovados, parra estarem sempre mostrando cenas dantescas das conseqüências da prática dos vícios, em vários horários; com freqüência , durante todo o ano. Por mais de 20 anos; ou para sempre.

Os fabricantes de produtos vendidos para crianças e adolescentes, em supermercados e lojas de alimentação, mostrarem nas suas embalagens, indicações  para educar o não uso dos tóxicos, do fumo, do Álcool e do jogo.
           
            Desta forma só vai nesta quem é fraco e já ia mesmo sem nenhum alerta.

            Os desavisados não entram mais nesta, se ocorrer um plano desta ordem, poucos fracos teremos notícias de estarem freqüentando o uso deste vício.

            Assim, desaparecerão os bandos dos morros, que guerreiam  entre si, as vendas irregulares de armas; os policiais corruptos; os aviãozinhos e todas as irregularidades dos criminosos, que hoje em dia, dependem do tóxico para  ficarem ricos e poderosos.

Não sou a favor de liberar plantação e industrialização de tóxicos. Estas fases têm que ser violentamente combatidas.

Vai ocorrer o acréscimo do preço unitário e com as outras medidas apresentadas neste artigo, a queda de conflito nos grandes centros e no país como um todo, será substancial.

Jamais o governo introduzirá fonte de renda, nestes "produtos".

Isto é, Impostos. É o mesmo que instituir impostos na atividade da prostituição.
   
            Anexo um Artigo de minha autoria – Aos Psiquiatras e Neurologistas II, para poderem melhor aquilatar o assunto de forma científica, por atitudes que devemos tomar objetivando resolver de uma vez por todas estas patologias sociais, que nos defrontamos hoje em dia.



SAÚDE, COM RESPEITO E FRATERNIDADE,

PAULO AUGUSTO LACAZ



                                                Aos Psiquiatras e Neurologistas II
  
Aos

       Psiquiatras, Neurologistas, Psicólogos e Sociólogos


“A idéia do Homem isolado da Humanidade é uma abstração, tão viciosa em Medicina como em Política”.  A . Comte

“O Homem se agita e a Humanidade o Conduz”.  A . Comte

                Não sou nem psiquiatra nem neurologista, no entanto um estudioso autodidata em psicologia e sociologia científicas, mas dentro do conceito acadêmico, sou químico; mas como pela Doutrina Positivista somos ensinados a estudar tudo que se relaciona com as Artes e com as Ciências, sem nos tornar charlatões, achei por bem externar aquilo que venho aprendendo, nesta área em questão, para pôr aos estudiosos e especialistas,  que realizem suas análises aos temas abaixo descritos, com vista a não satisfazer meu egoísmo, e sim procurar propagar para terceiros, isto é, Viver para Outrem, afim de que haja melhoria na Ordem que nos domina.    
               
                Sendo a Medicina uma Arte, que até pouco tempo foi empírica, e hoje é sistemática, devido as Ciências Biologia,  Química, Física, Astronomia e Matemática, e para aqueles que tiveram a sorte de poder ter lido as obras de Augusto Comte, tomando conhecimento das Ciências Sociologia Positiva e Moral Positiva, por isso, conseguindo perceber as grandezas das influencias científicas entre o Homem e a Humanidade e vice versa, e seus reflexos ao campo da Saúde e dos quadros patológicos psicossomáticos do Ser Humano; vou procurar resumidamente transcrever os comportamentos deste Aparelho – “A Alma” ou Psique ou Mente , vista de forma científica; que esclarece toda esta barafunda teológica  e metafísica, infelizmente ainda dominante.

                Por forma didática, segue em anexo o Quadro Sistemático da Alma, e descrições das varias modalidades de se analisar o Encéfalo. Bem como uma palestra proferida pelo autor deste artigo – A Harmonia e os Transtornos Mentais, que esclarece detalhes sobre este tema.

Como o tema é vasto, achei por bem escolher uma diretriz, a fim de disciplinar e nortear a exposição, tomando como tema principal A Influência dos Fatores Sociais, sobre a Degeneração da Espécie Humana. Tese Apresentada pelo Psiquiatra Dr. Jefferson Sensburg de Lemos, em 1902, que ainda possui fortes traços de metafísica, em suas exposições, no entanto serve de roteiro, para este trabalho. Tese esta realizada na cadeira de Clinica Psiquiátrica e de Moléstias Nervosas, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Foi interno de Teixeira Brandão, de Juliano Moreira e de Márcio Néry. Foi inspirado na Psiquiatria Social, haurida do Positivismo, que manteve contato com o Dr. Aníbal Silveira, Positivista; Professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí; Fellow em Fisiologia Cerebral em Chicago; que foi professor de meu Tio Carlos da Silva Lacaz, Professor de Dermatologia-Microbiologia e Doenças Tropicais, da Faculdade de Medicina de São Paulo, e do meu atual amigo, Psiquiatra-Psicoterápico  Dr. José Cássio Simões Vieira – Positivista cassimov@uol.com.br , que surgiu graças a INTENT. Não deixando também de registrar a Tese da Dra. Lúcia Coelho – Teoria da Personalidade A . Comte - A . Silveira); o Livro de Paulo Augusto Lacaz ( A Ciência Moral Teórica Positiva – Sistema Universal das Concepções, Próprias ao Estado Normal da Humanidade – Segundo Augusto Comte).


1) Introdução.

Não há dúvida, que é fato consumado, pela observação popular, que o numero de alienados e neuropatas tende a aumentar progressivamente, nestes nossos tempos ditos modernos ou melhor dizendo contemporâneo. O crescente  número de psiquiatras e psicólogos, prova  esta tendência.

Para quase todos aqueles que estudam, os problemas da Desarmonia Mental, não é a Civilização, mas são as Idéias Religiosas, os Regimen Políticos e as Metodologias do Ganho Econômico - Financeiro, as grandes causas da Degeneração das Sociedades, de hoje em dia.

Sendo a Civilização os resultados dos fatores sociais do Progresso, onde estão enquadradas as lutas religiosas, as lutas de mercado, as lutas econômico-financeiras, as lutas entre os regimens Políticos, as lutas ou disputas entre indivíduos nos seus trabalhos; as disputas, pelo melhor ganho salarial e de cargo, as lutas entre as empresas e seus mercados, e as guerras militares entre nações, as guerras civis e etc.

Estas lutas não podem figurar numa classificação de fatores sociais ao lado da Civilização.

A Civilização implica numa idéia de uma evolução progressiva da Sociedade; onde há verdadeira civilização há fartura de Vida.

Nunca se poderá dizer que o excesso de Vida em um Indivíduo, pelo enfoque biológico, traz sua degeneração; por isso, nunca se poderá compreender  que uma civilização progressista, seja causadora da degeneração dos seus órgãos sociais; por isso, tudo que se tem trazido, pela análise metafísica, como a causa, da degeneração das sociedades atuais, não é mais do que o efeitocausado por ela; o imoral, a depravação dos costumes, embriagues, o fumo, a luxúria, a gula; uso de tóxico; o sexo por excesso, assassinatos, roubos, barbaridades, raptos, crimes hediondos, suicídios e etc. são grandes efeitos e não as causas da degeneração. Isto nada garante uma análise científica, pois não expressa uma Lei Natural, que se conhecendo os fenômenos, podemos prever os fatos.

Para analisarmos os fatos, isto é, para conhecermos  as Leis que fazem ocorrer os fenômenos da degeneração das sociedades contemporâneas, vamos  verificar se alguma vez, já se observou este aniquilamento da Vida, por graus sucessivos, terminando na eliminação completa de uma agremiação humana. Isto se consegue através da história, onde são numerosos os exemplos de civilizações, que decaíram depois de terem deslumbrado a sua época, com o seu esplendor e sua força. 

 Se formos buscar a origem dos povos mais antigos, encontramos  a confirmação desta verdade registrada nas suas crenças.

A idéia que sempre dominou na Índia, na Pérsia, no Egito, em quase toda antiga civilização oriental, foi a da “ existencia dos ciclos” ; teoria segundo a qual o gênero humano deveria forçosamente extinguir-se depois de gozar na Terra, algumas épocas de prosperidade; e isto não era mais, que o resultado da observação, transmitida pela psicologia coletiva, da decadência das gerações, que as haviam precedido.

Do mesmo modo, em todas as teogonias que dominaram a Antigüidade, encontramos implicitamente contidas, as idéias, sejam de progresso, sejam de regresso da Sociedade.

Podemos ao analisar a crença dos Santals e as crenças análogas, de um grande número de populações primitivas, que elas estão em relação estreita com a evolução da psicologia coletiva do progresso, e ao mesmo tempo, com a história dos  estados sociais correspondentes.

Na crença dos Santals, as gerações passadas, no fundo dos seus túmulos, observavam os seus filhos com intenções caridosas, no entanto as “almas” habitantes do túmulo, distribuíam por toda parte, toda sorte de maldade. Observamos nesta crença a mesma forma dualista do bem e do mal, governando o mundo, que dominou em todas as teogonias ( conjunto de divindades, cujo culto, registra o sistema religioso de um povo politeísta). Não faziam nada mais nada menos, que refletir em entidades  abstratas o que observavam  de bom ou de mau, nas ações da coletividade; eram o princípio criador e destruidor. Os Santals, populações pacíficas, tinha a chave do progresso, e por isso julgavam-se dominados pelo princípio do bem. Outras populações no entanto, preocupavam-se mais com o “espírito” do mal; era que nelas dominando os elementos desfavoráveis, viam a ruína e a destruição alastrarem em suas fileiras.

Ao se estudar as civilizações da Índia, do Egito, da Pérsia e da Judéia, a crença destas civilizações colocam a suas origens na idade do ouro, provando assim que nelas , a soma dos males  ultrapassa a dos bens, pelo menos, que elas eram mais sensíveis aos primeiros que aos segundos.

A Pérsia concebe a história geral, como uma série de evoluções, cada uma delas presididas por um profeta. A sucessão destes períodos prepara o reino de Ormuzd, depois  da completa destruição do mundo por Dahak ou o Demônio – No entanto todas elas iam, a pesar de observarem sua decadência, formulando crenças, numa futura idade do ouro, onde todas poderiam gozar das bondades eternas.

Anteviam, provavelmente, instintivamente uma regeneração dos estados sociais em que se achavam.

Quando no mundo greco-romano trava-se a luta  intelectual , que deu origem ao nascimento da metafísica, marcando um novo período, uma nova evolução do mundo social; esta nova aquisição da Humanidade, não se estabelece  sem um grande desperdiço de potencial, que abala as instituições, então vigentes, trazendo oscilações contínuas; épocas de prosperidade e de aniquilamentos sucessivos, que influíram na alma dos poetas e dos filósofos que foram surgindo, e deixaram estampados em suas obras os estudos sociais  que naquela época dominavam.

“ Os homérides, isto é, os rapsodos que cantavam as poesias de Homero (Século. XII a C.) , com todos os publicistas ligados aos destinos das instituições decadentes, são naturalmente pessimistas: de todos os seres que respiram e que rastejam na superfície da terra , não há nenhum mais infeliz que o homem; no transformismo social que se completa sob os seus olhos, não vê senão ruína e desolação: os homens como são hoje, são inferiores aos das gerações precedentes”  De Greef – Le Transformisme Social – pag. 24.     

Hesíodo (Século VIII a.C.), em suas poesias procurou dar uma explicação religiosa da decadência do povo grego. Formula a teoria das 5 idades da Humanidade, cada uma representada por uma raça. Estas raças vão decrescendo de valor psíquico e moral, com exceção da quarta, que se torna um pouco melhor que a precedente, até a Quinta, a raça de ferro, da qual ele é um dos representantes.

Quando os elementos científicos da filosofia grega começam a dominar sobre as crenças religiosas, embora com explicações metafísicas, os filósofos das diferentes escolas, em seus sistemas otimistas ou pessimistas, deixam transparecer o estado de progresso ou de regresso da sua época. A escola Jônica é puramente otimista.

Tales, Anaximandro, Anaximenes, Heráclito, Hipócrates, Heródoto, e etc. Formularam sistemas, onde se encontram as primeiras concepções sobre a evolução natural.   
  
Em prosseguimento a luta de Atenas, que dá  em resultado as divisões das Classes, aparece Aristófanes com um pessimismo exagerado.

Xenofonte procura explicar a decadência da monarquia persa, pela extensão do luxo e da preguiça. O movimento social é para Platão, uma evolução circular; a degenerescência social  não tem outra causa, senão o deslocamento dos fatores sociais.

Em Roma, pela fácil assimilação da civilização grega, e sendo ela dotada de grande conteúdo metafísico-científico, convincente para a época, dentro de pouco tempo, os filósofos romanos, põem-se a par das teorias  da evolução  social. As mesmas doutrinas gregas aparecem nas obras dos poetas : Epícoro, Lucrécio, Políbio, Virgílio e Cícero, tais são os filósofos prosadores e poetas que mais se ocuparam das questões sociais e do progresso.

   Mas dentro de pouco tempo a fabulosa riqueza de Roma, entrou em ruína. Horácio e Ovídio nas suas Metamorfoses, tornam-se pessimistas e relatam a caducidade do império romano, que não tardou extinguir-se totalmente.

Quando o cristianismo aparece na Judéia, vem impregnado de um desanimo perante aos problemas sociais. É o filho de Deus, que vem salvar o Mundo, de sua destruição. Mas impotente para livrá-lo desta ruína, só pôde e pode, apelar, para o ente sobrenatural, o único capaz de melhorar a sorte da Humanidade, numa vida de além túmulo.

“ O Meu Reino não é deste Mundo” . Socialmente falando isto é muito grave, Jesus não percebeu, que com esta atitude, veio provocar um estado de degenerescência do Império Romano; sem querer atacou as suas mais altas formas intelectuais e morais , promovendo pouco a pouco a redução de suas funções reflexas e automáticas, até que todo o seu organismo  viesse a se dissolver.

Desta forma vemos a degenerescência humana existir em todas as épocas da antigüidade, ser diferentemente compreendida e interpretada seguindo as crenças religiosas e as doutrinas filosóficas que dominaram em cada uma delas.

O Mundo Ocidental da Idade Média, sendo uma continuação do mundo greco-romano, não poderia deixar de ser infectado ou contaminado, dos mesmos elementos de degenerescência. Não obstante as suas fusões com o bárbaros invasores, de seus domínios, mesmo com a inoculação de elementos vigorosos, não pôde regenerar  as suas populações depravadas e imorais.

O aparecimento do Cristianismo, devido as grande lutas entre as antigas civilizações, não há dúvida, foi uma nova doutrina, uma das maiores aquisições da Humanidade; no entanto sua concepção não podia deixar de conter grandes imperfeições. E o Catolicismo, de base no Cristianismo, veio por sua vez poderosamente influir na vasta decadência da Idade Média, onde a degenerescência da espécie humana atingiu o seu apogeu.

A sociedade ia passar por uma grande transformação, após o aparecimento do Catolicismo/Cristianismo, última concepção teológica, com o surgimento do reino da metafísica, no entanto devido a decadência da Idade Média, houve um grande retardo.

O Catolicismo / Cristianismo tolhe o progresso científico e super exista o sentimentalismo altruísta, dando destaque a Pureza dos Santos e não a Ternura entre a Mulher e o homem, como exemplos de conduta. Todos querem ser profetas. Surge a crença do fim do mundo, no ano mil. O Catolicismo/Cristianismo não pôde logo ser compreendido pela multidão. A unificação dos sentimentos que ele deveria trazer, tornando a psicologia coletiva, mais uniforme, e o caráter social mais estável e evolutivo, não foi possível  de ser realizado, a curto prazo, devido ao misticismo cristão, ter que travar árdua luta com o paganismo.

  A crença nas almas, nos anjos, nos demônios, nos deuses de toda espécie; juntam-se as crenças dos mágicos, dos feiticeiros, dos vampiros, dos lobisomens, e de toda esta confusão, vai gerando as formas dos delírios, isto é, de loucura, que se propagam na forma de delírios epidêmicos. A instabilidade cerebral denuncia a degeneração, que vai devastando as populações. Um ataque de histeria, é muitas vezes o ponto de partida, de uma epidemia que empolga toda uma população.

E como maior prova de decadência, as torturas e as fogueiras, são os corretivos empregados aos pobres loucos, considerados na época entidades demoníacas.

No meio de toda esta agitação, surgem numerosas guerras, de todos os poderes entre si.

Após terem decorridos 10 séculos de lutas onde parecia que tudo ia se extinguir; vão ocorrendo lutas mais intelectuais; onde a influencia dos Árabes, que durante esta época fazem grandes descobertas científicas, e faz-se notar aos poucos aqui pelo Ocidente, o aparecimento de grandes vultos, como o Roger Bacon (1214 – 1294) – [No século XIII, inglês Roger Bacon (1214-1294) opôs-se à escolástica, ao sustentar que a tradição não é o único meio de acesso à verdade. Propôs que só o saber rigoroso, utilizando-se de um método que tivesse por base a matemática, possibilitaria que se atingisse a verdade. A concepção de Roger, além de permitir considerá-lo um dos precursores do pensamento científico moderno, constitui uma antecipação do método experimental, ao valorizar o papel da experiência na elaboração da ciência]. e  Pico Mirandola, {(Pico della Mirandola, Giovanni (1463-1494), filósofo e humanista italiano. Erudito dialético e de brilhante oratória. É autor de Heptaplus (1489), um relato místico da criação do Universo}; que tornaram-se os precursores da Renascença e da Reforma. Grande absurdo Social que a Igreja Católica deixou acontecer.

As Pessoas que têm o cérebro povoado de Deuses, anjos, arcanjos, demônios, gênios e almas teológicas, compartilhadas com as imagens reais; Que defensivos encontram nas suas doutrinas , para não caírem na loucura, quando por qualquer circunstancia, forem atacados pela apreciação destes entes ditos sobrenaturais, isto é, por alucinações ?

                Como os teologistas, católicos e o protestantes, que aconselham a penitencia, a e mortificação da carne, se resguardam racionalmente das reações perturbadoras, do corpo sobre o cérebro ?
               
