Saturday, June 9, 2018

RECRUTA-SE UM ESTADISTA

Para Formular as Funções e os Deveres dos Governados, definindo a Necessidade e o Modo Científico da Subordinação da Política à Moral, segue uma sugestão:
Recruta-se e Selecionam-se Estadistas, para serem Candidatos as Presidências da República, e para compor um Congresso, de uma Nação, cuja população, despreza os Oportunistas, os Corruptos; os não Republicanos; e os seres de elevados Sentimentos egoísta.
Para que possamos definir o perfil, deste futuro candidato, devemos analisar de forma científica, por isso, haveria necessidade de se mostrar, por meio de uma pesquisa*, já realizada, o esclarecimento das normas principais de conduta, isto é, os Deveres, com suas respectivas disciplinas, que a Moral Positiva considera como indiscutível, para os Governantes e Governados; mas existe um forte risco de se deixar vagar-se, quando se realiza tais tipos de pesquisa, por sugestões subjetivas, caso o caminho a ser perseguido, não esteja suficientemente iluminado, pelo conhecimento da origem, da natureza e da evolução das Instituições Governamentais.
* Não é pesquisa junto ao povo que ignora os fenômenos científicos; é junto a evolução histórica – A Humanidade; perceber as Leis Naturais que regem este assunto.
O artigo em causa, não permite, para não se tornar uma brochura, que venhamos a demonstrar, por meio da pesquisa da estrutura e do desenvolvimento destas Instituições Governamentais, com base no Método da Filiação Histórica, de forma científica, a conclusão, de definir quais os DEVERES, que devem ser cumpridos, pelos Governantes e os Governados, para se atingir de Forma Pacífica e harmônica, o conviver Bem Socialmente neste Mundo Terráqueo. Mas se necessário for, com atitudes enérgicas; onde ainda ocorram as graves patologias sociais.
Resumidamente podemos sintetizar o resultado desta pesquisa, isto é, de forma genérica, concluindo que a pesquisa Filosófica da Evolução do Governar, revela definitivamente ser original e espontânea: a permanência, a tendência Sociocrática ou Societocrática, e o desenvolvimento contínuo desta Instituição Fundamental. As perspectivas que este estudo fornece, permite com certeza, determinar com um grau de precisão científica, os DEVERES SOCIAIS cujos sentimentos devem por todo o tempo e em todos os lugares, inspirar a conduta do GOVERNANTE e dos GOVERNADOS, sempre objetivando:
O AMOR POR PRINCÍPIO,
A ORDEM (Patronal) POR BASE; E
O PROGRESSO  (Proletário) POR OBJETIVO.
Vivendo às Claras e para Outrem.
Para tal, vamos alinhavar por pequenos tópicos os DEVERES SOCIAIS e as Funções dos Governantes e dos Governados, para que possamos nos aproximar de um ambiente socialmente saudável.
I ) FUNÇÕES e DEVERES dos GOVERNANTES.
             1.1) Existe a Participação dos Poderes Pessoais.
    1. Qualidades Intelectuais Necessárias aos Governantes.
    2. Qualidades Morais Necessárias aos Governantes.
    3. Qualidades Práticas Necessárias aos Governantes.
    .5) Conclusão
  1. FUNÇÕES E DEVERES DOS GOVERNADOS.
3) A NECESSIDADE E O MODO POSITIVO DE SUBORDEINAR A     POLÍTICA à MORAL POSITIVA; TRANSFORMANDO-A EM SÃ POLÍTICA.

1 ) FUNÇÕES e DEVERES dos GOVERNANTES.
1.1) Existe a Participação dos Poderes Pessoais, para ser    Governante.
Ao se iniciar o estudo da própria natureza dos Governantes, se descobre um erro grosseiro, bem moderno, que se procura excluir, previamente. É o preconceito democrático, que consiste em acreditar que não há homens políticos infalíveis; e que são poucos, sem preconceitos, em se sacrificar, mesmo aqueles, que mostram mais capacidade para a função, porque as origens dos seus sentimentos são para todos, isto é, Altruísta; e os dos individuais, os egoístas, que não são para ninguém.
Esta concepção desastrosa é mantida habilmente pelos ambientes medíocres, interessados em deixar perpetuar esta opinião, que os primeiros e alguns ainda governantes podiam e podem utilizar; e sem nenhuma preparação, comandar a direção da sociedade; mas, na verdade, isto não é um sofisma. Esta falácia encontrada,é verdadeira; qualquer fundamento neste fato, faz com que as verdades positivas ou científicas, fiquem vivazes, enquanto os homens desaparecem; e tendo uma legitimidade política incontestável, tanto que era necessário preservar o vigor do ideal progressista, no meio das fraquezas e perseguições; mas, depois que os sentimentos revolucionários produziram o efeito útil, em geral, nas sociedades Ocidentais, cujas idéias de progresso, enraizaram grandemente na mente moderna; o preconceito do qual nós falamos, ficou pernicioso, enquanto gerava uma desconfiança tímida e crônica, para a consideração de todas as personalidades dominantes.
Sem subestimar a perenidade das idéias que ligam gerações entre si, e que governam a Humanidade; é necessário hoje que o público se certifique desta aberração, que eles podem se constituir e triunfar, sem a disputa das competências e capacidades e dos entusiasmos individuais, que podem, sem dano, desarmar os melhores campeões, e que, por um modo, por força intrínseca, misteriosa, por umas espécies de virtudes mágicas, para qual pode conceder as crença teológica , só eles são espontaneamente capazes de desabrochar e difundir
Realmente, toda a história protesta contra uma idéia paralela e prova peremptoriamente, que em política, como em filosofia, como na arte, e na indústria e em ciência, é sempre, um indivíduo, excepcionalmente talentoso, que resolve as dificuldades inerentes do seu século; tanto que, este indivíduo faz falta, e a intranqüilidade persiste. A Iniciativa e a execução de uma grande reforma, sempre estão relacionadas a alguém ou a alguns poucos. Os Grandes Chefes Políticos não emanam mais das massas, o mesmo ocorrendo com os grandes Chefes da poesia, da pintura, de música, da escultura, da arquitetura, ou das grandes descobertas científicas.
De acordo com a observação de Descartes,
« la pluralité des voix n'est pas une preuve qui vaille rien, pour les vérités un peu mal aisées à découvrir; car il est bien plus vraisemblable qu'un homme seul les ait rencontrées que tout un peuple ».