Os Positivistas encontram nas suas convicções um apoio para estas perturbações de que for cometido. Como todas as garantias científicas, nada tem de absoluto; mas é o único com quem se pode contar.

Todo esse mundo ideal de entes estra-humanos é substituído pela contemplação, conscientemente subjetiva das gerações que passaram e das gerações que hão de vir.
               
Se por ventura, a Emoção exaltada pelo sentimento, torna nítida e vivazes as imagens subjetivas dos entes adorados; fazendo com que escutemos as suas vozes e enxerguemos as suas imagens; ao nível de mesma "nitidez", que as imagens reais e objetivas; os positivistas, sabem que estas visões, não são de mortos ressuscitados, cujo o conhecimento destes mortos objetivamente, mas vivos subjetivamente, só podem encontrar na meditação, aquilo que realizaram em vida objetiva.
               
Não é permitido invocar conselhos e ordens que recebeu nos encantos de seus prazeres. Não pode então, crer na realidade objetiva dos Deuses de seu Culto; quando esta realidade, já houver cessado pela morte
               
Também lhe é proibido entregar-se, tanto aos excessos egoístas, que degradam e conduzem ao idiotismo, como aos exageros da mortificação, que torna o homem, incapaz de servir ao seu semelhante, o que predispõe para todas as perturbações doentias, inclusive a loucura.

Aceitando resignado as fatalidades, que não pode modificar, aproveita a flexibilidade superior dos problemas morais, para suprir, com o aperfeiçoamento próprio, as imperfeições de sua situação. E contenta-se com os entes que adora, com a convivência que resulta da recordação saudosa, de seus benefícios e de suas virtudes; sabendo que não há outra imortalidade, além da assimilação, pelas gerações atuais, das conquistas realizadas pelas gerações que passaram.
               
Aqueles que com tais armas fracassam no batalhar da existência, só tem que lamentar a própria fraqueza, isto é, o seu frágil caráter.

Si fractus illabatur orbis, impavidum ferient ruinae .
Se o mundo desabasse sobre ele; ele seria ferido pelas ruínas, impávido ( sem medo)
               
Este exame parcial, nos revela que a situação teológica-metafísica, é a mais favorável para predispor o homem à loucura; visto que a crença em um mundo sobrenatural, torna possível todas as divagações, sem falar na excitação contínua, que os sentimento egoístas do orgulho e da vaidade, tem origem nestas crenças, teológicas-metafísica.
               
Mas cumpre reconhecer que o perigo cresce, quanto mais predominar a fase metafísica.
               
Felizmente, os grandes homens do catolicismo, dispondo do vago inerente ao seu Dogma, instituíram verdadeiros aparelhos de segurança, contra as alucinações pessoais. Foi assim que as visões, podem ser ao mesmo tempo obras do demônio ou de Deus. Os doutores Romanos estabeleceram a competência, exclusiva da classe espiritual, os Sacerdotes, e especialmente o chefe da hierarquia, para decidir, caso a caso.
               
Esta atitude mostra o alcance social e moral do Dogma da Infalibilidade Papal – Prerrogativa atribuída ao Papa, para que os Católicos não errem em questões pertinentes à Fé e aos Costumes; quando pretende conferir uma orientação universal.

Já o Protestantismo, quebrando esta garantia, e pondo o crente em comunicação direta com Deus, pelo dogma do livre arbítrio, favorece o desequilíbrio mental. Porque simplesmente, o dogma neste caso, é favorável a desenvoltura da Vaidade e do Orgulho, comprimindo a Veneração; isto é, destrói as bases de todas as disciplinas, principalmente a Social.

O estado revolucionário deísta ou ateu, agrava esta situação, pela proclamação absoluta do livre exame, por tal forma, que cada um afeta hoje tirar de si, por uma inspiração monstruosa, todas as suas crenças.

O resultado dessa desorganização, do regimen católico, criando o protestantismo, tem sido a exacerbação contínua dos instintos egoístas, e a compressão dos sentimentos Altruístas, cuja as influências os teologistas atribuem à Graça Divina; e os revolucionários pretendem substituir pelo interesse bem entendido.
                .
                Realmente nesta época ocorreu uma reação para alterar a existente organização depauperada.

                Assim, a Idade Média nos parece ser um organismo, cujo  comandos superiores, não tem a força inibidora capaz, de superar os desmandos dos comandos inferiores, aparentemente dominada por uma grande Neurose - nevrose. Durante todo este tempo a sociedade retrocedeu ou involuiu. Algum elemento lhe faltava para  corrigir  aquele descalabro. Em um regimen Feudal, onde deveria suceder uma luta pela divisão de classes, com a divisão do trabalho, ocorria a aliança de uma superexcitação sentimental, alimentada pelo catolicismo/cristianismo; onde deveria dominar mais do que nunca, um poderoso elemento intelectual.

Foi o que trouxe a Reforma, sucedendo ao catolicismo, no que diz respeito ao livre exame ou livre arbítrio e a liberdade de  consciência. Assim podemos dizer que, Giordano Bruno na Itália, Descartes na França e Francisco Bacon na Inglaterra, podem ser considerados os Paes da Filosofia Moderna.

Foi então que a Humanidade renascendo de suas cinzas, entra de novo no caminho dito do progresso,  equilibrando-se nos fatores sociais daquela ruína. A ciência começa a fazer novas descobertas, entrando no domínio da metafísica.

A Psiquiatria dá o primeiro passo: um licântropo – louco que se acha transformado em lobo – licantropia., condenado a morte  pelo lugar-tenente criminal de Angers – cidade do oeste da França, foi enviado pelo parlamento de Paris, para um hospício de loucos.

Neste momento todos os filósofos deixam em suas obras , concepções sobre o progresso da Humanidade.

Depois de uma reorganização de 300 anos, aparece  a biologia, e assim a ciência caminha para o estado Positivo, nasce a Sociologia Positiva com Augusto Comte e o delineamento da Ciência Moral Positiva, a Ciência da Construção.

Mas temos notado que mesmo com toda esta força, um progresso contínuo ainda não se efetua. Ainda dominado pelo espírito de conquista, o mundo ainda se entrega a guerras de extermínio e as guerras  de disputas de mercado, nas guerras de falta de trabalho, de competição. Algumas Nações depois de atingirem um elevado grau de glória, despencam vergonhosamente. Lembremos a Revolução Francesa, em 1789, uma verdadeira crise  nevrótica, que atingiu todo o povo francês; no entanto foi a única saída, para um alerta ao Mundo .

Não tem nenhuma Civilização, que marche progressivamente, sem ser acompanhada de uma degeneração que não deixa de dominar e de se ampliar.

Segue em anexo um documento que registra o numero de mortos, para garantir o regimen democrático ( ~100.000.000 ) e o numero de mortos para  garantir o regimen comunista ( ~ 100.000.000 ), até este último século passado; fora o numero de mortos entre Israelenses e Palestinos - A Guerra da Bestialidade; ( 300.000 até 1997 ) conflito entre dois povos profundamente ignorantes socialmente, por ainda estarem na fase da inteligência teológica das mais atrasadas da espécie humana; sendo um mais violento e bárbaro que o outro; e infelizmente um dos lados é alimentado pelos USA, reconhecidamente um País de elevada cultura científico-tecnologica, o País mais rico do Mundo, no campo Material, mas, o mais pobre de toda a Humanidade, no Campo Moral Positivo. Augusto Comte em 1854 – no seu quarto Volume do  Sistème de Politique Positive – pag 443/444, já alertava –
«  On confirme l´insuffisance générale des deux première phases d´après leur examen spécial, d´abord temporel, puis spirituel. En écartant le budget théorique et l´armée permanente, elles semblent conduire le peuple central vers le type américain, qui caractérise le principal essor de l´anarchie occidentale. »     
 2) As Leis Naturais

Vamos agora examinar como encontrar os parâmetros das Leis Naturais, que alteradas geram a degenerescência, que tem acarretado a destruição de tantas antigas sociedades, e que ainda ameaçam dissolver, nos dias de hoje, o trabalho evolutivo de milhares de gerações.

Para facilitar a exposição, vamos apresentar de antemão as conclusões que os senhores poderão chegar, e que alguns poucos já chegaram:

1 – que na própria história das sociedades humanas, existem as condições de se conhecer as Leis Naturais, que usadas com parâmetros egoístas, provam a degeneração Social; e por sua vez a degeneração Individual, esta última, devido ao não cumprimento das Leis Naturais da Ciência Moral Teórica Positiva.

2) que os fenômenos sociais são preponderantes na interação com os fatores individuais;

3) que nunca poderemos estudar esses fenômenos sem a ajuda das Ciências Biologia, Sociologia Positiva e Moral Teórica Positiva.

                As teorias da degenerescência, depois que se libertaram das influencias teológico-metafísicas, que lhe davam um caráter fatídico, fazendo coincidir sobre a Humanidade, a maneira dos destinos antigos, passando hoje a considera-la, como um fato do domínio; dos processos biológicos gerais. A luz das teorias da evolução, a degenerescência, tornou-se um fato de ordem geral, sendo um fenômeno natural, e como uma necessidade seletiva, bem como um adjuvante dos fatores que concorrem para a evolução individual e social.

Se a degeneração é um fato tão natural como a evolução; os fenômenos de degeneração hão de ter a mesma origem,  mas “ parâmetros e intensidades cartesianas opostas”, isto é egoístas e Altruístas, e leva-nos para melhor compreende-la e estudá-la no que tange aos seus fenômenos; vamos primeiramente registrar algumas considerações sobre a onde os maiores detalhes podem ser encontrados no Livro A Ciência Moral Teórica Positiva, composta da Existência. (nutrição, evolução ou desenvolvimento e reprodução); da Saúde e da Enfermidade.

        Todos os problemas da VIDA, podem ser esclarecidos pelas Leis Naturais que expressam a  : A Influência do Meio ou da Vida Social, na  Moral, isto é, na “ Alma” e no Soma e vice versa; a{ Hereditariedade dos Caracteres Genéticos (A Nutrição, A Saúde, A Enfermidade e A Reprodução)  e a Seleção Natural  (o Desenvolvimento ou Evolução - ) } MORAL

Desta forma podemos hoje em dia, interagir as Influencias Individuais –ou Morais ou Psíquicas com as Sociais ou Coletivas, e vice versa, com vista à esclarecer, de uma vez por todas, os complexos problemas da Vida, de maneira científica, cujos os fenômenos  representam resultados de ações de Leis Naturais.

Coube  a  Augusto Comte (1798 –1857) até 1857, ter deixado escrito todas as principais bases da Ciência Moral Teórica Positiva – A Ciência da Construção, para que as explicações subjetivas e objetivas do comportamento humano, pudessem trazer as verdadeiras explicações dos fenômenos sociais e individuais do mesmo. Mas que somente nos dias de hoje, está sendo possível colocar neste trabalho, devido a Pierre Laffitte, Dr. Robinet, Luis Lagarrigue e o autor que vos apresenta o assunto.

 Estes detalhes na Ciência Moral Teórica, podem ser encontrados, neste livro acima citado, do autor que vos escreve, no Capítulo A Teoria da Vida – que associa a Moral a Biologia.

                Quanto a explicação com base na Ciência Biologia,  que dá o sustentáculo à  Ciência Sociologia Positiva e esta por sua vez, à Ciência Moral Positiva, vamos didaticamente descrever primeiramente o enfoque biológico.

                A Ciência Biologia : Do estudo da composição material, resulta o laço subjetivo que une, pela química, a cosmologia à biologia, ou o estudo da materialidade ao da vitalidade; isto é, da natureza  morta ao mundo vivo. A base essencial do estudo dos seres organizados, isto é, o conjunto das leis relativas a Vida Vegetativa, está com efeito, no conhecimento dos fenômenos bio-fisico-químicos que estes seres apresentam. A subordinação das funções da Animalidade propriamente dita às da Vegetabilidade Fundamental  ( a única vida característica dos vegetais) estabelece a coordenação das considerações particulares à ciência biológica, de acordo com a sua complicação crescente e sua generalidade decrescente. Além disso, a Biologia, que cientificamente constitui o indispensável termo intermediário, para ligar a cosmologia (as Ciências Física e Química) à Sociologia; isto é, a Ordem Exterior à Ordem Humana, enriquece a lógica positiva, com um processo dos mais importantes:  A Comparação. Ela realiza uma realização verdadeiramente decisiva, pela instituição da Biotaxia, isto é, da série que permite ligar entre si, subjetivamente, todos os seres dotados de vida, ; do duplo movimento interior de decomposição  e recomposição; assim como dos fenômenos zoológicos, que nela geralmente se superpõem, desde de os tipos mais infimos – os micro organismo unicelulares, até o termo supremo da escala biológica – O Homem.

                Esta imensa hierarquia, só pode ser subjetiva, e jamais comporta a plena realidade exterior, tais como os tipos inassimiláveis, devido a singularidade de sua organização, a fixidade das espécies demonstra., por si só, a impossibilidade  de formar  com todos os seres vivos, uma série objetiva ininterrupta.

                Como o seu preciso conhecimento, exige uma classificação, o método só vence esta dificuldade, estabelecendo a necessidade lógica e o caráter perfeitamente subjetivo, ou relativo ao Homem, de semelhante construção: o que permite por conseguinte, aperfeiçoá-la pela subtração de tipos rebeldes e pela adição hipotética dos termos que faltem. 

É desta forma que a Biologia, filosoficamente cultivada, estabelece uma gradual transição, entre o Mundo exterior e a Existencia Social, manifestada pela Humanidade.

                A importância de tal ciência e suas intimas relações com o conhecimento da natureza humana, faz-nos deixar registrar as bases essenciais sobre as quais  a Biologia se repousa.

                Sendo a anatomia o estudo da estrutura de tudo quanto tem vida, que representa o aspecto estático da Biologia dos corpos organizados, em estado de repouso, mas prestes a agir.

Sua principal incumbência, depois de ter estabelecido o princípio da necessidade, de um grau qualquer de organização, como condição indispensável, para as manifestações vitais, mesmo as mais rudimentares, tem sido, desde Aristóteles, constituir esta imensa escala biológica, ao mesmo tempo objetiva e subjetiva, pelo conjunto graduado dos seres vivos.

Quanto a fisiologia, que constitui a parte dinâmica da biologia, consiste essencialmente em fatos gerais, subordinados entre si, mas inteiramente distintos, cujo conjunto, explica, quer as funções contínuas da vida de nutrição, quer as funções intermitentes da vida de relação.

O fato mais geral que caracteriza a Vida, é o duplo movimento intimo e contínuo de assimilação e desassimilação, próprio de todos os corpo organizados, e que seu conteúdo, sofre sem cessar, em virtude das relações com o meio em que se acham colocados. Assim, esta Lei da Nutrição,(1) constitui a base de todos os estudos fisiológicos.

  Logo podemos pela Lei do Desenvolvimento e do Declínio (2), que termina com a morte; seu resultado constante gera a Lei da Reprodução (3), segundo a qual a conservação da espécie, compensa a perda do indivíduo. Assim se expressou Augusto Comte : “ A principal propriedade do conjunto dos seres vivos, consiste na aptidão, de cada um deles, de reproduzir, um ser semelhante, como ele próprio provem, sempre de uma fonte análoga. Não só, não há existencia orgânica, que emane da natureza  inorgânica, mas além disso, nenhuma espécie poderia resultar de outra qualquer, superior ou inferior, salvo as variações limitadíssimas, embora muito pouco conhecidas, que cada uma delas comporta. Existe, pois, um verdadeiro abismo verdadeiramente intransponível, entre o mundo vivo e a natureza inerte; e mesmo em menores graus, entre os diversos modos de vitalidade.”  Catecismo Positivista – 2a Ed. 7a Conferência.

Com relação as Cinco Leis Naturais que coordenam a Vida Animal, três subjetivas e duas Objetiva, vamos poder defini-las como abaixo:

1)  A Primeira Lei Natural (4), consiste na necessária alternativa, de exercício e repouso, característica de toda  Vida de Relação, Sensação e Movimento, sem executar nossos mais nobres atributos: os sentimentos, a inteligência e a atividade (Bichat)

2) A Segunda Lei Natural,(5)  que, como em todos os outros casos , supõe a precedente, embora não resulte dela, consiste na tendência, que possui toda função intermitente, de se tornar habitual; isto é, de se reproduzir espontaneamente, depois de cessado o impulso primitivo (Lei do Hábito) – esta Lei encontra o seu complemento natural na faculdade de imitação; aptidão de imitar os outros; pelo menos em todas as espécies animais, dotadas de simpatia, resultando da aptidão de se imitar a si mesmo, ou de renovar atos espontâneos, já realizados. (Cabanis).

3)    
A Terceira Lei (6) subordinada  à do Habito, consiste no aperfeiçoamento um tempo anatômico e fisiológico, inerente a todos os fenômenos de relação: sensitivos, motores, sentimentais, intelectuais e práticos; isto é, relativos a atividade e ao caráter. No tocante a cada um deles , o exercício tende a fortalecer as funções e os órgãos que o desuso prolongado, chega a atrofiar.

4)  A Combinação das Leis do Hábito com a do  Aperfeiçoamento,(7) determina uma sétima Lei Vital, que merece cientificamente, uma apreciação distinta, embora ela não seja logicamente, mais do que uma conseqüência necessária das precedentes: é a da Hereditariedade. Toda Função ou estrutura animal, sendo perfectível até um certo ponto, à aptidão de todos os seres vivos, de reproduzirem seus semelhantes; poderá desde então, fixar na espécie as modificações suficientemente profundas, sobrevinda do indivíduo. Daí resulta o aperfeiçoamento limitado e contínuo, sobretudo fisiológico, mas até anatômico, de qualquer raça, pelas regenerações ou crescimentos sucessivos, tanto mais perceptíveis, quanto mais elevada for a espécie, por ser assim mais modificável e mais ativa.  Augusto Comte – Catecismo Positivista.