É o mesmo que pensou e formulou Augusto Comte, com outras palavras, quando disse: Filosofia Positiva, vol. IV , pág. 436-437,
. «O ascendente político duradouro repousa necessariamente, na maior parte, sobre a preeminência intelectual...
«Quando um empreendimento depende de um valor intelectual elevado..., o número de indivíduos não influi sobre a esperança de uma melhora na funcionalidade do órgão e da função em causa; uma vez manifestado, ele que não terá pontos de multiplicidades que possa fazer equilíbrio, a sua preponderância fundamental....”.
«Não tenha nenhuma reunião com Inteligências Comuns, para tão vasto propósito, que a gente, de forma alguma, possua meios de lutar com uns Descartes ou um Corneille»; da mesma maneira, «quando a sociedade necessita de um grande sacrifício, ela não pode ter sucesso ao se compor, com a acumulação ilusória de múltiplas devoções medíocres
Que valor teria tido, por exemplo: os princípios da fé e da moral monoteísta, que foi introduzida no Mundo, pelo Judaísmo, sem a incomparável série de Profetas; os princípios do Cristianismo, sem o Santo São Paulo, sem os Bispos dos primeiros séculos, sem os Papas que constituíram o poder espiritual, para o surgimento da Idade Média; os princípios da realeza, sem os Grandes Monarcas que a representou; os princípios da Revolução Francesa, sem os Grandes Convencionais; finalmente os princípios Filosóficos das Ciências, e do sistema de opinião, que disto resulta, e os gênios coordenadores, tais como Aristóteles, Bacon, Descartes e Augusto Comte?
Todos os grandes movimentos da civilização tiveram o ponto de partida no impulso do entusiasmo dado por um grande homem . Para fingir o oposto, nega-se esta evidência; subestima-se a utilidade dos Chefes, em empreendimentos; imagina esta absurda quimera, de uma função realizada, sem um órgão próprio, para realizá-la.
O papel dos indivíduos é preponderante em todas as operações políticas. A rota que segue os acontecimentos deste tipo, depende, bem mais desses dirigentes, que das vagas idéias propagadas pela multidão contemporânea; devido as políticas serem, acima de tudo, uma arte prática; os problemas para os quais esta arte conflita, varia incessantemente, e, na realidade, de acordo com a profunda máxima de Danton, que não há governos provisórios : “ que só se destrói verdadeiramente, o que é substituído
Finalmente, «toda a real força social resulta de uma convergência mais ou menos grandiosa, expressa por um único órgão individual» (1). Política Positiva, Augusto Comte, II, pág. 265.
O Governante eficiente não é um ponto de abstração; e nem é uma entidade metafísica; é uma realidade concreta, viva, e não encarnada em nenhuma das Assembléias Irresponsáveis; mas em um homem ou em um número pequeno de homens, de natureza privilegiada, que é freqüentemente incompreendido, e mesmo sendo odiado pela multidão ignorante, para felicidade da qual, eles juram até mesmo oferecer as suas vidas.
Para determinar racionalmente, suas Funções e seus DEVERES, o método mais simples é então observar os homens de governo que surgiram ao nível da tarefa, e retirar destas observações as qualidades e procedimentos que os distinguiram.
Porém, é fácil notar que a ambição vulgar do poder, não era suficiente para inspirar o trabalho fértil destes pioneiros da civilização, destes eméritos condutores dos rebanhos de suas ovelhas; favoritos da sorte, além de, realizar a Harmoniosa Assembléia da maior aferição intelectual, moral e pratica. Estas graças, a este conjunto de condições, foi que os fizeram poder se tornar, em certos momentos da história, a personificação da sua Nação; o emblema da solidariedade de todos esses elementos, a síntese de suas aspirações e seus interesses gerais, o símbolo de sua existência e de seu destino.
Estas diversas qualidades, que o Cardeal Duque Armand Richelieu sintetizou em quatro: «a capacidade(*), a fidelidade, a coragem e a aplicação», que se preocupou em acrescentar que, «contenha muito dos outros» (1), outros que sejam altruístas. (*) capacidade, a competência e o altruísmo
É tão reduzido o numero de Líderes, que eles não se encontram com facilidade; ele tem que ser sincero, o que estrutura desta forma, os maiores Homens de Estado; mas eles têm que agir com um ideal, e têm que ser avaliado por todos os Governantes, quaisquer que eles sejam. (1) Testamento Político de Rechelieu, Seção I , Capítulo VIII.
1.2) Qualidades Intelectuais Necessárias aos Governantes.
   As qualidades intelectuais são as faculdades principais e primordiais que um Homem de Estado tem que possuir; elas são, mais que tudo, necessário ao exercício de sua função; porque «é a cabeça, e não o braço, que governa e conduz os Estados» (2). Richelieu. Testamento Político, Seção I, capítulo VII, Sect V,
 Realmente, os fenômenos sociais são mais difíceis de serem analisados e de se entender, no meio de todos os outros fenômenos, que o Ser Humano pode contemplar.
Porém, os Homens de Estado, não são somente levados para observar estes fenômenos, como espectadores desinteressados, como ocorre com os filósofos; no entanto, eles participam realmente, no palco da vida, desde os primeiros Grandes Dramas da História Universal ; e a missão deles é intervir em aventuras, para devolver aos seus aliados, quando possível, o Bem Estar Social.
A razão científica, deve ser, para o Homem de Estado, a regra principal de sua conduta, que apesar de sua forte vontade e de possuir a mais temida autoridade, é livremente acolhida por esses que sofrem.
«Se a autoridade obriga a obediência, mas a razão persuade; por isso, é mais próprio conduzir os homens, por meios de eles ganharem insensivelmente suas vontades; do que por aqueles métodos, que na maioria das vezes os fazem agir forçado.” Testamento Político – Richelieu – II Parte – Capítulo II
Em geral, Homens de Estado têm que se deixar até mesmo se surpreenderem através dos eventos; eles os têm que sentir os prever de maneira a poder dirigir oportunamente, o curso dos seus planos; e por meios apropriados, quando eles não podem evitar uma explosão social.
Para o corpo social, como também para o organismo individual é mais fácil de prevenir as doenças, do que curá-las, e a higiene protetora é de muito mais importância na Arte Política, que os enganos cometidos; que têm uma repercussão profunda e prolongada; eles pesam, não só nos autores, como também em todos seus contemporâneos, e mais ainda sobre a posteridade.
É por isso que os Políticos devem refletir por muito tempo, nas novas alternativas, com novas medidas; que eles projetam, visando considerar todos os seus aspectos, e pensar em todas as reações que elas podem criar, e suas respectivas conseqüências, antes de colocá-las em prática.