Assim poderemos medir a diferença, do ponto de vista abstrato  e do ponto de vista  concreto, comparando a teoria Positiva , com a  esclarecida concretamente por Darwin e seus seguidores, como uma Lei Complementar 

5) A Oitava Lei Natural, SELEÇÃO NATURAL- Evolução:

       Foi Charles Darwin (1809 – 1882) quem, incitado pela publicação da descoberta de Alfred Russel Wallace (1823 – 1913 ) de seu princípio da Seleção Natural, estabeleceu em 1859, a Teoria da Evolução, na obra A Origem das Espécies.

       Mais tarde, os estudos de Gregor Mendel (1822 a 1884), retomados no final do século XIX, demostraram o que Darwin insinuou vagamente: que a hereditariedade é particular, não combinada. Sejam ou não os descendentes formas intermediárias entre seus pais, eles herdam e transmitem partículas hereditárias separadas, que hoje em dia denominamos genes. Os genes únicos e separados se distribuem de forma independente através das gerações, como nas cartas de um baralho.
Se a herança é particular, a seleção natural pode atuar. Como estabeleceram pela primeira vez o matemático britânico G. H. Hardy e o cientista alemão W. Weinberg, não existe uma tendência própria de desaparecimento dos genes do “conjunto” de genes. Se isso acontecer, será por causa de processos fortuitos, ou da Seleção Natural. A versão moderna do darwinismo, chamada de neodarwinismo, está baseada nesta idéia, elaborada entre os anos 1920 e 1930 pelos geneticistas R. A. Fisher, J. B. S. Haldane e Sewall Wright.

A teoria genética moderna da Seleção Natural pode ser assim resumida: os genes de uma população de animais ou plantas que se entrecruzam sexualmente constituem um “conjunto” de genes. Os genes competem neste “conjunto” da mesma maneira que as moléculas primitivas que se reproduziam faziam-no no “caldo” primitivo. Na prática, a vida dos genes do “conjunto” de genes transcorre de duas formas: ou assentando-se em corpos individuais que ajudam a construir, ou transmitindo-se de um corpo ao outro, através do espermatozóide ou do óvulo, no processo de reprodução sexual. Qualquer gene que se origina no “conjunto” genético é resultado de uma mutação ou erro aleatório, no processo de cópia dos genes. Uma vez que se produziu uma mutação nova, esta pode se estender através do “conjunto” genético, por meio da mistura sexual. A mutação é a última origem da variação genética.

       Existem várias razões que explicam a causa da freqüência de variação dos genes: imigração, emigração, deslocamentos aleatórios e Seleção Natural. A imigração, emigração e desvios aleatórios não têm demasiado interesse do ponto de vista da adaptação, embora na prática possam ser muito importantes. No entanto, a Seleção Natural é fundamental para explicar a melhora da adaptação, a complexa organização funcional da vida e os atributos de progresso que, discutivelmente, podem-se classificar como evolução. Alguns têm mais qualidades para sobreviver e reproduzir-se do que outros. Os organismos cujas características para sobreviver e reproduzir-se são melhores, tenderão a contribuir com mais genes para os “conjuntos” genéticos do futuro do que aqueles cujas características sejam más para esta finalidade: os genes que tendem a formar organismos bons serão predominantes nos “conjuntos” genéticos. A Seleção Naturaltraduz-se nos
diferentes níveis de sucesso que alcançam os organismos na sobrevivência e reprodução: isto é importante por causa dos requisitos necessários para a sobrevivência dos genes no “conjunto” genético. A persistência do mais apto, é devido a conservação das diferenças e variações individuais favoráveis, e a eliminação das variações prejudiciais; assim disse Darwin.

                A Hereditariedade dada pelos Caracteres Genéticos e a Seleção Natural atuam somente como elementos conservadores, e fator ativo, que a todos prepondera, é dado pela Influência do Meio, com a reação ao uso e caracteres humanos, no que tange  a sua acomodação, às condições do ambiente - etológica do indivíduo; neste meio, isto é, no meio cósmico ou biológico, onde o indivíduo encontra as ações e as reações, que resultam nas suas variações, que se fixam na espécie, através da Seleção Natural e dos Caracteres Genéticos. 

                Pois é do meio que o Indivíduo vive, que partem as influencias que determinam suas variações. É através da luta travada entre o indivíduo e o meio em que ele vive, que resultou seu transformismo, para que viesse ocorrer sua adaptação.

                Intervindo os outros fatores, a conservação  dos caracteres genéticos favoráveis, foi que prevaleceu com a Seleção Natural, a não permanecia dos elementos desfavoráveis, que não poderiam ter lugar.

                  A Seleção Natural tornou-se assim, um dos processos mais preciosos da evolução individual, evolução que se fazia facilmente pela força das circunstancias; evolução que tornava-se eminentemente progressiva e definitiva para os indivíduos de uma espécie, ou para  a espécie que sobrevivesse.

                A mesma evolução intensiva apresentava o homem, quando vivia em estado de bárbaro. Com efeito, só tendo que lutar com os elementos que lhe eram opostos pelo meio cósmico e com a concorrência dos outros animais, e de seus semelhantes; o homem ou vencia nesta luta, se era forte, ou era vencido, e eliminado se era fraco; não havendo possibilidade da transmissão à gerações sucessivas dos elementos defeituosos.
                 
                Se admitirmos que a eliminação dos fracos não se efetuasse, que não encontrasse direito a vida somente os indivíduos cujo potencial, fosse de sobra, para poderem opor certa reação contra o meio que determinasse sua adaptação, mas que também, os de potencial reduzido, pudessem subsistir, juntamente com os primeiros. É evidente que estes fracos elementos, tendo que concorrer, com os elementos fortes que muito facilmente os levariam de vencida; e teriam que encontrar meios  de subsistência menos vantajosos; e já não só poderiam  se adaptar ao meio, em que tinham nascido, mas sofreriam deste meio ações, que ainda mais lhe diminuiriam a resistência. O fator hereditário, entraria em ação, determinando a conservação, na descendência, deste potencial enfraquecido, que  teria mais que sofrer, as oposições do meio, e assim, nesta progressiva baixa, chegaria a um ponto mínimo, onde o tipo degenerado apareceria esculpido nas alterações da morfologia e da fisiologia do indivíduo.

                Estes fracos indivíduos ainda iriam concorrer devido as suas uniões, para enfraquecer  a descendência dos mais dotados, e tolheriam de maneira desvantajosa, a evolução progressiva.. Sem a eliminação determinada pela Seleção Natural, apareceriam os tipos degenerados, e a evolução individual encontraria uma grande resistência.

                Assim sendo, este fato que não era possível ser observado, antigamente, começou tomar desenvolvimento, desde quando o homem organizou-se em Sociedade. Desde a constituição das Famílias primitivas, a proteção mútua, ia determinando a conservação relativa destes elementos enfraquecidos, até que hoje, nas sociedades civilizadas, o aperfeiçoamento da Moral Positiva, fazendo surgir, o Sentimento de Humanidade, isto é, a subordinação do egoísmo ao Altruísmo, embora outra coisa não lhes conceda, garante-lhes, pelo menos, a Sociedade, o direito de Vida. Desta forma podemos dizer que só com a constituição da Sociedade, começaram aparecer os tipos degenerados.

                Mesmo que isto não tenha ocorrido, ao observarmos o que se passa atualmente, deveríamos nos ater que a degeneração ocorre em todas as espécies animais, que vivem sobre a Terra, e que só aparece nas espécies que se organizaram em Sociedade, e principalmente na Sociedade Humana.

                Isto já nos indica claramente, que é na própria sociedade que devemos encontrar as causas da degeneração !

                Por outro lado, a Ciência Biologia, nos ensina que a Evolução Natural é a conseqüência das variações  individuais determinadas pelas influencias do meio. Essas variações dependem da necessidade de adaptação do indivíduo, neste meio.

                 Podemos já deduzir como uma verdade, que o grau de variação, depende da complexidade deste meio, e que ela cessa desde de que o indivíduo esteja perfeitamente adaptado à ele. Não havendo o desperdício de potencial, determinado pelo esforço de adaptação, com certeza não pode haver degeneração. Onde não há evolução não há degeneração.

                Eis porque as espécies animais que não vivem em sociedade, não se degeneram : porque não mais evoluem. Não se dá o mesmo com o indivíduo humano.

                Nos ensina a Ciência Sociologia Positiva, que o Indivíduo na Sociedade, não é mais do que um elemento componente de outro Aparelho ou Organismo mais complexo. Não mais influenciado que as outras espécies, pelo meio cósmico, ao qual está adaptado; no entanto o Indivíduo faz parte de um outro meio mais complexo; um meio ainda instável, que ainda não entrou em equilíbrio; e que não entrou em equilíbrio, e que forçosamente, há de trazer variação de outra ordem, aos elementos, que compõem as variações intelectuais, que não poderiam existir sem ele. Estas variações intelectuais tem de ficar sujeitas, às mesmas leis que as variações primitivas; vão aparecer as variações vantajosas, de adaptação do Indivíduo no meio social, e consequentemente o desperdício de potencial e o seu resultado, é a degeneração.

                Um microorganismo mono celular, que vive no meio líquido, ou substrato, ficou mono celular, desde que sua variação necessária, se completou. As células do organismo animal encerradas num meio mais complexo, tiveram que sofrer mutação, por divisões sucessivas, chegando até as mais complexas, como as do córtex cerebral, no Encéfalo.

                O Homem, célula do novo organismo – o Organismo Social, há de sofrer mutações desde Barbárie até a um estado, que é difícil de se prever, se não houver uma Educação, de base Altruísta, com vista a melhorar a Sociabilidade Humana . E como a evolução Individual não se efetuou, até hoje, senão a custa da degeneração  de milhares de células do seu organismo, assim também a evolução social, não chegará ao seu termo, senão depois da degeneração de milhões de indivíduos; a menos se conseguirmos, pela Educação dos Sentimentos subordinar o egoísmo ao Altruísmo e se no primeiro caso as causas da degeneração, não poderiam partir de outra parte, senão do meio orgânico; também no segundo, não podem ser encontrados em outros pontos, senão no Meio Social.

                Assim se desejarmos saber como ocorre a degeneração humana, devemos conhecer as Leis Naturais, que comandam os fenômenos, biológicos, sociológicos e morais.

                Para nos basear de maneira científica, nas investigações destes fenômenos, há necessidade dos leitores se aprofundarem no conhecimento dos Dogmas Positivos – no que tange as 15 Leis Naturais da Fatalidade Suprema ou Filosofia Primeira ou Princípios Universais, { que consistem em relações abstratas, as mais gerais que os fenômenos possam apresentar. São independentes da própria natureza destes fenômenos, e comuns a cada uma das grandes categorias de acontecimentos, que a Ordem Real – as Ciências - apresenta. São  Subjetivas ou Objetivas, isto é, relativas ao Homem e ao Mundo; que considerada em conjunto, nada mais é que a sistematização científica das idéias humanas, ou a explicação real do mundo e do Homem, de acordo com o regime das Leis Naturais, que substitui, em todos os sentidos, o reino das vontades divinas; consiste, essencialmente, na aplicação da noção de lei à todos os fenômenos reais, objetivos e subjetivos, ou na concepção científica da ordem universal, cosmológica, vital, social e moral. Por conseguinte, devemos desprezar as causas, que constitui um gênero de pesquisa, ao mesmo tempo inacessível e vão. Desprezar os porquês, vindo a só se preocupar com o COMO, isto é, com as Leis efetivas dos Fenômenos de qualquer gênero, com as suas relações reais e constantes. Finalmente substitui o absoluto pelo relativo, e renuncia a síntese objetiva, baseada numa causa primeira, única, e onigeradora, para só admitir leis múltiplas, cuja coordenação só é realizável subjetivamente, em relação ao Ser Supremo Coletivo, Contemplador do Ambiente, A HUMANIDADE. Ao mesmo tempo, a filosofia repousa inteiramente na separação, entre o concreto e o abstrato, na divisão entre a Ciência e a Arte. Só especula sobre a existencia, sobre os fenômenos que a compõem, mas de modo algum sobre os seres que manifestam este fenômenos, cujo o estudo especial fica reservado, para a prática – ou tecnologia. No ponto de vista lógico, a Filosofia Positiva institui, com total renovação, um estado mais perfeito da modalidade humana}; nas Leis Naturais das Ciências ou  Filosofia Segunda ou Ordem Real ( Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, Sociologia e Moral) , no que se refere, a Sociologia Positiva e finalmente a Ciência Moral Teórica Positiva e a Arte da Educação, pela Moral Pratica Positiva.

Resumindo : Pela Visão Concreta

                É a Ciência Biologia que tem por Objeto os Organismos Vivos dos reinos { viria,  monera, [protista ], metáfita e metazoa) ou { vírus, bactérias, [ Protozoários e Algas-Monocelulares], Vegetal e Animal; e de seu funcionamento; a Biologia  tem por Fim, o estabelecimento  das relações pelas quais conhecendo-se um órgão encontramos a sua função ou, conhecendo uma função determinamos o órgão que corresponde a esta função; a Biologia também tem por Fim o estabelecimento das relações pelas quais, conhecendo a modificação fisiológica ( metabólica e/ou morfológica), podemos encontrar o seu sintoma correspondente; ou ,  vice versa, e conhecendo um  sintoma  podemos determinar que modificação orgânica ocorreu, criando condições de que este sintoma se manifeste. Nota : A palavra sintoma , aqui neste caso é aplicável  tanto em relação  a fisiologia normal quanto a patológica. A Biologia tem por Método a comparação, que é o modo de raciocinar  pelo qual induzimos mediante a contemplação de fenômenos semelhantes .


Ciência Sociologia :

“ Esta ciência estuda a existência Social, as Leis Naturais dos fenômenos Religiosos, Políticos e Científicos, onde o homem vivendo em sociedade, vive em uma ordem humana coletiva” . Augusto Come – Filosofia Positiva – Vol. IV,V e VI; Política Positiva Vol. II, III e IV; Catecismo Positivista – Depois da morte de Augusto Comte, Pierre Laffitte, não cessou de ensinar a Sociologia concreta e Abstrata, a história dos principais agentes da evolução humana Os grandes vultos da Humanidade, 2 volumes, Paris 1875 . Na Inglaterra os Senhores Congreve ,Beesly,  G. e V. Lushington, Bridges, F. Harrinson, J. C. Morison e etc. , não cessaram de reproduzir, sob diversas formas, o idêntico ensino apresentado por Pierre Laffitte. E uma série de outros artigos e livros, que foram escritos na Segunda metade do século XIX, e estão dentro de uma realidade que foi propositadamente abafada e escondida, pelos que desejam consciente ou inconscientemente este estado  predominante de Educação, com base no egoísmo humano; onde predomina em nome da liberdade imoral a repressão por  conflitos de toda ordem; pensando que só por disputa é possível melhorar as condições da Vida Social, visando aprimorar os produtos para serem vendidos, só com vista ao lucro, não para o bem dos outros. e etc. Se todos forem educados para fazer o bem dos outros, isto é, Viver para Outrem e Viver às Claras, tendo O Amor por Princípio, a Ordem por Base e o Progresso por Objetivo, encontraremos a Paz na Humanidade. Mas não é o que pensam os Educados teologicamente, com Deus e as Guerras; nem os capitalistas individuais, com a democracia; nem os capitalistas de Estado, com o comunismo.

A Ciência Social, isto é, a Sociologia Positiva, compõe-se de duas partes: uma que constrói a Teoria da Ordem – A Sociologia Estática, e a outra, que desenvolve a Teoria do Progresso -  A Sociologia Dinâmica. Maiores informações a respeito desta ciência, sob o enfoque Científico, isto é, Positivo, será fornecido,  para cada um que se manifestar separadamente, interessado.


Resumindo: Sociologia é a  Ciência  que tem por  Objeto o Organismo Social  e o  Seu  Desenvolvimento , isto é,  o Estudo da  Ordem e do Progresso ( Normal e {Patológico[ Ordem Retrógrada e Progresso Anárquico ]} ) de uma Sociedade; a Sociologia tem por Fim                  o estabelecimento das relações Naturais  através das quais , sendo conhecidas  a formação e a                 estrutura de uma Sociedade, podemos prever as suas condições  presentes e  futuras  de                 existência e de seu comportamento ; a Sociologia  tem por Método a  filiação histórica que é o modo de raciocinar pelo qual induzimos através da  contemplação de fenômenos sucessivos. Nota : Devido ao fato de que  na investigação sociológica tem-se  como fontes de                observação dos  Vestígios   Religiosos(Sentimentos); Científicos (Inteligência) e de  Política ( Ações- Caráter), não se pode como na Moral conhecer  tão profundamente  os  fatores Afetivos  que   criaram tais vestígios; isto não significa que não tenham estado presentes, isto é participado, pois  nada é indiferente  perante  o Sentimento , apenas , a parte sentimental é                profundamente analisada na  Ciência  Teórica Moral Positiva .
                               
Ciência Moral Teórica Positiva :

                Caso não existisse, depois da morte de Augusto Comte, o Senhor Pierre Laffitte, o discípulo preferido do Mestre dos Mestres, por ter tido competência e  a capacidade de ter abraçado integralmente a Doutrina Positivista; em assimilá-la, em comunicá-la e em ensiná-la, em cada uma de suas partes; de ter defendido dos ataques que ainda sofre, este dilúvio de críticas incompetentes e mentirosas, de agressões imprudentes ou falsas, teria o Positivismo caído em um profundo esquecimento ; ou teria passado ao estado de curiosidade bibliográfica e não teria visto este período de discussão pública e de vulgarização, indispensável ao seu advento.

                Não teria, principalmente atingido esta ação que neste momento por meio da Internet, que vindo lhe re-incorporar à vida pública contemporânea, traz de volta Pierre Laffitte; e também não podemos nos esquecer de Miguel Lemos, Teixeira Mendes e Luis Lagarrigue, e muitos outros, como uns dos elementos de coordenação e de iniciativa das mais originais e dos mais importes do Progresso da Humanidade.    

                A Ciência Moral Teórica, a ética, é mais Sintética que qualquer outra. É para ela que todos os aspectos abstratos, anteriormente estudados, concorrem espontaneamente, para construir o guia geral da razão concreta.

                Augusto Comte, “ estabelece a princípio, as Leis da Simples da Materialidade ( a Matemática, a Astronomia, a Física, a Química); depois a Biologia constrói, sobre esta base, a Teoria da Vitalidade. Finalmente  a Sociologia subordina à este duplo fundamento, o próprio estudo da existencia coletiva.

                  Embora a Sociologia  seja necessariamente mais completa, do que as precedentes, ainda não abrange tudo, o que constitui a natureza humana, pois nela, os nossos principais atributos, não se encontram ainda suficientemente apreciados.

                A Sociologia considera essencialmente no Homem, a Inteligência e a Atividade ou Ação ou Caráter, combinadas com todas as nossas propriedades inferiores, mas sem ser diretamente subordinados aos sentimentos que as dominam.

                Este desenvolvimento coletivo, faz sobretudo sobressair nosso surto teórico e prático. Nossos sentimentos só figuram em sociologia, mesmo na Estática, pelos impulsos que exercem sobre a vida comum, ou pelas modificações  que recebem dela. Suas Leis Próprias, apenas podem ser estudadas  pela Moral , onde adquirem  a preponderância, devido a sua dignidade superior, no conjunto da natureza humana; onde Augusto Comte percebeu as Leis Naturais da Moral Positiva, e sintetizou os Sete Teoremas que constitui a Ciência da Construção = A Ciência Moral Teórica Positiva.

               
Maiores informações a respeito desta ciência, sob o enfoque Científico, isto é, Positivo, será fornecido,  para cada um que se manifestar separadamente, interessado.
               
                               
Em Resumo :   A Ciência Moral Positiva, que tem por Objeto a  Natureza Humana  individual ; em seus aspectos Afetivo , Intelectual e Prático ;  a Moral tem por Fim  o estabelecimento das leis Naturais que permitem  prever o comportamento de uma existência humana , colocada em determinadas condições  Objetivas e Subjetivas , e , também , a previsão  das modificações  que  possa sofrer esta mesma  existência humana , por influências  Interiores  e Exteriores. A Moral tem por Método a construção  , que é  o modo  de raciocinar  pelo qual se aceitam ou se rejeitam proposições segundo a sua compatibilidade  ou incompatibilidade,  com o resultado de induções ou deduções anteriores . O que foi dito anteriormente se refere  a Moral-Teórica .  Além da Moral Teórica está a Moral Prática que  institui os meios gerais  de aperfeiçoamento humano em seu tríplice aspecto: Afetivo(Pela subordinação sistemática do egoísmo ao altruísmo);Intelectual ( Pela subordinação Sistemática da Análise  à Síntese );e  Prático (Pela subordinação Sistemática  do Progresso à Ordem) .

               
                Mas para não deixar sem resposta, vou concluir sem demonstrar as existencia das Leis Naturais, que comandam a geração destes fenômenos; deixando a procura do conhecimento, destas Leis, para aqueles cujo sentimento, a inteligência e o caráter, se simpatizem em estudar a grandeza desta Doutrina, que é a Doutrina Positivista; a fim de aglutinarmos um maior número de homens e Mulheres, que desejem, que a Humanidade realmente rume para uma posição de equilíbrio Harmônico, onde predomine a subordinação do egoísmo ao Altruísmo, do direito aos Deveres, da análise à Síntese, e do progresso à Ordem.

                A conclusão dos fatores de degenerescência Humana, vão ser expressos aqui, pelas suas Tecnologias, referentes as Ciências Biologia, Sociologia e Moral Positiva; que são : as Enfermidades Somáticas, provocados por agentes externos e internos;  Enfermidades Sociológicas e Enfermidades Psíquicas –respectivamente; Todas Expressas em Ação -; com base nas suas respectivas ciências. Mas vale para dar sustentáculo de visão de Destino ou Fatalidade Suprem as 15 Leis Universais, comuns a todas as Ciências. Mas para isso há, necessidade de estudarem  estas Leis e suas aplicações, sugiro que seja pelo  Livro : Manobre Você Mesmo o Seu Destino – de P. A . Lacaz e Hernani Gomes da Costa. Onde encontramos as Leis Estáticas e Dinâmicas ou da Evolução do Entendimento; as Leis da Racionalidade, Leis da Estabilidade da Ordem Universal; Leis da Modificabilidade da Ordem Universal; Leis da Subjetividade. Que diagnosticam os vários estados normais e patológicos, que vive, viveu ou viverá a Humanidade.      
                                                               
                Vamos aos fatores de degenerescência Humana ocorridos PELAS NÃO ADEQUADAS APLICAÇÕES DAS TECNOLOGIAS DE CADA UMA DAS CIENCIAS OU DAS ARTES, ABAIXO INDICADAS.

Biologia :

A Nutrição : Excesso de Gordura, Animal e Vegetal, Sal, Açúcar, Café, Chá, Produtos Químicos, Pimenta, Cigarro, Tóxicos e Produtos Químicos Farmacêuticos { Psicoanalépticos (Grupo das Afetaminas, Grupo das Piperidina; Grupo da  Mono-Amino-Oxidase e  Grupo dos Derivados Tricíclicos) ; Psicolépticos (Hipnossedativos, Tranquilizantes; Derivados Fenotiazínicos; Alcalóides da Rauwolfia e Butirofenas); Psicodislépticos ( Alucinógenos ou Alucinogênicos   = Maconha , Mescalina, LSD, Psilocibina e Psilocina; Bebidas Alcóolicas - Pinga, Cerveja, Whisky e etc.) . Poluição Atmosférica e Terrestre. Alimentação por produtos Trangênicos. Intoxicação pela pele = cremes, champools e sabonetes, pastas de dente, Corantes de Cabelo; pigmentos ou corantes orgânicos alimentícios, de alta toxidade, principalmente os amarelos. Conservantes e Estabilizadores Alimentícios. Pesticidas, Herbicidas e Inseticidas. Etc. .Influencia das radiações, na geração dos produtos hormonais.

                Além de causarem deturpação no metabolismo orgânico, criando doenças passageiras; algumas criando degenerescência das células, provocando doenças graves; outras afetam a estrutura genética da formação dos óvulos e dos espermatozóides, criando degenerescência da estrutura do DNA, nos cromossomos, provocando degenerescência das gerações futuras.

                As epidemias e todas as moléstias infecciosas tem ocorrido para degeneração da espécie humana – A Falta de Higiene – Profilaxia

                O Filho de um sifilítico é sempre um enfraquecido, e a tara se apresenta desde as simples alterações  constitucionais até as anomalias  de organização mais profundas  do sistema encefálico – isto é, a Idiotia.

               
O Sexo : O excesso de sexo, com necessidade de não procriação, provoca pré-disposição mórbida, que deixa o soma sujeito ao desenvolvimento de todas as infecções, afora as que resultam de práticas sexuais imprevidentes e imorais.

O Fumo , já é nosso conhecido, pela propagandas  de combate ao seu uso, gerador de várias doenças, dentre elas, o câncer de pulmão. Alcatrão Cancerígeno.

Tóxicos – Procurar ler o Livro  - Tóxico - de Vicente Greco Filho.- Editora Saraiva.


Seleção Natural – Evolução

                A deturpação que o desenvolvimento científico, vai criar, com as descobertas das técnicas de  engenharia genética – clonagem – trazendo evidentemente, grande benefícios para a Humanidade; mas não há dúvida que irá surgir, em maior escala, devido ao estado de sentimento egoísta que predomina, grande aberrações imorais para  serem filtradas, para o próprio bem da Humanidade. Para isso, necessitamos, de pregações, e não somente de leis, que não serão cumpridas, na sua maioria, para bloquear  os possíveis danos a nossa espécie; mostrando as conseqüências, das sugestões Imorais. Vide artigo de P. A . Lacaz – Biobomb3.doc


Sociologia

Muitos produtos alimentícios, são gerados, pela Sociedade. Indicados no Item – 1 Biologia - Nutrição, Estes produtos muitas vezes utilizados de forma inadequada, tornando-se tóxicos; nascidos das anomalias de produção no meio social, isto é, na Sociedade, os Psicoanalépticos, os Psicolépticos e os Psicodislépticos, são os que de forma  inadequada de uso, se transformam em veementes venenos para a Sociedade Humana; deturpando a evolução  da Civilização Humana – isto é, A  Ternura e A Pureza da Humanidade; levando-nos, em muitos casos para o lado, inicial da loucura e depois levando o indivíduo para a Idiotia.

                Falemos sobre alguns deles: O Álcool, o Fumo e os conhecidos por Tóxicos.

Primeiramente o mais consumido de todos, e o maior deturpador das Gerações Futuras.
               
Da mesma forma, que as células do organismo humano, por um desvio de sua função, muitas das vezes excretam, produtos tóxicos, também na sociedade, se dá um fato idêntico: derramam na corrente  circulatória social, grande numero de alimentos e bebidas tóxicas. Dos produtos tóxicos nascidos da anomalia de produção social, é o álcool, que de todos sobrepuja, pela qualidade de sua produção e de consumo, principalmente nas nações mais ricas, ditas as mais civilizadas, o mais danoso.

Os orientais embriagam-se  com o haschick e com o ópio; os ocidentais buscam de preferência  a embriagues alcóolica e a  cocaína.

Álcool sem controle do abuso de seu consumo, é de conseqüência, das mais danosas e desoladoras.   

                O Álcool é um tóxico dos mais perigosos, por que seus efeitos manifestam-se lentamente, Só aparecem as conseqüências muito tempo depois de seu uso contínuo, mesmo em reduzidas doses freqüentes. Só se percebe o efeito violento quando ingerido em grande quantidade, pois os danos  externos do comportamento logo se nota. Mas o dano maior, tanto faz com grandes quantidades ou pequenas doses constante, pois o feito é o mesmo. Danificação das células cerebrais.
               
As perturbações que o álcool  determina são as mais variadas, de acordo com o grau de resistência de cada um . Vão desde simples irritação local, à gastrite alcoólica, até as profundas perturbações  da nutrição, a plena degeneração gordurosa das vísceras. 

Sendo o Álcool um produto tão comum e de preço relativamente baixo, e sendo as bebidas alcoólicas de agradável paladar, mistificando o tóxico que encerram; que não classe alguma da sociedade que faça exceção ao uso destas bebidas; e que a mínima causa justifica o motivo do ingestão destes venenos.

 Por isso, podemos dizer que esta Sociedade em que vivemos é uma sociedade intoxicada pelo Álcool; o homem de hoje em dia, na sua maioria tende em uma velocidade grande de se degenerar; se por acaso, não se lhe colocar uma barreira ao alcoolismo.


Quanto as epidemias, elas normalmente dão o seu inicio, ocorrem em maior intensidade, nas populações já depauperadas, devido as causas de dificuldades  econômicas , lutas políticas, guerras , etc.

Se não fossem as migrações , entre povos de mesma raça, com os devidos cuidados da imigração, talvez a espécie humana tivesse tido uma dissolução completa.

Quanto ao Sexo, as suas funções sociais, pois na realidade a separação dos dois sexos, exige uma união, que supõe a separação do ofícios, para um certo resultado comum. É uma associação a dois ; logo seguida de uma corporação de um terceiro ente, quando da associação dessa associação rudimentar – os Filhos – necessitando de proteção, mesmo que seja por pouco tempo, dando surgimento ao instinto materno.

O sexo além das relações ante sociais, que são de tudo a conseqüência. Esta tem pago maior tributo o sexo feminino, a vitima eterna da sexualidade masculina desalmada, e hoje em dia da liberalidade sexual feminina, cujo principal resultado é a dissolução das famílias, conseqüência inevitável de todas as infidelidades conjugais.

A destruição da família, faz com que a maioria dos seus filhos, (90%) se tornem agressivos, violentos, rebeldes, por isso adotando condutas, de procura de tóxicos, de bebidas alcoólicas,  com o fim de esquecerem da falta de carinho, de apego e de bondade, que recebiam dos seus progenitores. Com vista a agredi-los pelas atitudes que tomaram em se separarem, e se entregarem à outros que nas suas mentes, não transmitem segurança à reciprocidade dos seus sentimentos. E mesmo que transmitisse não são seus verdadeiros país, sempre fica a dúvida sobre a verdade do sentimento. Paira o medo da falsidade. A Dúvida, só perturba, ela mata a harmonia ! Mas a maioria dos jovens entram no tóxico, pela curiosidade, pelo que contam as suas amizades, da euforia, das visões = período da imitação. etc.

Quanto aos tóxicos, segundo a organização  Mundial de Saúde, que define a toximania, como um estado de intoxicação periódico, nocivo ao indivíduo e a Sociedade, definido pelo termo dependência  e drogas que determinam dependência.      
               
Moral Positiva

As perturbações que o álcool, que é um toxico, do grupo dos Psicodislépticos – Euforizantes,  determina  as mais variadas perturbações, de acordo com o grau de resistência de cada um . Vão desde simples irritação local, na perturbação do estado emocional, junto ao Encéfalo; provocando o delírio agitado, o delírio alcoólico simples, e a maior parte das alienações mentais ,podem ser atribuídas  ao álcool.

O Alcoolismo é um dos grandes fatores dos crimes, de suicídios por depressão, como os criminalistas e psiquiatras podem referendar.

Não só a degeneração orgânica, isto é, do soma, mais ainda do psíquico, que influenciam na formação da “ Alma Humana “  das gerações seguintes, no que tange ao Sentimento, a  Inteligência, a Memória e ao Caráter. Não há dúvida, que o álcool é um produto que lesa as células, principalmente os neurônios, já que a maioria dos alcoólatras declarados, já são indivíduos degenerados; não se pode negar, que uma dosagem diária, freqüente, possa determinar, no fim de algum tempo a degeneração na descendência dos indivíduos, que a ele se entregam.

Grande numero de psiquiatras confirmam que o indivíduo procriado na ocasião da embriagues, de um dos seus progenitores, nasce com a tendência à Idiotia.

É evidente que em menor escala alcóolica, não se atinge a idiotia, perceptível, mas provoca danos irreversíveis em menor escala.

A soma  dos casos de alienação mental, dos suicídios e principalmente dos crimes e dos delitos causados pelo alcoolismo, torna-se cada vez maior  em todos os países ditos civilizados, que de civilizados, não tem nada.

Logo após as grandes guerras sempre correram grande epidemias, devido a fraqueza moral da população, estar desgastada, com estado emocional negativo, isto é, a depressão, provocando estado de demência, devido a perdas de parentes e de amigos, com falta de apetite, febres, fraqueza, disponibilidade para  as doenças, principalmente as epidêmicas

O casamento dos muitos jovens, onde ainda não ocorreu a completa formação da estrutura do DNA, isto é, dos cromossomas femininos e masculinos, com certeza geram espécies  descendentes atrofiadas física e mentalmente.

O sexo torna-se responsável por inúmeros distúrbios viciosos, as vezes monstruosos, que acarretam alterações  orgânicas  da vida vegetativa, da inervação sensorial e motora, e da estabilidade do encéfalo. A exaltação deste instinto, com todas as reações egoístas que desperta , altera assim não só a vitalidade individual; sendo um dos grandes fatores etimológicos de todas as moléstias, como ainda compromete a descendência, pela degenerescência de uma prole, saído de genitores já enfraquecidos pelos excessos sexuais. Torna-se fatal a transmissão hereditária, de uma vitabilidade nevropática anormal, e de grande numero de cerebropatias, das quais as mais comuns são a idiotia, a demência precoce e a psiconevrose epiléptica.

A disposição a idiotia, nota-se muito comumente na puberdade, com a entrada em cena do instinto, que até ai dormia, caso uma conveniente educação não tenha conseguido  normalmente orienta-lo. O adolescente torna-se distraído, com pouca inteligência, desmemoriado, com fraca capacidade de síntese ; só se preocupando com as minúcias que facilmente conduzem às obsessões. Sobrevem o retraimento do caráter, as angústias e o definhamento corpóreo. Com o decorrer, surgem as graves alterações cerebrais da demência precoce ou loucura, incontestavelmente  ligadas aos distúrbios iniciais do instinto sexual; confirmadas, pelas alucinações, manifestações demoníacas de íncubos e súculos. A satiríase e a ninfomania, não manifestações físicas destas exaltações. Os epilépticos são grandemente sexuais.

As alterações sensoriais e motoras que são sempre acompanhadas , levam os neurologistas a considera-la como simples nevrose, no entanto os psiquiatras com mais propriedade, enquadram-na entre as psiconevroses.
               
Uma das maiores preocupações morais do sacerdócio católico da Idade Média, foi a repressão do instinto sexual, pela cerebração da castidade. E ao mesmo tempo os católicos operaram a dignificação feminina, promovendo o casamento indissolúvel, que defendia a mulher contra as inconstâncias  caprichosas do homem. Hoje a desordem moral traz o surgimento de uma nova geração que tende a provocar a destruição de sua própria espécie.

TÓXICOS  - Fatores Etiológicos das Dependências das Drogas  - Psicodinâmica dos Vícios – Livro - Tóxicos – Vicente Greco Filho – Editora Saraiva.-1992 . Por não Ter tempo de resumir este tema, favor  consultarem este Livro, que traz substancial  matéria sobre o assunto.

                                               
Arte da Educação – Educar os Sentimentos – É mostrar os  Exemplos, para se Educar os Sentimentos; isto é, subordinar o egoísmo ao Altruísmo; principalmente, com relação aos instintos de ambição ( orgulho e vaidade), que tem necessidade de serem disciplinados ou depurados em seus excessos. Estes dois  instintos, necessário a vida social, como intermediários entre  a Personalidade Fundamental e a Verdadeira Sociabilidade, tornando-se o maior tropeço para a disciplina em geral, e portanto para os progressos individuais e sociais, quando se desenvolve além do limite normal.