Sem dúvida, « existem certas ocasiões, para as quais não são permitidas deliberar muito tempo, porque a natureza do assunto não permite isto; mas nesses que não são deste gênero, é mais seguro aguardar no tempo, para recompensar, pela sabedoria da execução correta; a demora que se justifica pelo desejo de melhor resolver. ».....
«... Mas é necessário dormir como o leão, sem fechar os olhos, que devem estar continuamente abertos, para prever os menores dos inconvenientes, que podem aparecer;... » (1)
Os homens Governantes têm por necessidade possuir uma rara sagacidade, e de uma excepcional atitude de observação, concreta e abstrata, para a meditação indutiva e dedutiva; eles não são recrutados, entre estes seres brilhantes e desembaraçados, volúveis, agradáveis, de magnífica oratória; que Richelieu estigmatizou quando disse que « suas inteligências se vaporizam no discurso.
«Pelo contrário, é necessário de acordo com a opinião deste grande ministro, aquele que não souber também invocar, mesmo como sendo uma autoridade teórica, deve escutar muito mais, e falar muito pouco, para realmente bem agir; para o governar de um Estado. »
Finalmente, é necessário, às vezes, que os homens de Estado – Estadistas tenham bastante audácia nos seus raciocínios e gênio pessoal, para preceder o tempo, e evitar o risco de não se tornar impopular, como estes reformadores, dos quais Augustus Comte descreveu a situação, de forma comovente, neste belo parágrafo abaixo:
“ No desenvolvimento ordinário da sociedade, o Público assiste espontaneamente seus guias- líderes, porque a marcha se realiza sob um sentido de impulso unânime. Mas as dificuldades peculiares aos tempos de transição ficam naturalmente agravadas pela resistência, passiva ou mesmo ativa, da massa social, contra as almas de elite, que são as únicas que então compreendem o conjunto das necessidades humanas. Quando cumpre modificar ou renovar a doutrina fundamental, as gerações sacrificadas, no meio das quais se opera a transformação, permanecem essencialmente estranhas a esta; e a miúdo se lhe tornam essencialmente hostis. A massa dessas gerações não participa, da marcha geral da Humanidade, senão pela elaboração, sempre necessária, do tesouro material; longe de secundar o surto intelectual e moral, ela estorva os esforços excepcionais, votados a este surto. Tal situação obriga os dignos servidores do Gran Ser ( Família, Pátria e Humanidade) a se libertarem especialmente das influêencias contemporâneas, contemplando o futuro que eles prepararão e o passado que os ampara” ( Augusto Comte- Appel aux Conservateurs, - pag 37; e na tradução de Miguel Lemos, na pag.55)
Todas as aptidões intelectuais para realizar o governo, que nós à pouco enumeramos, possa até certo ponto ser adquirido, com ajuda de uma Educação Sentimental, satisfatória.
Assim, as Políticas sendo uma Arte da Experiência, na qual a imaginação deve ser dócil cervo da observação, e não uma arte da inspiração e do sentido; é indispensável daqui em diante, que esses que têm que exercitar, o se familiarizem com suas mentes, em um método positivo, isto é, científico; e que eles se disciplinem previamente, por uma forte educação científica, e acostume ver, em todos lugares e sempre, coisas como elas são, e não por invenção subjetivista, da imaginação plena.
Um real homem de Estado – Estadista deve ser então, hoje, livre de preocupação de toda teológica e metafísica; não devem esperar por nada de uma intervenção providencial ou de explicações por entidades; ele têm que considerar os fenômenos sociais como fenômenos humanos, da qual a observação, só permite descobrir as Leis Naturais, que as regem, cientificamente.
Não se transformam as Sociedades pelos processos milagrosos.
Podemos substituir um costume por outro costume, mas leva tempo.
Hoje em dia as mudanças só ocorrem pelo medo e pela punição do não cumprimento das Leis do Direito, citadas muitas das vezes inadequadas a sociabilidade humana, para os adultos; e pela Educação dos Sentimentos nas crianças dos 9 meses da geração até 14 anos, pelo conhecimento dos DEVERES, com suas respectivas disciplinas.
Concebido assim, a Política é uma arte, que fica mais difícil, de se dominar.
No entanto o empirismo, não é mais suficiente para exercê-la prudentemente. Para torná-la sistemática, os estudos sociológicos e morais são indispensáveis, para aqueles que desejam praticá-la com competência e perícia; por isso os homens contemporâneos de Estado, não têm mais o direito de ignorar as Ciências Sociais - Biológica, Sociológia e a Moral Positivas.
Por exemplo, os conhecimentos aprofundados da estrutura fundamental das sociedades humanas os resguardariam, definitivamente, contra um grande número de erros e faltas graves.
Uma melhor avaliação da instituição hoje existente, como a família, a propriedade, o governo, lhes permitiria olhar brevemente, e talvez perceber todos os perigos das concepções efêmeras dos legisladores, viciosos ou perturbadores, que muitas das vezes tem sucesso triunfal nas Assembléias Parlamentarias.
Da mesma maneira, um conhecimento mais geral da evolução da Humanidade que multiplica e desenvolve diferenças, nos salvaria de uma legislação inspirada pela perseguição de uma igualdade quimérica; colocariam-nos além de protegidos de gostos e de ganância, dos arranjos agressivos e dos sonhos imperialistas de alguns governos, que são como um anacronismo, no nosso século de civilização industrial, em procura da Paz; mesmo neste momento ao estarmos passando por período de grandes agressões Mundiais. ( Israel x Palestinos – USA x Restante do Mundo ) 2014
De todas as maneiras, como os homens de governo têm por função de dirigir a evolução contínua de Nações, que eles representam; eles não podem respeitar as leis históricas que regulam estas evoluções, sem as estudar; bem como tomar conhecimento da filosofia da história; é a eles, muito mais necessário, que todo seu trabalho dominado pelo passado, faça com que sua base de operações, seja uma situação criada para mantê-lo.
Não obstante, estas não são nem dos eruditos, nem de professores, e muito menos de pensadores, que fazem necessários ao comando do Estado.