O excesso do orgulho, obscurece a inteligência, impedindo-lhe de ver a realidade, quando esta contraria as demasias do amor-próprio. O Orgulho dificulta, no orgulhoso a correção dos seus atos, com a retificação dos erros  da inteligência; Este empecimento, ou tudo que passa sem mesmo o indivíduo se conta do ocorrido, tornando-se um fenômeno inconsciente; ou esse emperramento se realiza deliberadamente, em plena consciência, o que certamente é pior. Isto constitui a teimosia. Dificilmente o orgulhoso confessa os seus erros; quer os mentais , quer os da conduta; mesmo quando os tenha reconhecido  rigorosamente errados.

O aperfeiçoamento pessoal e social exigem por isso, a disciplina deste perigoso instinto. Mas para que a correção deste seja eficaz, é necessário, que seja instituída, desde o berço e continuada durante a infância e a adolescência, sem o que será difícil de ser corrigida quando adulto.

O Orgulho é o pior dos conselheiros na vida social cotidiana.

A Educação do Orgulhoso, é iniciado na infância com a contrariedade da privação de uma gulodice, de um passeio ou de um brinquedo, ou das brincadeiras com algum companheiro; e se a criança for afetuosa, mas no entanto orgulhosa, , devemos nega-la um beijo ou afeto.. A experiência  repetida esclarecerá o sua inteligência, fazendo-a reconhecer o prejuízo que traz a disposição à teimosia, e a grande vantagem da obediência ou submissão, que é a virtude que se opõem ao orgulho. Devemos simultaneamente induzir o sentimento da Veneração. Para isso há necessidade de Educar , subordinando o egoísmo ao Altruísmo.

Arte Jurídica – Os Deveres subordinando os direitos – Vide trabalho deste autor – Conselho Moral da ONU9.doc; Direitos01.doc

6) Arte Política­ – O respeito Hierárquico, é base das relações Políticas. O Cumprimento das Disciplinas – Individuais, Doméstica; Cívica, Ocidental, Oriental e Planetária -  A Noção Profunda de Veneração; a profunda noção de República. – Viver para Outrem –Viver às Claras :  tendo O Amor  por Princípio a Ordem por Base e o Progresso por Objetivo

7)Arte Médica – O Sacerdócio – o Não Comércio da Medicina.

8)            As Artes do Belo – ou Belas Artes : Poesia, Pintura, Escultura, Música, Arquitetura, Mímica ; Filme ( Vídeo –Televisão – Internet) – Teatro; maximizar estas artes no caminho da Expressão dos Sentimentos Altruístas, para propagar a minimizarão dos egoísmo humanos. Por isso que a censura ao egoísmo tem que ser realizado o mais depressa possível; e não deixar que as Famílias tomem a decisão de  administrar tal censura. Ela deve ser  realizada pelos Sacerdotes das Religiões que pregam o AMOR; e fiscalizados pelas Associações de Famílias consagradamente Moralistas, com sobrenome na Educação; indicados pela Cúria da Igreja Católica Apostólica Romana. 

Hoje em dia, pelo esfriamento do Catolicismo, Augusto Comte sintetizou bem a situação, dizendo: “ O que caracteriza a revolução moderna, é que sobre o ponto de vista Temporal, todos pretendem mandar, e ninguém quer obedecer; e no ponto de vista espiritual, o que é mais grave, todos pretendem ensinar, e ninguém quer aprender.” 
               
                               
 FIM


Sunday, October 1, 2017

Accelerating World Progress - BILL & MELINDA GATES FOUNDATION - News Edition (2022)


BILL GATES FOUNDATION

Dear  Ms. Melinda  and Mr. Bill Gates,

Good Night 

    As the U.S. economic and military power camouflages the diagnosis of its own internal social and moral problems - A Country Perplex With Self - https://palacazgrandesartigos.blogspot.com/2016/01/ii-country-perplex-with-itself-em.html - http://palacazgrandesartigos.blogspot.com.br/2017/09/our-tax-fight-nossa-luta-fiscal.html  and external  https://theintercept.com/2017/09/24/decline-american-empire-donald-trump/ ; more and more complex, and even so, has been transmitting to the World the illusion of the Political Regime adopted by us - Democracy - , but that must continue keeping and supporting with the Capitalist System Police and Free Media, but have to undergo a Change in its Structural and Conjuctural form.

 For this, I propose the Societocratic Republican Regime, to be analyzed, by a working group, by CSO - SCCBESME HUMANITY and you.

But for Accelerating World Progress to be possible, for it to be unavoidable, there is a need for the Bill Gates Foundation to seek New Ideas, to apply their Donations - Philanthropy , along with political leaders from around the world, listening to them for information, other than empirically but rather by systematized scientific basis of the Laws of Sociology and Positive Morals, to actually create projects that can Accelerate Progress towards the Global Objectives for long periods.

This way of doing Philanthropy without changing the key points of the Social Environment and Positive Morals of Societies will be very difficult to give a solid result, for long periods.

But there is no doubt that what you plan will minimize the suffering of many people.

   But as the four plagues that attack the World of Today are: Corruption, Misery, Diseases, and Wars we need overlapping actions to reduce them.

  As corruption is favored in most governments by the kinds of Political and Judicial Regime existing today, we have to suggest to the Political Statesmen, not necessarily rich, that they are supported by a Keynesian Free-Media System with Policed Capitalism.

Then you will collaborate with philanthropic donations, as long as they modify their political regimes *, maintaining their population, with freedom of religious choice; but separating the State from the Churches, accompanied by Child Education Plans, with standards to raise the Responsibility of Religions in the Kingdom of Mother Earth. http://sccbesme-humanidade.blogspot.com.br/2012/07/responsabilidade-das-religioes.html - https://palacazgrandesartigos.blogspot.com/2020/09/iii-new-ideas-sugestion-and-solution.html

For this reason, The Misery, The Diseases, and The Wars will be drastically reduced.

For this to occur, we will cautiously request the Conservator's License, showing the advantages of this change; to maintain the climatic conditions of Planet Earth.

What Conservatives should we elucidate our goals to minimize the 4 pests that inhabit Planet Earth?
First, we invoke the powerful US Empire with the empiricism of global government, aggravated by the metaphysical democratic regime; and overlapping action when entering the New-New World Order to achieve our goals.


Hoping to have contributed to your Strategy, we are not here to make just friends, we are here to find out the facts and make a difference.

The difference causes the Union to occur and then comes the Unity and finally the Continuity.
With your help, we can stir things up even more.

Call us!

I wish you,
Health with respect and fraternity,
Alfonsa Ana e Paulo Augusto Lacaz
      
.PS: As you received the visit from Mr. Barack Obama, I hope to be able to meet you, on October 5, 2017, in São Paulo - Brazil, to show superficially my projects in search of resources for the progress of my work - http://www.doctrineofhumanity.com/

CONFÚNCIO - Koung-Fou-Tzeu - 孔夫子

   2.0) Confúcio, o tipo mais sistemático desta grande civilização.  
Eminente Koung-Fou-Tzeu, isto é, CONFÚCIO, objeto da profunda Veneração dos Habitantes da GRANDE CIVILIZAÇÃO CHINESA - 

Apreciação Abstrata de Confúcio e de sua influência sobre o conjunto da Civilização Chinesa, durante o Período Imperial. 

2.1) Considerações Gerais sobre a evolução Intelectual da China, e sobre a situação geral, no meio em que surgiu Confúcio, até 1911.
 Nestas duas últimas sessões apreciamos sumariamente, em primeiro lugar a inteligência fundamental da civilização chinesa; em seguida a história geral de seu desenvolvimento concreto, de modo que a situação, anterior a 1911, que este grande Império, fosse determinado e esclarecido por esta dupla evolução. Tivemos condição de ver, que o Império Chinês, constituiu-se gradualmente, segundo uma evolução, cujas leis gerais expusemos. Nesta teoria filosófica da civilização chinesa, indicamos sumariamente, o especial papel, do seu mais eminente filósofo, aquele que estabeleceu, as essenciais bases, segundo as quais, constituiu-se o elemento modificador da civilização correspondente. Demonstramos com efeito, que dois elementos fundamentais se encontravam nesta evolução: 

a Família Imperial, de onde emana o governo monocrático, susceptível de ser substituindo, quando o exigirem imperiosas necessidades; e uma classe esclarecida, letrada, que representava ao mesmo tempo um elemento modificador e regulador.

 O homem que estabeleceu as bases da sistemática coordenação, desta classe dos letrados foi Confúcio. Pois era necessário consagrar uma especial apreciação a este filósofo; mas este trabalho será ainda útil, por outro valor, pois desenvolverá em nós, este justo sentimento de respeito, que nos permitirá concentrar, neste grande tipo, a representação concreta desta civilização. É por esta razão, que vamos consagrar, a primeira parte desta sessão, à especial apreciação da obra de Confúcio. 

 132 Devemos primeiramente determinar a situação geral, no meio da qual, surgiu Confúcio. Veremos assim, sob o grau dos antecedentes que ele agiu; e como foi o órgão das necessidades fundamentais, de uma situação criada pelo passado; compreenderemos melhor então enorme poder de sua ação, percebendo quanto ela era convenientemente adaptada à inteligência da civilização correspondente. 

Confúcio foi com efeito, um dos homens, que mais profundamente influiu sobre o seu meio social. É preciso primeiramente explicar, como os esforços de Confúcio e de sua Escola, versaram essencialmente sobre a Moral, sobretudo a Moral Prática, isto é, a Educação dos Sentimentos, maximizando o Altruísmo e comprimindo o egoísmo; bem como as outras educações ou Instruções; e sobre trabalhos de erudição ou de sociologia concreta.

 A civilização chinesa era e ainda é, como já deixamos estabelecido, essencialmente fetíchica; e foi neste sentido que ela se desenvolveu. Resultou daí, que a China ficou por muitos anos privada, da instituição social da Abstração.

 A Instituição da Abstração é uma das maiores criações da Humanidade, e é ela que domina a evolução mental das populações adiantadas cientificamente. Todas as inteligências mais elevadas tinham realizados  seus trabalhos científicos no Ocidente; cuja influência experimentaram sem que todavia percebessem, pois somente com Augusto Comte, que devemos a descoberta, bem como a sistematização deste grande fenômenos sociológico, por uma distinção dogmática e histórica, entre o abstrato e o concreto. 

Porque as influências sociais como as influências cosmológicas foram experimentadas, muito tempo antes, que as bem dotadas inteligências, tinham descobertas as leis que regem os fenômenos naturais. 

O Teologismo estabeleceu a Abstração pela especial representação dos diversos e distintos fenômenos, por meio dos correspondentes deuses. Por não ter a China o Teologismo, que provoca espontaneamente o aparecimento da operação de abstração; fez por isso, não ser possível, este sistema operacional ser instituído de modo profundo e no seio da Família, de forma espontânea e natural. Ora, a Abstração, é a condição necessária, para ocorrer as grandes elaborações científicas, bem como de todo desenvolvimento estético, referente as artes do belo. Com relação a ciência, é evidente. Não há verdadeira ciência senão a ciência abstrata. Não é senão, estudando os diversos e distintos fenômenos, que se pode chegar constatar as suas leis naturais, É assim que se tinha desenvolvido, no Ocidente, a matemática, a astronomia, a física, a química, a biologia, a sociologia positiva e a moral positiva. Estas duas últimas ciências, percebidas por Augusto Comte, complementaram a seqüência enciclopédica das ciências positivas. Isto é, ciências que possuem simultaneamente os seguintes sete atributos: reais, úteis, certas, precisas, orgânicas, relativas e sociais. 
 133 Desde de então, a China essencialmente fetíchica, não podia apresentar, o grande movimento científico próprio ao Ocidente, e nem mesmo nada de análogo ao da Índia, naquela época. O mesmo acontece com relação, às grandes criações estéticas. A idealização é a condição de uma eminente e verdadeira arte. A abstração idealiza de um lado pela eliminação de certas propriedades, e de outro lado, porque permitindo considerar separadamente, as propriedades ou atributos dos seres; é possível então conceber, os extremos limites de variação quer para mais, quer para menos. A China sendo fértil em criações estéticas secundárias, com representações exatíssimas da realidade, devia permanecer estranha às grandes criações estéticas, políticas ou plásticas. 
A China ainda estranha a Teologísmo, e por conseguinte, a instituição da operação de abstração, apresentou um meio social refratário às puras elaborações científicas, como as grande criações estéticas. Assim se explica o estranho fenômeno, muitas vezes evidenciado, de uma vasta população, tendo produzido imensos trabalhos morais e de erudição, e não tenha jamais, neste grandioso período Imperial, tido a oportunidade de ter criado uma ciência; bem como possa ter gerado uma arte verdadeiramente, de elevado nível. Eis pois, uma situação geral, que afasta as grandes inteligências, as naturezas teóricas, das especulações propriamente abstratas ou das grandes elaborações estéticas, isto é, das belas artes. É este o primeiro fator geral que dominou a evolução intelectual desta civilização. Mas a situação social propriamente dita, atua nesta civilização, no mesmo sentido, que a situação intelectual, impelindo para as especulações morais, e principalmente de moral prática ou educação dos sentimentos com quase nada de educação científica e educação das artes, fazendo com que as inteligências teóricas, se afastem dos trabalhos da ciência pura. 

Já ficou estabelecido que um dos caracteres fundamentais da civilização chinesa, era ausência de castas, e por conseqüência, devido a ausência de casta sacerdotal, ou de classe puramente teórica, que não pode se formar pela ausência de uma sanção teológica. Resulta daí que a classe rica e mais esclarecida dedica a sua atividade na Administração, e ao governo propriamente dito na sociedade. Segundo esta situação as inteligências puramente teóricas, são impelidas a dirigir suas atividades mentais, para as especulações morais, diretamente ligadas, ao governo da sociedade - também sob esta dupla influencia, os pensadores se tem essencialmente ocupado da Moral Pública; pode-se notar que a própria natureza da Moral, é perfeitamente adaptada a isso.

 A Moral constitui para a classe teórica, a passagem da teoria à prática; é ao mesmo tempo arte e ciência. Pela sua base, ela atinge as mais elevadas teorias, porque ela repousa necessariamente sobre o 134 conhecimento da natureza humana, que finalmente repousa sobre todas as concepções científicas reais; pelo seu coroamento, tornando-se prática; porque institui o governo da natureza humana. A Moral é teórica quanto a sua base; prática quanto ao seu imediato destino. É claro, que sob todos os aspectos, as grandes inteligências, achavam meio de satisfazer em semelhante estudo, suas verdadeiras aptidões mentais, procurando realizar, um real destino prático, conforme a influencia do seu meio social. Resulta pois daí, uma situação fundamental, que preparava e provocava a Grande Operação de Confúcio; operação que produziu admiráveis resultados, apesar das imensas perturbações dos Tao-sse, e dos budistas. Esta construção não foi grandemente eficaz, senão porque se achava, precisamente na verdadeira direção, da evolução da civilização, no meio da qual se produzia; porque a coordenação de Confúcio é uma coordenação moral e política; e era o gênero de teoria que impunha aos verdadeiros pensadores, uma tal atuação. 

 Assim, o especial estado da China em que apareceu Confúcio, dava um alto imediato destino à sua elaboração filosófica. No momento que surgiu Confúcio, presenciamos uma civilização, cujos principais caracteres, já indicamos, existindo simultaneamente, em vários pequenos reinos, espalhados principalmente as margens do rio Amarelo, e em algumas localidades adjacentes , como Chan-toung. A origem comum da civilização, própria à estes pequenos Estados se manifestavam pela admissão de uma espécie de subordinação, mais aparente do que real, à dinastia dos Zhou, que continuava em mudanças inevitáveis a Família; instaladora da civilização chinesa.

 As lutas militares extremamente ativas existiam entre estes diversos pequenos reinos. Percebe-se por ali, um duplo fato: uma real similaridade de civilização, combinada com uma decomposição política, ou em outros termos, um mesmo Estado de Sociedade, coexistindo em vários países vizinhos; mais ou menos independentes e continuamente em lutas. 

É claro que uma tal situação devia impelir as grandes naturezas, a tentarem fazer cessar, uma semelhante desordem, e implantar a unidade e a ordem entre populações; que tendo hábitos e idéias análogas; todavia se viam arrastados para contínuas perturbações. Semelhante organização poderia ser mais ou menos bem efetuada, pois isto dependia da natureza do órgão, que viesse aparecer para preencher a função; mas desde que houvesse uma situação que solicitasse semelhante esforço. Foi a esta grande missão, que se consagrou Confúcio. Ele procurava com efeito, agir sobre os chefes, os ministros destes diversos governos, em nome de uma doutrina moral, que não foi outra coisa, mais que a sistematização, mais ou menos abstrata do conjunto dos antecedentes da civilização chinesa. Foi este o grande problema, que Confúcio quis resolver e resolveu, enquanto durou o regimen Imperial. Ele procurou em seguida, por uma prédica ativa da sua doutrina moral e política, persuadir os chefes, a fazerem cessar a permanente anarquia, de suas lutas militares, e as desordens de suas insuficientes administrações 135 interiores; tendia assim fazer prevalecer cada vez mais, uma civilização pacífica e industrial, em relação aos antecedentes comuns, destas diversas populações. Assim, após indicarmos a natureza destas grandes operações, como a situação às exigia, vamos ver como desempenhou o “órgão”, encarregado de tal função, pelo conjunto dos destinos sociais da China, daquela época. 

 2.2) APRECIAÇÃO DA OBRA E DA VIDA DE CONFÚCIO 

 O sobrenome do Sábio era Krong ou Khoung, seus nomes eram Tchong-ni e Tse. Era conhecido normalmente como Krong Tse. O que significa o Sábio Krong (Khoung). 

Confúcio, foi uma latinização, dado no século XVIII, pelos jesuítas franceses que habitavam Pequim, o chamando de : Krong Fou Tse – “ O Maestro Krong”. Nasceu em 551 antes de Cristo, e a história afirma que foi no dia de Kengtse, na Lua Nascente, no entanto sua família celebrava seu aniversário, dia 27 da oitava lua. O local, onde nasceu, foi no pequeno reino de Lou (Lu), que está situada na parte sudoeste da província de Chan-toung (Shandong). Sua aldeia natal se chamava “ Tsou-i (O Campo do Angulo), estava a três lis (~3 Km) ao sudoeste da capital, chamada Lu tchreng; hoje é Tsiue-li – Bairro dos Miradores; que formava parte da cidade de Ts´iu-feu . 
No entanto o local de sua casa está ao lado de seu túmulo, ao norte da cidade, junto ao riacho Tchu, que é afluente do rio Se. Morreu com 73 anos, em 479 aC. , isto é, no 16o ano de Ngae Kong de Lu, 41o de Tsingoang dos Tcheu. 
Seu pai era governador de Tsou-i. Perdeu o pai muito cedo, e foi educado pela inteligente direção de sua devotada mãe. Educado com muito cuidado, mostrou desde a meninice esta combinação de inteligência, veneração e devotamento, que caracteriza esta sua nobre natureza. Na idade de 17 anos, aceitou por convite de sua mãe, um mandarinato subalterno que consistia em inspecionar a renda dos cereais e de diversos produtos alimentícios. Mostrou nestas modéstias e úteis funções, uma grande firmeza. E esta constante preocupação com o interesse público, foi que dirigiu toda a sua existência. Casouse na idade de 19 anos, e ainda por convite de sua mãe, e teve num filho, com esta sua primeira esposa, e no ano seguinte uma filha, Tche-tchang; e logo depois, na idade de 21 anos, obteve na administração pública, uma elevada função; foi encarregado da inspeção geral dos campos e dos rebanhos, com os poderes necessários, para operar neste sentido, todas as reformas que julgasse 136 necessário. Na idade de 24 anos, no momento de pleno desenvolvimento de sua carreira administrativa, perdeu a mãe. Conforme aos antigos costumes, mui negligenciados, mas cuja influencia ela desejava restabelecer e desenvolver; abandonou todo o emprego público; e consagrou três anos a um retiro que soube nobremente utilizar. Foi então que concebeu definitivamente seu grande projeto de reforma. Neste fecundo retiro, ele traçou o plano e entregou-se a profundos estudos, sobre a antigüidade chinesa; e sobre diversas questões de moral filosófica e de praticas educacionais; bem como as meditações indispensáveis à lapidação de sua grande missão. Terminada esta grande dedicação de meditação, completa os seus longos estudos, por diversas viagens, em grande número de reinos chineses, situados na parte baixa do rio Amarelo; apreciou por uma atenta observação, os diversos reinos, que desejava converter à sua doutrina; que não era outra se não a sistematização filosófica das tradições e das tendências da civilização chinesa. A partir daí, durante 20 anos, percorre estes pequenos estados, formando discípulos; consultado pelos reis e ministros, e atuando continuamente sobre eles, para conduzi-los, a uma direção paternal moral e pacífica das populações que lhes eram submissas. Pelas pesquisas existentes, pode-se constatar que a ação de Confúcio estendeu-se exclusivamente à porção da bacia do rio Amarelo, ao redor do qual constituiu-se, e propagou-se gradualmente em seguida para a população chinesa. “Do lado norte, não foi além da fronteira do Pe-tchi-li, não passou o rio Kiang, do lado do meio dia; a província de Chan-toung foi seu limite do lado do Oriente, e a província do Chen-si foi o que ele viu de mais longínquo, do lado do Ocidente”. (G. Pauthier – Da China). De volta ao seu Estado ou reino, ou melhor, sua Pátria, e recebido aos gritos, com danças e risadas; aceitou o convite do rei de Lu, o Senhor Ngae Kong, que o recebeu em audiência no mesmo dia; retornando a atividade, entra para a administração; e foi com a idade de 50 anos promovido, as funções de chefe de magistratura civil e criminal; mostrando esta combinação de vida pública, e de estudos teóricos de moral e de história, que devia caracterizar a escola; e que não é no fundo, senão uma necessária sistematização do elemento modificador da civilização chinesa. Mostrou desde o começo, em suas elevadas funções, firme posição, que constitui sua constante forma de ser; isto é, forte caráter. Assim, começava por exigir com efeito, a morte do principal funcionário público da precedente administração, de modo a precipitar sobre o principal culpado, um indispensável castigo; e provar ao mesmo tempo, sua irrevogável decisão de impedir, novas prevaricações; trouxe as estas elevadas funções, esta bondade ativa e devotada à causa pública, que nele se alinha à força, sem a qual ela abortava essencialmente. Os historiadores chineses têm narrado cuidadosamente os detalhes desta administração. Vemos ao mesmo tempo muitos discípulos de Confúcio chegarem aos diversos reinos da China, às mais elevadas funções administrativas e políticas, enquanto outros continuavam a propaganda filosófica e moral de seu 137 mestre. Por ocasião da morte do rei de Lu, seu protetor. Ele abandonou os seus negócios públicos, e também imediatamente o seu país natal, e continuou acompanhado de um certo numero de discípulos, em suas peregrinações filosóficas e sociais, pelo outros diversos pequenos reinos da China. Depois de 14 anos, retornou ao seu país natal, consagrou inteiramente os últimos anos de sua vida, a elaboração definitiva de sua doutrina, e a formação de discípulos, que deveriam continuar a sua obra. Entre os primeiro discípulos foi seu neto Tse-se – Pensamento de Sábio” filho de Po-yo – “ Pescado do Príncipe”; outros dizem que foi Tseng tse; podemos ainda citar entre os primeiros Tse-lu e Po-niu. Mas entre os grandes discípulos, o mais ilustre foi Ien Roe, Tse-tsien, Poniu e Jan Iong – Os que brilharam em eloquência nos discursos foram Tsae Yu e Tse-kong. Os talentos para governar distinguiram a Tse-ieu e Tse-lu; os que sobressaíram em estudo e memória foram, Tse-si e Tse-sai. Beirando a idade dos 60 anos, perdeu a sua mulher, logo depois o seu filho, e por fim o seu mais amado discípulo, Yen-hoel, aquele em que ele depositava a sua predileção, pois via nele, a Humildade, a Virtude por excelência. 

Assim os últimos anos de vida, deste renovador social, foram amargurados. Algum tempo antes de sua morte, reuniu os seus principais discípulos, e fez-lhes as últimas recomendações, sobre o espírito de sua doutrina, e as condições de sua aplicação: “A erva sem suco, disse ele, está inteiramente seca, eu não tenho mais onde me assentar para repousar; a sã doutrina tinha inteiramente desaparecida; tratei de invocá-la e de restabelecer o seu império. Não consegui; encontrar-se-á alguém depois de minha morte, que queira tomar para si, tão penoso encargo?“ Seus funerais foram organizados pelos discípulos, com piedoso cuidado; eles instituíram o uso de uma peregrinação anual ao túmulo do grande renovador. Sua escola prosperou, a sua influencia aumentou e honras gradualmente crescentes foram concebidas à memória de uma das mais nobre figura intelectual da natureza humana, de que possa honrar a Humanidade; do homem que mais decisivamente influiu, e ainda influi, sobre a civilização chinesa; isto é, sobre o destino de centenas de milhões de Homens. 

O verdadeiro culto à Confúcio, começou sobretudo, sob o fundador da dinastia dos Han, que foi uma dinastia reparadora e progressiva. Elevaram-se grandes templos em memória de Confúcio, nas principais cidades da China. Foi sobretudo com Tchen-Thsoung, terceiro imperador da dinastia Song, que o culto à Confúcio, constituiu-se definitivamente; “ sob a dinastia dos Han, nomearam-no Koung ( Duque); a dinastia dos Tang o indicou como o primeiro Santo; ou homem puro; foi em seguida designado sob o título de pregador real; sua estátua, foi revestida de uma túnica, igualmente real, e uma coroa foi colocada em sua cabeça. Sob a dinastia Ming, foi nomeado o mais santo, o mais sábio e o mais virtuoso dos preceptores dos homens.” Por fim, os seus descendentes diretos, por uma exceção única, possuíam o título de nobres hereditários, que gozavam até 1911. 138 Infelizmente não posso me estender sobre a vida deste Vulto Universal, pois o objetivo é outro, mas não devemos nos esquecer de apreciar o conjunto de sua obra. Não há propriamente falando, obras de Confúcio; além da compilação dos antigos monumentos da China; compilação que constitui os livros sagrados, propriamente ditos, que existem sob o nome de Confúcio; algumas obras redigidas pelos seus discípulos imediatos, que contem não somente suas teorias, mais ainda muitas vezes suas próprias palavras. As quatro principais obras que trazem o nome de Confúcio são: Hiao-king – O Livro da Obediência Filial; Ta-hio – O Grande Estudo; O Tchoung-young – A Invariabilidade no Meio; e Lun-yu – Entretenimentos Filosóficos. As duas principais obras, o Hiao-king e o Ta-ki foram redigidas por um discípulo imediato de Confúcio, Tseng-tse. Tseng-tse tinha nascido em Lu, na cidade de Wou, e tinha 46 anos a menos que seu Mestre; nasceu por conseqüência em 506 a.C. O Tchoung-young ou Invariabilidade do Meio, foi redigido por Tse-se, neto de Confúcio, que continuou a linha direta desta Grande Família. Tse-se tinha trinta e sete anos, quando perdeu o seu avô. Enfim o Lun-yu ou Entretenimentos Filosóficos foram recolhidos por alguns discípulos de Confúcio. 

Vamos nesta parte do trabalho, fornecer citações destas diversas obras : O Ta-hio , O Tchoung-young e O Lun-yu, afim de melhor fazer ressaltar o espírito geral da sistematização filosófica e moral, do Grande Sábio da China – o Senhor Confúcio. O Ta-hio, o Grande Estudo, se compõem de um argumento atribuído à Confúcio, e de uma explicação devida a Tseng-tse, discípulo deste filósofo. Esta curtíssima obra, tem sido por parte dos filósofos chineses, objeto de numerosos comentários, o mais notável, e que acompanha muitas vezes, é devido a Tchou-hi, que viveu pelos fins do século XII, da era cristã. Confúcio estabelece claramente em Ta-hio, o problema fundamental do aperfeiçoamento moral. “A lei do grande estudo, ou da filosofia prática, consiste em desenvolver, e por em evidencia o princípio luminoso, da razão que recebemos do Céu (Do Firmamento, do Cosmos) em renovar os homens, e fazer consistir o seu destino definitivo, no aperfeiçoamento ou soberano bem”. “Desde o homem mais elevado em dignidade, até o mais humilde, e mais obscuro, deve haver DEVER igual para todos; corrigir e melhorar sua pessoa, ou o aperfeiçoamento de si mesmo; é a base fundamental de todo progresso e de todo o desenvolvimento”.

 Eis, claramente estabelecida, em termos precisos o problema supremo: o aperfeiçoamento moral de cada um, tal é o destino final. O objetivo da filosofia 139 moral é chegar a construir este aperfeiçoamento. Confúcio também concebeu, de uma maneira geral, as condições mentais da solução deste problema. Os seres da natureza, têm causas e efeitos; as ações humanas têm um princípio e conseqüências: conhecer as causas e os efeitos, os princípios e as conseqüências, é aproximar-se muito de perto, do método racional, com o qual se chaga à perfeição. “É preciso conhecer primeiramente o objetivo que se deve atingir, ou seu destino definitivo, para depois tomar uma determinação; tomada a determinação, pode-se em seguida ter o espírito tranqüilo e calmo; tendo o espírito tranqüilo e calmo, pode-se depois gozar deste repouso inalterável, que nada pode perturbar; e pode-se em seguida, meditar e formar um juízo sobre a essência das coisas; tendo meditado e formado um juízo, sobre a essência das coisas, pode-se em seguida atingir o estado de aperfeiçoamento desejado.”

 Assim, Confúcio estabelece, de um modo nítido e preciso, sem nenhuma espécie de preocupação com o sobrenatural teológico, o problema definitivo do destino do Ser humano: atingir pelo aperfeiçoamento moral o estado de plena unidade, empregando a inteligência, em descobrir as condições e os meios de solução. O comentário de seu discípulo Tseng-tse é destinado a desenvolver estas noções fundamentais, referindo-as a história primitiva, e as mais antigas tradições da China, de modo a manter e consolidar a continuidade social, em vez de rompe-la revolucionariamente, como fizeram até então, os outros renovadores. “Quanto era vasta e profunda a virtude de Wou-wang; diz Tseng-tse, no seu comentário. Como príncipe, colocava o seu destino na prática da Humanidade, para com os homens; isto é, colocava o seu destino, nos devidos respeitos ao soberano.; como filho, colocava seu destino na prática da piedade filial; como pai, colocava o seu destino, na ternura paternal; e si entretinha nas relações, ou contraia obrigações, com os homens, e colocava o seu destino, na prática da sinceridade e da fidelidade” . 

 Desta forma acima, vê-se indicado, em que consiste este aperfeiçoamento moral, objetivo supremo da existência: fazer dominar as diversas relações naturais, pela Humanidade, a submissão, a piedade filial, a ternura paternal, a sinceridade e a fidelidade. A concepção precisa do estado de perfeição, que concebe Confúcio, está exposta claramente e com precisão, principalmente no Tchoung-young ou Invariabilidade do Meio, devido como já foi dito, ao seu neto, Tse-se. Nesta obra, a mais sistemática que por ventura tenha emanado diretamente de Confúcio, Tse-se desenvolveu as condições mentais; e expõe a coordenação moral, donde resulta o tipo de perfeição, cuja a realização, é preciso ter em mira, 140 em cada situação; mas que só pode ser atingido, por homens excepcionais, destinados ao governo moral ou político das sociedades. 

Vejamos como Confúcio, concebe o tipo de filósofo, ou do homem que chegou a realizar o ideal da perfeição. Texto abaixo extraído do Tchoung-young. “Somente os homens soberanamente perfeitos, podem neste mundo, conhecer profundamente a sua própria natureza; a lei natural do seu ser, e os deveres que dela decorrem; podendo conhecer a fundo, sua própria natureza e os DEVERES, que dela decorrem; podem por isso mesmo conhecer profundamente a natureza dos outros homens; a lei dos seus seres, e ensinar-lhes, todos os deveres, que eles têm a observar para cumprir o mandato do Céu; podendo conhecer a fundo, a natureza dos outros homens; a Lei dos ser deles, e ensinar-lhes os deveres que eles têm que observar, para cumprir o mandato do Céu; podem por isso mesmo conhecer, à fundo, a natureza dos outros seres vivos e vegetais e faze-los cumprir a Lei da Vitalidade, segundo a sua própria natureza; podendo conhecer a fundo a natureza dos seres vivos e vegetais, e faze-los cumprir a sua lei da vitalidade, segundo sua própria natureza; podem por isso mesmo, por meio de suas faculdades intelectuais superiores, ajudar o Céu e a Terra,na transformação e manutenção dos seres; podem por isso mesmo construir, um terceiro poder, entre a Céu e a Terra”. “Os que vêm imediatamente depois destes homens, soberanamente perfeitos, por sua própria natureza, são aqueles que empregam todos os seus esforços, para retificar as suas inclinações desviadas do bem” O homem perfeito é aquele que dominado pelas inclinações morais, chega pelo conhecimento das leis naturais dos corpos vivos e inorgânicos, a modificá-las regularmente, de modo a aperfeiçoar, por uma intervenção sistemática, a ordem natural. Confúcio constitui assim, o nobre tipo do poder modificador, que constitui, segundo a sua bela expressão, um terceiro poder intermediário entre o Céu e a Terra. Existe aí como um profundo pressentimento da ordem normal, caracterizada com efeito pelo ativo aperfeiçoamento da ordem natural, sob o impulso de uma sociabilidade preponderante.

 Confúcio conheceu as leis gerais da atividade do Céu e da Terra, como base de uma sábia modificabilidade da ordem espontânea. Confúcio trouxe ao aperfeiçoamento para a civilização fetíchica, pela astrolatria, de onde emana tomar emprestado, para sua sistematização política e moral as leis naturais do Céu e da Terra; um tipo de ordem e de regularidade, que ele procura realizar na vida humana, pela preponderância habitual, da sociabilidade sobre a personalidade; a única que pode realizar na ordem humana, o tipo de regularidade, fornecido pela observação do mundo exterior. 

Uma citação característica que nos mostra efetivamente, que é exatamente, sobre impulsos 141 fetíchicos, da observação das leis naturais do Mundo, que Confúcio construiu o seu tipo de Ordem. “O filósofo Confúcio, dizia Tseu-sse, recordava com veneração, os tempos dos antigos imperadores, Yao e Chun; mas se recordava principalmente pela conduta dos soberanos, mais recentes Wen e Wou. Tomando por norma, de suas ações, as leis naturais e imutáveis, que regem os corpos celestes, por cima de nossas cabeças; que fornecia a sucessão regular das estações, que se opera no Céu; a nossos pés; ele se conformava com as leis, da terra e da água, fixas ou móveis”. “Pode-se comparar Confúcio ao Céu, como a Terra que contem alimentos e alimentam tudo, que cobrem e envolve tudo; pode-se compará-lo as quatro estações, que se sucedem continuamente, sem interrupção; e pode-se compará-lo também ao sol e a lua, que clareiam alternadamente o Mundo.” “Todos os seres da natureza vivem juntos da vida universal e não se prejudicam uns aos outros; todas as leis que regulam as estações e os corpos celestes realizam-se ao mesmo tempo sem se contrariarem entre si. Uma das faculdades parciais da natureza é fazer correr esse riacho, mas as grandes energias, as grande e soberanas capacidades, produzem e transformam todos os seres. Eis com efeito o que torna grande o Céu e a Terra.” A ordem exterior fornece ao mesmo tempo, o tipo de toda a regularidade e o ponto de partida, e condição necessária, de toda a modificabilidade. Mas esta reação não pode, nem deve ser operada, senão sob a direção de uma verdadeira sistematização moral.

 Os caracteres gerais desta sistematização, cujo princípio fundamental, apenas foi indicado, como sendo a preponderância da sociabilidade sobre a personalidade. “Os deveres mais universais, para espécie humana, são em numero de cinco ; e o homem possui três capacidades e competências naturais, para praticá- los.