«nada é mais perigoso para o Estado do que aqueles que querem governar os reinados, por máximas tiradas de livros. Eles os arruínam totalmente, porque o passado não se integra ao presente, e a constituição dos tempos, dos lugares e das pessoas são diferentes. ( Richelieu, Testamente Politique, 1a Parte, Capítulo VIII, seção II)
«A capacidade dos conselheiros, só requer bondade e firmeza de caráter, solidez de julgamento, verdadeira fonte da prudência, tintura razoável do escrever, conhecimento geral de história e saber a atual constituição de todos os Estados do Mundo, e em particular o seu. ( Richelieu, Testamente Politique, 1a Parte, Capítulo VIII, seção II) .
Foi o que disse o Grande Frederico da Prússia :
«Se eu tivesse uma província para castigar, eu a daria para governar à um filósofo» .
Vejam o que nos deixou o FHC, Acadêmico, Sociólogo, Filósofo e Político, com dezenas de títulos de Honoris-causa, que satisfizeram a sua Vaidade; ele pensou nele, não em nós. Jamais foi Estadista.
Em política, é necessário realmente se preocupar muito mais com aplicações práticas, que com pesquisa especulativa; porque não é saber como decidir, de acordo com as considerações gerais, relativa a uma sociedade e os tempos distantes; é necessário agir em um estado concreto e preciso de uma maneira imediata, com os fatos presentes, vendo seus reflexos no futuro.
Não podemos tomar esta atitude, com autoridade de mando, para reunir as idéias que servem para dar a “ luz principal da informação mais completa” , em todos os detalhes da situação e sobre suas considerações; o que importa é colocar para si, as idéias que estimulam os homens a formularem os seus pensamentos.
Porém, nada disto tudo pode ser aprendido nos livros; nós mesmos não somos capazes de puxar um conhecimento da natureza humana; conhecimento tão precioso, para os homens de Estado, que tem que manter, com vigilância, toda a ilusão sobre os homens e na verdadeira e real fonte dos sentimentos que estimulam esses que os cercam.
«A política não faz os homens; Ela os usa como a natureza os faz » (2) Aristóteles, liv. I, cap. III, & 21
Então, como agi o nível da intelectualidade do político; não é esta sua vigilância que traz o fazer, que todo o cidadão educado e honesto, poderia executar, no seu lugar; é a capacidade para prever claramente e muito depressa, a solução que convém adotar, nos casos difíceis, em face do qual, o homem comum fica indeciso e inerte.
Seguindo uma observação de Tácito (61 a 120 dC) que desenvolveu a filosofia moral, na história de Roma, sempre lembrado por Piérre Laffitte, que citava com muita razão, esta sua frase :
«Nos tempos de revolução, o difícil não é cumprir o dever, é saber qual é o dever a ser cumprido.»
Só, os gênios políticos descobrem a necessidade predominante e previamente, no tempo deles, e aplicam suas ações, para satisfazer de imediato estas necessidades.
        Competir com estes grandes mestres práticos, é necessário que o Estadista Moderno seja dotado de toda Inteligência, de forma sistemática, inteiramente destituído de toda a teologia e de toda metafísica racional; que ele esteja realmente, não no período de tempo que ele deseja, isto é, no seu sonho, mas sim no tempo real em que vive, e que, seguindo o método positivo que o ilumina e o dirige, daqui em diante, em todas as demonstrações da atividade mental, científica filosófica e pratica; esteja convenientemente preparado, para estar aparelhado para abafar o amanhã, que será adorado como o ontem, se o novo estado das ordens das coisas, for por ele assim socialmente comandado; é necessário que conforme ele vê à sociedade, e não como a sociedade o enxerga, que ele não se obstine nos empreendimentos estéreis, que a sabedoria e o patriotismo igualmente condenam, e que não hesite deixar “ rastros batidos”, quando partir para definir e aplicar, os novos destinos de sua Nação; é necessário que possam evoluir e ajustar, em uma palavra, aquele que tem a iniciativa e o ascendente de um pensamento forte, e é por isso, um homem de ação; porque a patologia social, constantemente acontece novamente, e os homens de Estado são os engenheiros da sociologia; são os construtores de Nações: Mais que qualquer outra coisa, eles devem primeiramente pensar, para depois agir.
    Em resumo, é pela iniciativa social, por um meio do instinto orgânico, construtor, e por uma coragem sábia, teórica e pratica, que os Estadistas, que se separam da “Turfa dos Políticos” , que sobem à dignidade de chefes, que eles se tornam, verdadeiramente, os dirigentes, guias e iluminados, para o concidadão, que eles encarnam na unidade moral, material e histórica, na esperança do destinos do país, que eles representam, e se tornam assim a cabeça do corpo nacional.
A função do governar não só é representar, administrar e cuidar do funcionamento do bom mecanismo social; ele é também, além de dirigir, orientar a sociedade, para atingir uma determinada meta, isto é, como o seu nome mesmo indica, ele vem preencher, mutatis mutandis , o papel do timoneiro que segura o leme do navio, acumulando com a responsabilidade do comando, com um porto de destino, definido.
Por estas várias razões, é que, não é possível, ser confiadas as funções governamentais de elevado escalão, para jovens dotados ou hiperdotados.
« A Mocidade é pouco dotada para o estudo da política (sã política); porque a ela falta a experiência das coisas de vida Que são precisamente, essas, de que tratam esta ciência (Arte)» (1) Aristóteles. Moral liv. 1º., cap. 11
A Arte de governar só se adquire pela experiência (2) . Aristóteles, Moral, liv. X, cap. IX,
Porém, a melhor fonte desta experiência, tão necessária, é naturalmente, a longa prática dos negócios públicos.
A estabilidade ministerial é uma condição primordial, para a formação de um grupo governamental, instruído e capaz; e os povos que desconhecerem esta condição, comprometem seriamente, em não fazer predominar os interesses mais preciosos de cunho republicano; eles se expõem a ter só governos de passagem, sempre debaixo dos seus restritos deveres.
Os gabinetes dos ministros, seriam formados por funcionários públicos do ministério, de carreira, concursados, indicados pelas próprias comissões destes trabalhadores de cada Ministério, referendados por eleição das indicações dos seus próprios companheiros de cada ministério, por mérito – capacidade, competência, situação e Altruísmo, que por sua vez selecionam por ad-referendum entre eles, do primeiro escalão, uma lista tríplice, o Ministro: que será escolhido pelo Presidente da Pronunciadura Republicana, para tomar parte da Câmara de Orçamento e Gerenciamento, do Sistema Republicano Societocrático.
O valor e a importância das funções governamentais ministeriais e de Assessoria, quando ocupadas por pessoas sem preparo e vivência, que passam os seus cargos, de um para o outro, sem dificuldades de provas de mérito, para a função, prejudicam grandemente o Bem Estar Público.
A estabilidade ministerial é muito necessária, pois que não só tem o efeito de instruir os homens do governo; como de aperfeiçoa-los intelectualmente.
A função cria o órgão.
Muitos Estadistas chegam ao poder, bastante mal formados para a função que são encarregados de executar; mas, como eles já estão investidos desta função, eles são orgulhosamente dominados pelos deveres que esta função impõe; eles são suscetíveis de se modificar e de se ajustar; e eles se regeneram e alteram seus métodos, para uma visão mais Moral, das necessidades de sua Pátria; quando assessorados por estes Ministros de Carreira, com formação de Moral.
A força modificadora da eficiência do exercício do poder, é tal que, a inteligência do Estadista, passa a perceber, o que era anteriormente critico ou revolucionário, se modificar, rapidamente, sobre a influencia dos homens de governo de carreira e de grande mérito.
Não obstante, a fonte mais viva, a mais pura e mais durável, da inteligência política, sempre será o Sentimento Social, o Amor do Bem Público e a Devoção Cívica; engano daqueles que pensam que a vigilância fica rapidamente cansada e a sagacidade fica obscura.
Eis aqui um alerta ao governante que sai, e ao que entra no poder.
Ainda sonho com o prazer de ver tais modificações no seio do Poder de Minha Pátria !
1.3) Qualidades Morais Necessárias aos Governantes.
As qualidades morais superiores, não são menos indispensáveis, aos Estadistas, que as qualidades intelectuais: por um lado, porque é impossível ver as necessidades dos outros distintamente, quando a pessoa é dominada pelo interesse pessoal, isto é, o egoísmo; por outro lado, porque nenhuma política de poder pode subsistir, especialmente hoje, quando não apóia a estima pública, que constitui a base mais sólida da autoridade governamental.
É por esta razão, que Augusto Comte reprovou, no que diz respeito aos homens públicos, a legislação que exclui a vida privada, do livre controle da opinião.
Porém estamos autorizados pela história, a considerar como secundárias as imperfeições e mesmo quaisquer vícios dos governantes, a não ser que eles venham a incitar, o desconsiderar e o trair dos DEVERES SOCIAIS, que eles mais especialmente devem propagar.
Por exemplo, alguém repete um lugar comum, que pode ser qualificado de tolice, quando culpa um político por ser ambicioso; sua função e seu dever são de ser; ele deve somente, controlar a ambição, não procurar satisfações exclusivamente pessoais, mas usar o poder para alcançar algumas assistências sociais importantes.
«O governo é como todas as coisas do mundo; para ser preservado é necessário gostar dele. Jamais ouvimos dizer, que os reis não gostam da monarquia e que os déspotas odeiam o despotismo». Montesquieu, Espirit de Lois: de l´éducation dans le gouvernement, I , pag. 162.
«Minha profissão, é reinar», disse Frédéric II, - 1712 - 1786, modelo de Estadista, do período moderno, que reconcilia a ditadura temporal com a espiritual – com vista a liberdade, a fim de eliminar a anarquia dos parlamentos e a ditadura dos tirânicos.
A ambição e o gosto do comando são qualidades muito legitimas dos Estadistas; estas qualidades são até mesmo necessárias; e ele é o primeiro a se congratular, caso seja censurado, devido suas obediências, quando estas forem tomadas para fazer a felicidade dos outros.
Em contra partida, é necessário aparecer impiedoso para aqueles que, só enxergam os meios de alimentar alguns apetites egoístas, para melhorarem na posse do poder; porque, não só esses são privados da integridade mais vulgar, bem como não só eles traem o mandato, que é confiado a eles, mas eles são levados a assimilar o comportamento dos corruptores do espírito público.
« Os Interesses públicos devem ser o único objetivo daqueles que governam; ou ser o menos preferido, daqueles que sentem vantagem por serem individualistas. Rechilieu – Testamento Político, Segunda Parte, Chap. III
“ É impossível de conceber o bem que um príncipe faz, quando ao se dedicar nos seus afazeres, segue este princípio (republicano)religiosamente, e não se poderia imaginar, o mau que advém a um Estado, quando se prefere os interesses particulares aos públicos; e que estes últimos, venham a ser regulados por terceiros. Rechilieu – Testamento Político, Segunda Parte, Chap. III
«A verdadeira filosofia, a lei Cristã e a política, ensinam tão claramente esta verdade, que os conselheiros de um príncipe, não poderiam a todo momento alerta-lo de um princípio tão necessário; e muito menos o príncipe, estaria disposto a castigar severamente, aqueles do seu conselho, por serem tão miseráveis, por não o praticar.» Richelieu. Testamente Politique, Segunda Parte Chap.III,
Os últimos sucessores de Louis XIII, infelizmente não adotaram este conselho sábio, é com grande certeza, que a queda da monarquia francesa foi provocada pela putrefação profunda das classes dirigentes, que eles deixaram proliferar, sem nenhuma oposição, e muitas das vezes, eles mesmo somavam com seus trabalhos egoístas.
A elevação do Sentimento não nacionalista, de uma certa magnanimidade, de um Amor profundo de Pátria, de um constante desejo em colaborar em seu aperfeiçoamento, para sua grandeza, e para o Bem do Povo, mantendo a noção de Família; e daqueles que a compõem, são algumas das condições essenciais para servir utilmente, a uma Nação.
Mas, com respeito à moralidade dos Estadistas, a estabilidade e o longo exercício da função, não é indiferente; pelo contrário, eles contribuem ativamente à educação destes homens, e para a transformação de sentimentos que os estimulam, quando eles procuram a conquista do poder; porque eles são primitivamente pela ambição pessoal, mais que pela preocupação do interesse público, e, para chegar aos seus objetivos, muitos empregam os meios pouco recomendáveis.
A posse prolongada do poder os aperfeiçoa moralmente, e mesmo intelectualmente; desde que exista uma Constituição Societocrática e um Congresso, cuja finalidade seja de fiscalizar as atitudes dos planos morais, intelectuais e materiais do governo; e o cumprimento do orçamento aprovado; com uma Justiça com noção de Moral; que saiba julgar não só os Direitos, mas primeiramente os DEVERES não Cumpridos.
Realmente, por se gostar da função que se dedica com mérito, e por ser voltado ao Bem Público, torna-se habitual a sua defesa.