 Os cinco deveres são : as relações que devem existir entre o príncipe e os ministros, o pai e os filhos, o marido e a mulher, os irmãos mais velhos e os irmãos mais moços; e a união dos amigos entre si; cujas cinco relações, constituem a lei natural do Dever, a mais universal dos homens. 

A consciência que é a luz da Inteligência, para distinguir o bem do mal; a Humanidade, que é a equidade do coração; a coragem moral, que é a força da alma; são as três grandes e universais faculdades morais do homem; mas aquilo de que nós devemos servir para praticar os cinco grandes deveres, se reduz a uma só e única condição.” Segundo o crítico e comentador Tchou-hi (Século XII da era cristã), resulta do Tchoung-young, que a prudência esclarecida, a Humanidade ou a benevolência universal, para com os homens e a força da alma, são as três 142 virtudes universais ou capitais, ou a porta por onde se entra, no caminho direto, que devem seguir todos os homens.

 Segundo Confúcio, as faculdades essenciais para se atingir este estado de perfeição moral que permite nos devotarmos ao serviço de todos os homens são: 

a prudência, a Humanidade e a coragem. 

De acordo com tal concepção, Confúcio constituiu, o tipo de homem de Estado, estadista, votado ao serviço contínuo da sociedade: “Todos aqueles que governam os Impérios e os reinos, têm nove regras invariáveis a seguir, a saber:

 regular-se ou aperfeiçoar-se a si mesmo; 

reverenciar os sábios; 

amar seus pais; 

honrar os primeiros funcionários do Estado, ou os Ministros; 

estar em perfeita harmonia com os outros funcionários e magistrados; 

tratar e querer ao povo, como a um filho;

 atrair para si todos os sábios e artistas;

 acolher com agrado os homens que vêm de longe, e tratar com amizade, todos os grandes vassalos”. 

]Desde que o príncipe estivesse bem estruturado e tenha melhorado moralmente a sua pessoa, desde de logo os deveres universais serão cumpridos, para com ele mesmo, etc, etc. .“. (Tchoung-young)

 Além de uma tal sistematização moral, Confúcio, em harmonia com este grande objetivo de sua existência, recolheu todos os antigos monumentos literários da civilização chinesa, donde resultaram como retoques literários, essencialmente aqueles, sob a dinastia dos Han (206 a . C.), os livros sagrados da China. Estes livros sagrados são: Y king (I Ching) ou Livro das Transformações ou das Transmutações, o Chou-king ou Livro dos Anais, o Chi-king ou Livro dos Versos e o Li-ki ou Livro dos Ritos. O Chi-king ou Livro dos Versos é uma coleção das mais antigas poesia chinesas e que remontam às épocas mais afastadas desta civilização; Li-ki ou Livro dos Ritos é uma coleção de ritos, segundo os quais se regulam as diversas relações humanas. Este livro contém documentos antiquíssimos. O Y-king ou I Ching ou Livro das Transmutações, é um das mais antigas relíquias da civilização chinesas. Na Antiga China Fetichista, o oráculo I Ching ou Livro das Mudanças ou Transmutações, em 1123 aC, escrito por Wen Wang, na prisão; baseado no Livro das 64 Combinações - Hsiangs ou Trigramas, escrito por Fu Hsi ( Fu Hi)em 2852 aC., este último livro corresponde também a uma belíssima tentativa de compreender o Mundo e o Homem, mediante a associação de casos concretos, ao aspecto mais geral das mutações universais, comuns a todos os Seres. E finalmente o livro sagrado e mais importante para Confúcio, que foi Chou-king ou Livros dos Anais, que contem noções históricas, do mais elevado interesse sobre as antigas dinastias da China. O período que esta obra abrange, se estende desde os Imperadores Yao e Chu (2357 a.C. até o ano 790 a.C) A história autentica da China, não remonta, segundo os críticos, muito além de 2357 a.C; depois disso entra-se em períodos nebulosos, ou semi nebulosos, com muitas fábulas. 143

 Assim, Confúcio além da direta obra de sua sistematização moral colecionou as fundamentais tradições da civilização chinesa, da qual se apresentava como continuador, com toda razão; porque, com efeito, a sua obra continuava a aperfeiçoar a tradição, em vez de maldize-la; como os cristãos em relação ao politeísmo teológico e ao fetichismo.

 Com base nestas informações, podemos sumariamente resumir a obra de Confúcio, e a apreciação do seu caráter e do seu papel. Não há dúvida que este grande filósofo, apoiou-se sobre o conjunto dos antecedentes e das tradições, para produzir uma imensa evolução moral e social, em seu povo. Não se trata aqui, destas hipóteses arbitrárias, pelas quais o cristianismo se construiu na tradição artificial, na impotência, de realmente representar uma teoria verdadeiramente científica, dos antecedentes de onde emanou. No entanto, Confúcio é um filósofo que se apoia, real e sinceramente, sobre uma série dos antecedentes da civilização chinesa, e que prossegue no desenvolvimento sistemático dessa civilização. É um tipo verdadeiramente normal, e intimamente relacionado ao verdadeiro espírito científico, que apoia sempre as suas construções atuais, sobre as construções anteriores. 

Sob o impulso cristão e revolucionário; os Ocidentais, pelo contrário, nas suas especulações morais e sociais, que desenvolveram uma disposição ao mesmo tempo irracional e universal, em desconhecer completamente a continuidade social. Confúcio busca seu ponto de apoio no fetichismo astrolátrico, base da civilização chinesa. Aceitando inteiramente o fetichismo astrolátrico e respeitando profundamente o culto construído sobre estas bases, ele começa por operar no fetichismo uma transformação, que se realizará plenamente entre os mais distintos dos seus sucessores.

 Com efeito começa a operar a distinção entre a atividade e a vida. O fetichismo considera todos os seres não somente como ativos (o que é perfeitamente científico) mas ainda como vivos, o que não é verdadeiro senão, com relação a um certo número dentre eles. Em Confúcio, já se vê claramente aparecer que se trata muito mais das Leis Naturais do Céu e da Terra, do que as vontades destes dois seres preponderantes, de tal sorte que, o comando seja concebido como um mandato do Céu; e este mandato tende a representar, em vez da vontade celeste, a fatalidade que resulta das leis naturais regulares; esta concepção de Confúcio, tem tanto maior importância, quanto dá-lhe mais generalidade, concebendo essencialmente todos os fenômenos sociais, como regulados pelas Leis dos fenômenos celestes; o que é verdadeiro até um certo grau. Os fenômenos astronômicos dominam os fenômenos sociológicos, mas não no grau de precisão, em que se lhe deixa supor em princípio. Assim os eminentes pensadores da Escola de Confúcio, tenderam espontaneamente para o estado científico, concebendo todos os corpos, como ativos, mas não como vivos; de modo a apresentar um estado mental superior, em racionalidade, ao estado teológico-metafísico . 

 Sobre a base construída sobre o regime astrolátrico, Confúcio construiu sua sistematização moral, tomando emprestado ao fetichismo astrolátrico as noções de ordem e submissão, que resultam necessariamente do tipo dos fenômenos celestes. Sobre este ponto, ele coordenou a moral, com o pleno sentimento de um grande destino político e social. Trata-se aqui, de uma moral verdadeiramente prática, em que os deveres, próprios as diversas relações da vida humana, são claramente formulados, concebendo sempre, que o último objetivo é o estado de plena unidade caracterizada pela preponderância da sociabilidade sobre a personalidade. Como condição da solução em tal problema, ele sistematizou a preponderância da família, estabelecida ao mesmo tempo, sob a submissão filial e o devotamento paterno. O conjunto desta construção moral é muito geral. Ele está como se vê, completamente despida de toda preocupação sobrenatural. Como já foi explicado neste artigo à construção moral dependia da ausência da inteligência teológica e da preponderância contínua do regimen fetíchico-astrolático. A propósito desta ausência completa de crenças sobrenaturais, faz registrar que na moral de Confúcio, falta a sanção. Mas é lógico; pois aqueles que são dominados pelos preconceitos teológicos-metafísicos, ao nível de não compreender que esta pretendida ausência de sanção constitui ao mesmo tempo, a realidade e a nobreza da moral de Confúcio.

 Porque a falta de sanção sobrenatural, que é sempre essencialmente pessoal, faz ressaltar em Confúcio a admissão formal da existência espontânea de sentimentos benévolos. Confúcio reconhece a moralidade espontânea da natureza humana. A sanção consiste precisamente na felicidade, de fazer o bem pelo bem, neste estado de plena unidade, que visa como ideal o verdadeiro sábio, sob o impulso de uma ardente sociabilidade, esclarecida por uma ardente razão.

 As concepções teológico-metafísicas têm tendido a degradar neste particular, a verdadeira noção da natureza, sobretudo depois que os inconvenientes da doutrina não são mais contrabalançados pela sabedoria do sacerdócio. Politicamente, o gradual desenvolvimento da reforma de Confúcio, teve como resultado, dar a classe modificadora da civilização chinesa, uma sólida constituição, que assegurou e aperfeiçoou sua ação, cuja influencia ainda perdura e tem sido continuamente crescente sobre a sociedade correspondente. Tal é o conjunto desta grande existência sistemática e ativamente votada à realização de uma nobre reforma social.

 Certamente a civilização ocidental, nos apresentava tipos superiores, no que tange a inteligência ou como atividade, ao filósofo chinês. Aristóteles e Arquimedes possuíam uma inteligência de ordem mais elevada. César foi um homem de Estado, de muito maior pujança. Mas podemos dizer com absoluta certeza que o Ocidente não formou um tipo que realizou ou venha realizar, no mesmo grau que Confúcio, esta grande aliança do Bom Senso com a Moralidade; ao mesmo tempo uma longa atividade devotada ao melhoramento geral da correspondente sociedade.

 Eis um filósofo, sem apoiar sua renovação, sobre nenhuma superstição; proclamando o aperfeiçoamento moral, como objetivo supremo, e fazendo-o consistir, em um devotamento contínuo à Sociedade, cujas melhorias nas bases essenciais, não rompendo de modo algum, com as tradições da civilização, que deseja melhorar; e dá por sanção definitiva, a uma tal vida, o profundo sentimento de haver cumprido o seu dever. 

Certamente os Ocidentais podem se instruir na contemplação semelhante podendo aprender em contraposição à irracional gratidão cristã e revolucionária; que pode procurar realizar a evolução sem romper com os predecessores; e que se modifica tanto mais dignamente uma sociedade, quanto mais cientemente se procura apoio, sobre aqueles que nos precederam, fazendo inteira justiça à sua ação. Assim, o Ocidente, se conseguir o nível de esclarecimento científico e for regenerado pelo fetichismo chinês, colocará cada vez mais entre os objetos de sua intima veneração, o ilustre filósofo que um imenso império proclamou, como o mais eminente dos renovadores; depois que Augusto Comte, bem mais tarde, sistematizou cientificamente a Doutrina da Humanidade.

 Neste ponto do trabalho podemos analisar a sistematização de Confúcio, em si mesma, e relativamente a coordenação definitiva da ciência humana. A Teoria de Confúcio consiste em uma empírica coordenação moral, tendo por preciso destino, a direção efetiva da natureza humana. Ora a imensa lacuna de desta coordenação, é precisamente a própria lacuna da civilização chinesa; isto é, a ausência de um desenvolvimento conveniente da ciência abstrata; para fornecer uma base sistemática à moral, e que permitisse uma suficiente modificação, quer no mundo exterior, quer do mundo psíquico do homem. Porque a modificabilidade repousa inteiramente sobre o estabelecimento das Leis Abstratas Naturais. É o conhecimento das Leis Abstratas Naturais, dos fenômenos, que permite unicamente instituir uma modificabilidade, ao mesmo tempo poderosa e regular. Para precisar uma apreciação desta ordem, vamos relacioná-la pela Série Enciclopédica, na qual Augusto Comte, condensou hierarquicamente o conjunto das ciências abstratas. A hierarquia enciclopédica oferece-nos, as ciências abstratas na seguinte ordem: matemática, astronomia, física, química, biologia, sociologia e moral. 

A moral que arremata, esta longa evolução mental, compõe-se de duas partes: a 1a , a Moral Teórica instituindo o conhecimento da natureza humana, isto é, a Psicologia Científica ou Ciência da Construção; a 2a é a Moral Prática, instituindo o governo da natureza humana; isto é, a Arte da Educação, não só de ensinar subordinar os Sentimentos do egoísmo aos do Altruísmo, como também alertar a subordinação do Progresso à Ordem; dos direitos aos Deveres; e da análise à Síntese; o que permitiu admitir-se que não há normalmente senão ações práticas, atuando umas sobre as coisas, e outras sobre os homens. 146

 Mas, a natureza necessariamente sistemática, do segundo modo de ação, tem feito com que se dê à Classe, que dele se ocupa, o nome de Classe Teórica. Notamos depois destes esclarecimentos, que claramente, a existência de uma profunda lacuna, que a própria natureza da civilização chinesa, impôs à sistematização de Confúcio. Faltava-lhe a longa elaboração abstrata, que vai da matemática à moral, e sem a qual, não se pode estabelecer uma verdadeira teoria, suficientemente profunda, da natureza humana.

 Mas esta mesma lacuna teórica é para o governo da natureza humana, uma causa de grande insuficiência; porque o homem social, não pode ser assim insuficientemente dirigido, por falta de um profundo conhecimento das Leis Naturais Abstratas, dos diversos fenômenos que o dominam, desde os fenômenos matemáticos, até os fenômenos sociológicos e morais; ou ditos sociais. Ora, a evolução ulterior da China, não podia preencher tal lacuna, tendo a própria natureza da civilização chinesa, ser antipática a instituição da abstração; e por conseqüência, ela era imprópria às necessárias elaborações científicas. O trabalho filosófico próprio da Escola de Confúcio reduzia-se essencialmente a alguns desenvolvimentos e comentários.

 A análise, que acabamos de realizar, mostra que até 1840, início da Época Moderna da China (1840 a 1919), o povo chinês, carregava uma profunda insuficiência intelectual científica, devido a esta bela sistematização empírica de Confúcio; no entanto esta mesma análise mostra ao mesmo tempo, de que forma o Ocidente poderia ter atuado, pelos seus órgãos mais eminentes, sobre tal civilização, para ter respeitado o seu grande estado de comportamento Moral e para manter a sua cultura milenar, altamente saudável à evolução da Humanidade. Se a ciência Ocidental tivesse aceito como Confúcio, a supremacia da Moral, isto é, “ Viver para Outrém” , chegaria então a fazer compreender aos intelectuais diretores desta civilização, da necessidade de dar-lhes uma base, que viesse à consolidá-la e a fortificá-la; e que lhe permitisse enfim, instituir um conveniente e pacífico governo, da natureza humana. Perdeu-se esta grande oportunidade, pois em 1860 Pierre Laffitte, discípulo direto de Augusto Comte, indicava uma linha de conduta, para facilitar o entendimento com a China, mas o positivismo nesta época, como hoje em dia, ainda está em uma fase embrionária, com poucos humanos no poder, para poder fazer chegar tais proposições, de elevado nível político e moral, aos atuais governantes tanto do Ocidente como do Oriente. Mas, penso que chegou o momento de reativar, alertando que os contatos atuais da China com o Mundo, inverte esta posição, de só uma mão visitar o território Chinês que farão compreender, os espíritos filosóficos que operavam no período anterior a 1911; bem como ainda operam na maioria da população chinesa, para criarmos a necessidade de uma ciência social, que saiba apreciar estados sociais tão diferentes, como os gerados pelos raciocínios fetichistas dos chineses e dos teológico-metafísicos do Ocidente; sem destruir a cultura milenar 147 chinesa, e que seja mantida, passado as mentes mais inteligentes, a operarem no campo científico; e as menos, ficariam no fetichismo astrolático confunciano, para o bem da China; e não para o bem dos capitalistas ocidentais, com seus teologísmos bíblicos ; que pregam :” façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço” , que só resolvem os conflitos, pela guerra. “ O Vencedor da Guerra, está com Deus” Caso os Positivistas tivessem tido oportunidade e meios de comunicação com os comunistas da época de Mao, provavelmente a Sociologia Positiva, de Augusto Comte, com conhecimento da Ciência Moral Positiva, pudesse ter tido sucesso para colaborar, no freio do caos capitalista democrático.; a necessidade desta sociologia teria tido efeito gradual, por uma série incontestável, a necessidade da biologia, da química, da física, da astronomia e da matemática, segundo as dependências, que ligam entre si, as diversas ordens irredutíveis dos fenômenos; donde resultaria em resumo, a necessidade para que os pensadores chineses, da Academia de Ciências Sociais da China, efetuassem hoje, um estudo sistemático, da grande hierarquia abstrata, base essencial do estudo mental definitivo da espécie humana; bem como a proposta positivista de um Regimen Societocrático. Pelo Positivismo, que respeitaria a evolução total da China, operaria a renovação total do seu estado mental, isto é, de um modo tanto quanto mais completo, incorporando o fetichismo astrolático, que desta forma adotaria o seu culto oficial; sem necessidade de passar pelo estado teológico e metafísico, tão retrógrado e prejudicial ao estado pacífico do Ser humano; e atingir o estado positivo ou científico, da evolução da inteligência humana; como está sendo feito de forma errônea hoje em dia, fazendo esquecer o Altruísmo, para entrarem no egoísmo tão maléfico a sociabilidade humana; com o capitalismo; que provoca o desemprego em massa; os conflitos internos de mercado, da disputa constante, a maximização dos direitos, com a minimização dos Deveres; enriquecendo alguns poucos, e empobrecendo a maioria, levando muitos ao estado de miserabilidade.

 Mais caos interno. O melhor era na época dos Impérios, onde os pobres não sabiam como os ricos se comportavam. Agora sabem, e vão desejar ser ricos, de qualquer forma, por roubo, por corrupção, e etc..

 2.3) Considerações Gerais sobre a Escola de Confúcio ou Escola dos Letrados. Indicaremos agora de modo sumário, os principais trabalhos criados pela Escola de Confúcio, ou melhor, o espirito geral que domina tais trabalhos. É evidente, que não se trata aqui de relatarmos uma história detalhada da filosofia e da ciência chinesa; isto levaria muito tempo e não terá no momento, um grande interesse; o importante para todos nós é conhecer seu essencial caráter. O estudo aprofundado dos historiadores chineses nos forneceria novos detalhes; vastos trabalhos têm sido feitos, sobre este assunto, e eles são mais que suficientes, para contribuir segundo as leis gerais da filosofia da história, uma sã teoria científica, desta evolução mental. Três ordens de trabalho emanam da Escola de 148 Confúcio e estão profundamente impregnados do próprio espírito da civilização chinesa, tal como nós a definimos: primeiramente obras morais de desenvolvendo das doutrinas de Confúcio; e em segundo lugar, uma filosofia natural que transforma o fetichismo astrolático, pela separação da idéia da vida, apoiando sobre as bases estabelecidas por Confúcio; enfim, imensos trabalhos de erudição de estatística, e etc. e etc., em uma palavra, trabalhos de sociologia concreta. Por que os trabalhos de erudição são trabalhos de sociologia concreta? Porque os trabalhos de erudição são no fundo, coleções de observações, que servem de ponto de partida, a verdadeiros trabalhos científicos em sociologia. Foi nestes trabalhos preparatórios, que parou a civilização chinesa, segundo o espirito concreto que a caracteriza. Vejamos primeiramente os trabalhos de filosofia moral. Estes trabalhos são imensos e com numerosos comentários de Confúcio; eles explicam e desenvolvem as formulas da sistematização empírica deste renovador, mas sem mudar coisa alguma, ao espírito fundamental da sua construção; baseando-se no sistema de exames e no estudo dos livros morais de Confúcio; desenvolveu naturalmente esta imensa literatura dos comentadores.

 O principal filósofo que marcou o caminho praticado por Confúcio, foi Mencio (Mengtseu). Meng-tseu nasceu em 371 a.C. na província de Chan-toung e morreu no ano de 289 a . C., com idade de 82 anos; ocupava com justiça, na estima dos chineses, lugar imediato a de Confúcio. Prestavam-lhe honras públicas, análogas as prestadas ao próprio Confúcio, a quem estava sempre associado na veneração pública. Há em Meng-tseu, um caráter particular que constituiu um progresso real, na construção dos princípios de Confúcio. Muito mais que Confúcio, ele sistematizou as condições de eliminação da família Imperial ou do elemento central; eliminação necessária, quando este não mais o preenche, de um modo verdadeiramente suportável, as condições fundamentais de sua função. Estabeleceu claramente que quando o chefe de família imperial não mais preenchesse, os deveres morais e sociais ligados a sua função, deixa de ser chefe, isto é, deixa de ser filho do Céu; o mandato do Céu, em virtude do qual ele governa, isto é, devido ao descumprimento das leis naturais dos astros; deve serlhe retirado. Há em Meng-tseu, um caráter de mais clara oposição às invasões e as perturbações, que podia suscitar o poder imperial, que decresce como elemento da unidade de conservação e de extensão, da civilização chinesa.

 Não há duvida que é necessário se modificar algumas vezes o órgão preponderante da sociedade. Foi esta necessidade que Meng-tseu sistematizou, determinando suas condições gerais. Um tal espírito, está como se vê, bem afastado do espírito de submissão absoluta, que emana do espirito puramente teológico. Entre os numerosos comentaristas abordam Confúcio, podemos sobretudo citar Tchou-hi, que viveu pelos fins do século XII a . C., sob a dinastia dos Song. 149 Tchou-hi tornou-se por excelência o comentarista clássico; e seus comentários não são normalmente separados da obra de Confúcio e de Meng-tseu.

 Estes comentários são plenos de sabedoria e de bom senso, como os de todos os letrados chineses em geral; quando seus espíritos não são alterados, pelas extravagancias teológicas dos budistas e dos Tao-sses. Estes trabalhos de filosofia moral, consistentes em comentários nos livros fundamentais da China têm sido referidos até em nossos dias de hoje; e muitos soberanos colaboraram para construir estes trabalhos. Confúcio havia distinguido a atividade da vida.

 Foi o ponto capital de partida, onde resultou uma filosofia natural que constituiu um intermediário entre o fetichismo e a ciência propriamente dita, base dogmática do Positivismo. Assim podemos dizer que Tchou-hi fundou uma filosofia atomística, na qual estabeleceu definitivamente para os espíritos desenvolvidos pelo estudo, ou cultivados, a separação nos corpos, da noção de atividade, da noção de vida; esboçada por Confúcio. Os fenômenos não resultam mais, como no fetichismo primitivo propriamente dito; das vontades dos seres correspondentes, que as manifestavam; é simplesmente um resultado dos diversos modos de atividade desses seres; isto é, conhecer as leis naturais que os regem; isto é, que regem os seus fenômenos. Tchou-hi admite que a atividade especial de cada um desses Seres produz os diversos fenômenos: atividade especial cuja manifestação se acha regulada pela atividade preponderante do Céu; o que é uma transformação positiva do fetichismo astrolátrico da China; e esta concepção tem a vantagem de representar a preponderância normal dos fenômenos astronômicos sobre todos os outros. Esta preponderância é filosoficamente estendida, posto que de um modo exagerado, até os fenômenos sociais, cujas evoluções, estão ligadas às revoluções astronômicas. É incontestável que a vegetalidade, a animalidade e a sociabilidade são efetivamente dominadas, pelas leis naturais mais gerais do mundo.

 Desta forma, em uma filosofia, onde impere as noções de seres sobrenaturais, exteriores aos seres reais, e que produz neles os diversos fenômenos, segundo inexplicáveis caprichos, é completamente eliminado; tudo se explica pela atividade espontânea dos próprios seres. Uma concepção aproxima-se essencialmente que serve de base à ciência propriamente dita; mas falta-lhe na sua maioria a instituição da abstração científica.

 Mas, em que consiste, com efeito, a verdadeira sistematização científica? Consiste em conhecer a atividade espontânea dos diversos seres, e em procurar as leis naturais abstratas, próprias aos seus diversos modos de atividade, ao mesmo tempo comuns a um grande numero de seres diferentes. Os chineses também têm um considerável numero de obras de história natural, isto é, coleções de observações relativas, aos diversos seres; mas, estas noções muito numerosas e muito precisas são essencialmente concretas, com o sentimento, muito presente de um destino prático e não conduziram a nenhuma 150 verdadeira lei biológica.

 Constataram e colecionaram com precisão grandíssimos números de observações meteorológicas; sua astronomia tinha o mesmo caráter – as suas observações puramente concretas são numerosas e assaz precisas; mas as teorias, propriamente ditas, e no fundo eram muito pouco desenvolvidas, e emanavam dos astrônomos muçulmanos e cristãos da época. Em resumo, imensos desenvolvimentos de precisos e numerosos trabalhos de observações concretas; no entanto, com ausência de ciência verdadeiramente abstrata, nos estudos cosmológicos e biológicos. Este mesmo caráter, conseqüência inevitável da própria natureza da civilização chinesa, também se manifesta, nos estudos relativos aos fenômenos sociais.

 Deve-se aos chineses, admiráveis trabalhos de erudição, isto é, de sociologia concreta. Confúcio ocupou-se de trabalhos históricos, ao ter feito uma compilação dos trabalhos intelectuais da China, registrando uma história do reino de Lu. No entanto o sentimento de continuidade, preponderante na China Imperial, e até hoje, explica suficientemente esta ativa preocupação dos estudos históricos, do mesmo modo que o espírito verdadeiramente positivo, e desligados de crenças sobrenaturais, dá perfeitamente conta do espírito de exatidão, de critica minuciosa e paciente, que caracteriza as principais obras de erudição dos sábios chineses; as fábulas e as divagações, sempre emanam da influencia perturbadora dos budistas e dos Tao-sse.

 Os sábios da escola de Confúcio, marcharam pacientes e exatos, por esta trilha de estudos históricos; e seus trabalhos versaram não somente sobre a China, propriamente dita; mas também sobre todas as populações circunvizinhas; em relação ao comércio e a política. É neste fecundo celeiro de historiadores chineses que se tem uma abundante fonte, onde podemos retirar noções positivas e sérias sobre a história e a geografia das populações tártaras. Foge ao escopo deste trabalho, se propor fazer um resumo dos trabalhos de erudição, devidos à China; mas devemos deixar registrado, um dos trabalhos mais eruditos da Velha China, como sendo de Ssema-thsian, conhecido como o Pai da História, o Heródoto da China. Nasceu em Louung-men, província de Chen-si, no ano de 165 a .C., sob a dinastias dos Han do Este; isto é, sob a grande dinastia reparadora, que se tendo aproveitado dos resultados do enérgico impulso de Thsin-chi-hoangti, retomou o desenvolvimento da civilização chinesa, seguindo o espírito de seus verdadeiros antecedentes. O pai de Thsin-chi-hoang-ti, que foi historiógrafo da Corte da China, ensinou o seu filho a escrever a história do povo chinês, e o educou para que viesse tornar-se digno de uma distinção. “Ele, Thsin-chi-hoang-ti, foi encarregado de dirigir uma expedição militar, que o conduziu às províncias de Yuan e de Sse-tchoun (hoje --------?) Foi durante desta viagem , que ele soube que Ssema-thsian, seu pai, estava muito enfermo. 151 Não perdeu tempo em retornar, para junto do pai, mas só chegou, para receber os seus últimos suspiros. Mesmo no leito da morte, Ssema-thsian, conservou os sentimentos dos deveres; e a viagem que seu filho acabara de fazer, ainda o interessava, como pai, e como historiador. Fez com que lhe relatasse detalhadamente a sua viagem, e depois de tê-lo ouvido, dirigiu-lhe um discurso, que de Thsin-chi-hoang-ti, registrou: O grande historiador tomou minhas mãos entre as suas, disse ele, e com lágrimas nos olhos, falou-me assim: Os nossos antepassados, desde o tempo da terceira dinastia, constantemente ilustraram-se na academia da história. Seria a min que estaria reservado ver acabar esta honrosa sucessão? Se me sucederes, meu filho, leve os escritos de nossos antepassados.

 O imperador cujo glorioso reinado se estende por toda China, me havia ordenado, que assistisse as solenes cerimônias, que ele praticara sobre a Montanha Sagrada, não posso por-me às suas ordens. Para cumprir estas ordens, serás sem dúvida chamado. Lembrai-vos então dos seus desejos. A piedade filial se mostra primeiramente nos deveres que se cumprem, para com os pais, nos serviços que se prestam ao príncipe; enfim no cuidado, que se toma na sua própria glória. É o cúmulo da piedade a seu pai e a sua mãe, pois deves incrementar gloriosamente, um nome tornado célebre ”( Abel de Rémusat, Novas Miscelâneas Asiáticas, Vol. II) Thsin-chi-hoang-ti executou o que o seu pai lhe havia indicado. Tornou-se historiador, historiógrafo titular e finalmente responsável pela censura, como censor. Teve a dupla função de narrar o passado e aconselhar o presente. Preencheu as suas funções de censor, em circunstancias verdadeiramente difíceis e com um heroísmo que o honra. Os seus trabalhos históricos são imensos, precisos, conscienciosos e guiados por uma sábia e esclarecida critica. A sua obra é um admirável monumento de erudição. “A sua obra intitulada Memórias Históricas” dividi-se em 130 livros, subdivididos em 5 partes. A primeira parte abrangendo 12 livros, contém sob o nome de Crônica Imperial, tudo o que é relativo ao Império, considerado no seu conjunto. – A Segunda parte, composta de 10 livros é formada de quadros históricos e de quadros sinópticos. A terceira parte em 8 livros, é designada pelo título de Pa-chou, ou os oito ramos da ciência. O autor trata o conteúdo dos ritos, à música, aos tons considerados como tipos das medidas de comprimento, a divisão do tempo, as cerimônias religiosas, a astronomia, aos rios, aos canais, e aos pesos e medidas. Ssema-thsian trata em outras tantas separadas dissertações de todas as variações, que tem experimentado estes diversos objetos, durante os 22 séculos, que é abrangência de sua obra. A Quarta parte formada de 30 livros, encerra a história genealógica de todas as famílias que possuíam algum território, desde os grandes vassalos da dinastia dos Zhou, até aos simples ministros da dinastia dos Han. – Enfim a Quinta e última parte, composta de 70 livros é consagrada a memória sobre a geografia estrangeira, e a artigos de biografia mais ou menos extensos, e sobre todos os homens que conquistaram, um nome nos diversos 152 ramos da ciência ou da administração. (Abel de Rémusat, Novas Miscelâneas Asiática Tomo II).

 Os letrados da China, escreveram um grande numero de enciclopédias, umas gerais e outras especiais. Algumas são relativas as diversas profissões, ao trabalho da porcelana, aos dos bichos da seda, a agricultura, etc. e etc.. As relativas a diversas administrações, a vigilância dos seleiros públicos, aos trabalhos de direção dos rios, e etc.. Uma das mais eminentes enciclopédias chinesas é a de Ma-touan-lin. Ma-touan-lin nasceu na província de Kiang-si ( Jiangxi ?) ou (Guangxi ?), no meado do século XIII d. C.; teve como mestre, o célebre comendador Tchou-hi, de quem já falamos.

 A queda da dinastia dos Song em 1279 d.C. e a conquista dos Mongoes; fez com que Tchou-hi, se dedicasse inteiramente aos seus trabalhos de erudição; renunciando a carreira administrativa. Consagrou 20 anos para terminar sua imensa obra, sob o nome de Pesquisa aprofundada dos Antigos Monumentos, que constitui o seu grande título de glória. Assim fica registrado que estudos Concretos, Especiais, Precisos e Exatos, mas com ausência da Ciência propriamente dita, foram desenvolvidos, até o ano de 1840 d.C. / 1919 d.C., ou mais recente; que consiste sempre na descoberta das Leis Naturais Abstratas dos fenômenos; e este caráter essencial, que resulta do espírito ou inteligência fundamental da civilização chinesa; não pode ser sensivelmente modificado, nem pelas divagações abstratas e metafísicas de Taosse e dos budistas, nem tão pouco pela introdução dos diversos elementos da ciência abstrata, que vinham e vêm dos Hindus, dos Muçulmanos e dos Cristãos; e muito menos hoje pela Globalização Econômica. É que só a Doutrina Positivista, demonstra, baseada na coordenação dogmática das diversas ciências abstratas, desde a matemática até a moral, que poderá com certeza determinar uma transformação gradual, ao mesmo tempo profunda, regular e pacífica, nesta fetichista grandiosa civilização chinesa.

 Tratar a mudança somente pelo lado material, somente mercadológico, não dará resultado satisfatório; só ocorrerá mais conflito interno, pois o assunto tem que ser tratado, principalmente pelo enfoque científico da Operação de Abstração e mantendo o lado Moral propagado  por Confúcio; pois foi da filosofia de Confúcio, que ocorreu pela Família a União, pela Doutrina de Confúncio a Unidade e por fim gerando pela Evolução da Humanidade  a continuidade de sua Civilização - Fetichista / Científica. Que só ocorreu por não ter a influência do Capitalismo e dos Direitos Humanos. 

Este trecho veio do Livro - 
  • “Ao Povo e ao Governo da República Popular da China”; Livro eletrônico em formato PDF com 182 pgs.
    Acompanha apresentação de abertura em Power-Point com ilustrações e hinos.
O livro aborda a evolução da história da civilização chinesa, as influências externas, as explicações científicas do comportamento da inteligência fetichista chinesa, face à inteligência teológica dos ocidentais e outros temas. Os resultados esperados com a compreensão do modo de sentir, de pensar e de agir do povo chinês, favorecerá a velocidade e a realização dos interesses envolvidos nos intercâmbios comerciais, sociais, culturais, científicos e tecnológicos, minimizando os possíveis desentendimentos que venham a ocorrer involuntariamente entre os brasileiros e de outras civilizações estrangeiras, com a civilização chinesa.
Tendo como objetivo educar e instruir os brasileiros e outros povos envolvidos em intercâmbio comercial, social, cultural, científico e tecnológico com a China, sobre o modo de sentir, pensar e agir dos chineses, de modo a minimizar os possíveis atritos causados involuntariamente no contato entre os outros povos e os chineses, inclusive o nosso.
O livro apresenta uma sugestão de alternativa do regime comunista chinês, com bolsões de capitalismo globalizado, para o regime republicano societocrático-trabalhista/capitalista, de fundamento positivista.
O livro propõe a criação de um grupo de trabalho com a participação do autor-proponente na Academia de Ciências Sociais da China através da Embaixada da China em Brasília, para estudarem as propostas do filósofo Augusto Comte, para uma saída nobre, não só para o povo Chinês, como para outras Nações, objetivando uma espécie de 4a Via.
Face ao crescimento no intercâmbio comercial, social, cultural, científico e tecnológico brasileiro, com a China e ao pouco conhecimento que a maioria dos brasileiros tem a respeito da civilização chinesa, recomenda uma apresentação geral de como sentem, pensam e agem os chineses. Não é um pequeno “manual prático”, mas uma apresentação geral da civilização chinesa.
A formação intelectual brasileira sendo de cunho teológico, terá dificuldades em relacionar-se com os chineses, se não for preparada para entender o comportamento desse povo, no seu modo fetíchico de sentir, pensar e agir.
Esse intercâmbio só tende a crescer, pois, além da dimensão geopolítica e geo-econômica que a China alcança no cenário mundial, todos os olhos do mundo estarão voltados para as Olimpíadas de 2008.
A proposta de sugestão de mudança do regime chinês para republicano societocrático-trabalhista/capitalista é estratégica, porque essa Nação ocupa o topo da formação moral de cunho fetíchico, favorecendo, assim, a evolução mais rápida para um estado científico, pacífico e humanista de regime, sem passar pelos estados teológico e metafísico.  http://www.doutrinadahumanidade.com/livros/ao_povo_e_governo_chines_viii.pdf