«Os mesmos sucessos do termino da ambição, ordinariamente por inspirar a devoção social, que não existiu nos primeiros momentos; de menor intensidade ocorre esta reação moral, que faz acontecer nas naturezas (pessoas) que não são, nem muito viciosas, nem muito indisciplinadas» Augusto Comte. Política Positiva; II, PÁG. 297,
Finalmente em todos os casos, compete afirmar, que ao se estudar a evolução do órgão governo; o instinto de ambição pessoal, dos detentores do poder, cada vez mais, ficam subordinados, ao sentimento social, pelas influencias das instituições governamentais; no sistema societocrático, esta verdade torna-se-à mais acentuada.
Mais que seus antecessores, o Estadista moderno deve se inspirar nos seus sentimentos de ordem Altruísta, de fazer o Bem dos Outros, isto é, ser Social.
A sua função, não tem outra razão plausível, que a de servir ao bem público, de sua Pátria, e até mesmo da Humanidade, onde, nesta última, as relações de cada pátria, com as outras, tem que dar a todos os governos, uma concepção mais direta e mais precisa, que a massa, das populações mais vulgares, oferecem.
Mas a história da instabilidade da Humanidade, mais especialmente se deve aos Estadistas Ocidentais, porque a grande parte destas Nações, tem interesses interdependentes, múltiplos, são de sociedades lideres e de grandes poderes bélicos de defesa e de ataque; donde a dominação, sobre os povos ditos atrasados, subdesenvolvidos, do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, ou países emergentes, como são rotulados; que eles desejam que permaneçam nestes estágios; para continuarem a explorá-los, de forma econômica, ou esvaziá-los de suas matérias primas não renováveis, pelo sistema capitalista existente, não os deixando melhorar suas condições sociais, dando condições naturais, à estas Nações Ocidentais, conhecidas como do Primeiro Mundo, formarem uma associação, isto é, o G-8 , onde eles transformam em deveres, os direitos que eles atribuem com certeza ser seus.
Não há duvida que tem melhorado bastante, por um lado, principalmente na Europa, com a criação da União Européia, idéia esta já registrada por Augusto Comte, no século retrasado, com o nome de República Ocidental, que teve o seu início desde Carlos Magno, que foi o fundador histórico desta República; mas que abrange todos os povos ditos europeus, incluindo a Turquia e a Rússia. Nesta época, já registrava Augusto Comte, no seu livro - Sistema de Política Positiva, seu tratado de Sociologia Científica, no volume I, pagina 386, numa visão mais ampla, ao propor, naquela época, uma moeda universal, com a esfinge de Carlos Magno. Após 151 anos, a França lançou o seu EURO, com a esfinge de Carlos Magno. Coincidência ou não, a escolha foi bem feita.
 Que previsão!
Estes Estadistas têm que conciliar o Amor da Humanidade, com os das suas respectivas Pátrias; bem como subordinando as Pátrias à Humanidade; e subordinando as Famílias de sua Nação às suas Pátrias; e que os indivíduos, sejam subordinados as suas respectivas Famílias; (1) - eles devem rejeitar a exploração, a tirania, a exterminação colonial, bem como também (2) - repudiar as políticas de expansão territorial –( É inadmissível a anexação, seja qual for o pretexto ! Piérre Laffitte), a Primeira é porque ela é uma política de bárbaros, degradante e funesta pela Moral Ocidental; a Segunda porque é contrária a evolução pacífica, já demonstrada pela Filosofia da História, que nomeia como destino, à HUMANIDADE *; e não é mais que uma Política Perturbadora e Retrógrada; chega ser nojento, para o Século XXI; que ainda ocorra conflitos desta ordem. (*)Entende-se por Humanidade, o conjunto dos seres convergentes, do passado, do futuro e do presente, que concorreram, concorrerão e concorrem, para a melhoria do Bem Estar do Ser Humano no Planeta Terra.
1.4) Qualidades Praticas Necessárias aos Governantes.
A síntese cerebral, que ocorre em cada um de nós, se traduz exteriormente, pelos três meios de expressão: oral, escrita e mímica. Mas o conteúdo e as variações das intensidades dos sentimentos – as emoções, e o grau de inteligência envolvidos, nestas expressões, estão no caráter; pois este é mais fácil de ser verificado e comparado, do que, o que o coração sente ou inspira, e o que a inteligência concebe.
Porém, o homem de Estado deve ser, por excelência, como foi estabelecido acima, um homem de iniciativa e ação, com vivência prática; audacioso bastante para assumir decisões de responsabilidade, para levar no momento crítico, ou na hora certa, circunstâncias novas; é então necessário que o seu caráter seja forjado, para atingir uma tempera, particularmente vigorosa; e que ele possua, um mesmo nível de coragem, de prudência, e de perseverança, sob a respectiva inspiração, das quais ele deve agir, de acordo com a ocorrência do fato.
Assim todos os grandes homens políticos, não se cansam com suas atividades, possuem uma energia incomparável; eles procuram a tarefa, com uma perseverança fenomenal, e, freqüentemente, eles se tornam admiráveis heróis.
Realmente, os Estadistas primeiramente e continuamente necessitam de coragem: defender e fazer triunfar suas sugestões e opiniões; quebrar resistências para as quais eles colidem; lutar contra as intrigas, as conspirações, os invejosos e os adversários, contra qualquer um desmascarado ou oculto, que sua situação , venha causar inevitavelmente; para enfrentar ódio nas festas, os brados da multidão delinqüente, onde atuam os demagogos; como também para esses das classes privilegiadas, que defendem os abusos dos ambiciosos, os beneficiando; finalmente, encarar com tranqüilidade, as desilusões, as amarguras, as ingratidões, as traições, e até mesmo os perigos de morte, que são muito freqüentes, e são considerados, como um dote do poder.
«Se a integridade do Conselheiro de Estado, requer que seja a prova de toda a sorte de interesses e de paixões, ela quer que seja também das calúnias, e que todos os obstáculos, que se lhe puser à frente, não o possam desencorajar, do Bem Fazer. RICHELIEU Testament Politique, 1aparte, chap. VIII, sec. III
«Deve saber que o trabalho que se faz para o público, não é em geral reconhecido, por nenhum particular, e que não se deve esperar outras recompensas na Terra, além do renome, próprio a ser pago pelas grandes almas. . RICHELIEU Testament Politique, 1a parte, chap. VIII, sec. III
« Além disso, deve saber que não é senão das grandes almas, servir fielmente aos reis, e suportar a calúnia, que os maus e os ignorantes imputam à gente de bem; sem que possam desgostar-se, nem afrouxar o serviço que se é obrigado a prestar. RICHELIEU Testament Politique, 1aparte, chap. VIII, sec. III
« Deve saber, ainda, que a condição desses que são chamados ao manejo dos negócios públicos – funcionários públicos, é muito de lamentar, por que embora façam o bem, a malícia do mundo diminui a glória, representando que melhor se poderia fazer, mesmo que isto fosse completamente impossível . RICHELIEU Testament Politique, 1a parte, chap. VIII, sec. III
«Enfim ele tem que saber que aqueles que estão no Ministério do Estado, são obrigados a imitar os astros, que não obstante os latidos dos cães, não deixam de iluminá-los, segundo o seu curso; o que deve obrigá-los a desprezar de tal forma tais injúrias, que sua probidade não possa ser abalada, nem eles afastados de marchar com firmeza, para os objetivos que propõem, para o Bem do Estado. » Richelieu - Testamente Politique, 1a parte, chap. VIII, sec. III
Porém, a prudência que perfeitamente se ganha com as longas meditações e a completa maturidade; que requerem normalmente, a importância das decisões a se realizar, não é, menos que a coragem, necessária ao Estadista; ele se põe protegido da impaciência e da precipitação, e da influencia daqueles que fatalmente o desconsidera, e de alguns de aspectos secundários do problema, que ele deseja resolver, e desta forma não se arrisca, em cometer sérios enganos.
Não se deve esquecer que, de acordo com a expressão de Montesquieu, «a política é uma “lima sega”, que usada e atritada, chega lentamente ao seu fim » ( Espirit des Lois, liv. XIV, Chap. XIII )
Não obstante, a qualidade mais indispensável aos Estadistas, é a firmeza, não só porque eles são os detentores da autoridade máxima ,por eles terem que fazer, serem respeitados; sem falhar, as engrenagens da força pública, símbolo desta autoridade; mas a primeira virtude de um chefe, qualquer que ele seja, é saber para onde ele quer ir; e desta forma arrastar os outros, sem deixar de ser, o líder; e sem deixar abalos causados por todas as agitações laterais ou secundárias, que venham ocorrer.
Nenhuma direção ou comando persistiria, sem esta condição elementar, isto é, da firmeza. Assim não se pode obter, o resultado eficaz, a confiança e a devoção dos comandados, sem este atributo.
A pior das faltas de um Estadista, é a indecisão, é a fraqueza.
«Erros que eu cometi, disse Louis XIV (*), e que me deu infinitas dores (infinitos problemas), foi devido a complacência, por me deixar levar muito negligentemente pelas opiniões dos outros. Nada é tão perigoso quanto a fraqueza, de qualquer natureza que ela seja. Para comandar os outros é necessário estar superior à eles; e, depois de ter ouvido, o que vem de todos os cantos ou lugares, a pessoa tem que determinar pelo julgamento, que deve ser feito sem preocupação, e sempre com o pensando voltado a não ordenar nada, nem executar o que seja indigno, de si mesmo e do seu caráter, pela Grandeza do Estado». (*) Mémoires: Voltaire em: Séculos de Louis XIV - XXVIII.
Especialmente, é necessário aos Estadistas, terem a capacidade de resistir as importunidades dos amigos, quando eles lhes pedem concessões de favores e de injustiças, que são prejudiciais ao equilíbrio dos interesses e da boa reputação do Poder.
Seguindo a profunda observação que fez Richelieu, no seu Testamento Político, é por todos os pontos de vista, uma fonte inesgotável de observações, que jamais se tornará velho ou obsoleto, «os príncipes concordam fortemente com os regulamentos gerais dos seus Estados, porque assim o fazendo, eles não têm perante aos seus olhos( perante a sí) senão a razão e a justiça, que beijam alegremente, quando não acham obstáculos que os desviam do bom caminho. Mas quando a oportunidade se apresentar para pôr em prática os princípios estabelecidos, eles sempre não mostram a mesma firmeza, pois se deixam levar, pelos interesses de terceiros e quartos, pela piedade, pela compaixão, pelo favor e pelas importunações, que lhe são apresentadas ; e que se opõem aos seus bons desígnios; e não tendo eles freqüentemente bastante força para vencer a si próprios, e desprezar as considerações particulares, que não tenham nenhum peso, com respeito ao (bem) público» Richelieu -Testament Politique, Segunda Parte, chap. III.
Isto é, um grande perigo, que sempre vem ameaçando a República Federativa do Brasil, porque estes governos passam, mas não realizam quase nada para o bem público; tudo que os Governos, freqüentemente tem feito, é submeter-se as exigências da clientela parlamentar, ou da sua própria clientela eleitoral, e não procura defender, com lealdade, os interesses superiores e independentes dos quais eles foram levados a ser Sentinelas ou Guardiões, de nossa Pátria.
O esforço do novo Presidente eleito, pelo sistema democrático , com as melhores das boas intenções de pacto social, com grande probabilidade, em quatro anos de governo, devido a conjuntura do mundo capitalista internacional, com suas idéias de globalização, e de subordinação aos planos Imorais do sistema financeiro Internacional, e de nossas elites desprovidas de Altruísmo e Patriotismo; provavelmente não criará algo substancial, para os brasileiros; pois infelizmente depende de negociar com uma Assembléia, como todas as outras, formadas de políticos clientelistas; de curta noção de Rés- pública; vindo assim provar mais uma vez, que não basta mudar os homens e mesmo os objetivos, para o caso brasileiro, se não mudar o regimen, para um outro mais adequado à facilitar o tramite das boas idéias sociais e morais, e com uma Nova Constituição, fazendo incrementar a responsabilidade do Presidente de Nossa República, para reduzir o poder político dos políticos, nas Assembléias; que sempre foram e serão altamente retrógradas, e que terão como objetivo principal, o maior poder de fiscalização com suas CPI(s); mantendo sempre a Liberdade de Imprensa, e outras ações simultâneas, como já poderão ser conhecidas em outra oportunidade, na sugestão de um protótipo constitucional, que já está escrito até a pagina 200 – Cujo Preâmbulo  apresentamos agora: http://sccbesme-humanidade.blogspot.com/2012/07/suggestion-of-universal-constitution.html
Porque, hoje em dia, para legitimar o poder, inventaram a sabedoria popular, manifestada pela eleição, pelo tão falado Sufrágio Universal, para substituir a hereditariedade aristocrática. Ora, o processo eleitoral democrático vigente, se baseia em duas falácias. Primeiro que os votos são iguais, tanto dos bem intencionados como os dos interesseiros, os dos competentes com os dos incompetentes, dos honestos como os dos corruptos etc. . Segundo a maioria tem razão, quando em geral , não tem. Caso se eleve o numero de votantes, o nível moral e intelectual baixa. Mas a verdade é que, no fundo, a eleição democrática, não passa de uma ilusão, visto que o povo não escolhe ninguém; no máximo decide entre candidatos apresentados pelos grupos mais ativos. Como é do nosso conhecimento, a legitimidade atual do governo resulta da força que representa, pois, a Sociedade é um Conjunto de Órgãos - Ser Coletivo – mas que só age por intermédio da interação entre as funções de cada órgão.
Quanto a sucessão, a regra da temporalidade é ILÓGICA. A continuidade administrativa permite aperfeiçoar o exercício dos negócios públicos e afasta as ambições vulgares e desenfreadas. Basta estabelecer os limites de idade máxima e mínima 55 a 70 anos; e termos uma constituição Sociocrática e não Democrática; para disciplinar alguma provável ação tirânica.
Quanto ao sistema Parlamentarista, não apresenta estabilidade : ausência de governo e irresponsabilidade.
Quanto a democracia, regime metafísico, Aristóteles, príncipe dos Filósofos , preferia, um governo de elite e não gostava da democracia , por tender para uma tirania da maioria, formada pelas classes mais baixas ( Educação/ Instrução / Cultura/ baixa riqueza), que oprimia as camadas superiores da sociedade e não respeitava os princípios gerais de uma convivência liberal e que, hoje em dia, devido a formação mentirosa da elite industrial burguesa, enganando o povo, fazendo da democracia uma ditadura dos números.
Felizmente, este patriota que vos escreve, tem recebido apoio, de muitos cérebros privilegiados, quando tomam conhecimento dos seus manifestos de alarde, por meio dos seus artigos, mas como os caminhos não são revolucionários, as etapas são construídas pela persuasão e conhecimento científico, devagar e pacificamente, vai-se assimilando e construindo de tal forma, que no momento exato, seremos Recrutados, para apresenta uma alternativa, de Regimen, que venha satisfazer cientificamente a necessidade Governamental, no plano Social e Moral de nosso Brasil; com a seleção adequada do nosso ESTADISTA, como Presidente da Pronunciadura Republicana Brasileira. É utópico mas não é quimérico.
1.5) CONCLUSÃO
Desta análise mais pratica que teórica, que acabamos de realizar, resulta que o Estadista, que venha a preencher todas as condições inerentes à natureza desta função, deve ser, em primeiro lugar, talentoso e de qualidades intelectuais, bem acima da média; lhe permitindo compreender, com a mesma facilidade, as idéias gerais e os fatos particulares; ele deve além de estar sempre animado pelo sentimento social - Altruísmo, que deve ser superior ao prazer de governar; finalmente, também deve ser dotado de grande coragem, de prudência, e de perseverança; sustentado por uma saúde de ferro e um entusiasmo engrandecedor.
Ele tem que apresentar então, reunido e combinado, as qualidades intelectuais, morais e praticas geralmente contraditórias, e que raramente se encontra, em um mesmo nível, em um mesmo Encéfalo.
Felizmente, estas faculdades, atributos ou características particulares do Estadista e de sua capacidade de síntese relativa, é possível ser aprimorada, por exercícios; pela vida prática. Esta é uma das razões do homem só vir a ser levado para a Função de Estadista, com mais de 50 anos, com vivência prática.
É por isto, segundo Augusto Comte, que o Estadista não tem poderes férteis, a não ser os poderes que duram. Realmente, desta forma, se permite o aperfeiçoamento simultâneo do órgão e da função; estes só assim se dedicam, em se preocuparem do futuro, com serenidade, e de planejar
...... a eterna esperança e os grandes pensamentos;
estes só fornecem aos Governos, os meios de suprir seus DEVERES, a favor do presente e da posteridade.

2) FUNÇÕES E DEVERES DOS GOVERNADOS.
O Bom senso e a Filosofia da História, nos ensinam que a função política normal, dos Governados, é de mostrar suas necessidades e seus desejos, e de vigiar sem rancor o Poder, através dos seus representantes políticos, eleitos diretamente pelos Governados, para a formação do Congresso Nacional, Estadual e Municipal, respectivamente; com o objetivo de continuamente lembrar pela consideração que devemos ter pelo interesse publico; enfim, fazer uma escolha dos fiscalizadores, os políticos (CPIs), de forma, democrática, ainda nesta fase transitória, para suprir o Congresso Nacional (Estadual e Municipal), dos políticos partidários, que também são os representantes dos interesses dos Governadores dos seus respectivos Estados; no Congresso Estadual, que são os representantes dos interesses dos Prefeitos; e dos mandatários-pronunciadores, de forma Societocrática, para eleger o Presidente da Pronunciadura Republicana Societocrática Federativa do Brasil, ( o mesmo se passando com os Governadores de Estado e Prefeitos) que toma parte na Câmara Federal de Orçamento e Gerenciamento ( o mesmo se passando, nos níveis Estadual e Municipal), coordenando a discussão e decidindo com responsabilidade, com os seus executivos e representes dos Ministérios (das Secretarias de Estado e Municípios), os orçamentos das cinco regiões geopolíticas do Brasil; acompanhados dos grupos dos representantes dos diversos Seguimentos Produtivos, indicados pelas Federações e Sindicatos, dos Patronais e dos Proletários, de cada região geopolítica, respectivamente, com a participação dos Representantes dos Bancos e de outras entidades que compõe a Globalização; que não possuem poder de interferência na Soberania Nacional, mas participam; definindo assim a função política dos Governados, atendendo o cumprimento dos DEVERES que estiverem estabelecidos na Constituição da Republica Societocrática Federativa do Brasil ( o mesmo para os Estados e Municípios). Os assuntos de Interesse de ordem Governamental Federal, Estadual e Municipal, são discutidos, nas respectivas Câmaras, nas Comissões Específicas, ao que se refere o Assunto; e finalmente encaminhadas aos Ministérios, às Secretarias Estaduais e Municipais, respectivamente, para serem levadas às Câmaras de Orçamento e Gerenciamento (Federal, Estadual e Municipal), para virem compor o Orçamento da Nação, dos Estados e dos Municípios. Cabe ao Presidente da República, ao Governador de Estado e ao Prefeito a palavra final, na aprovação dos respectivos Orçamentos. Assim a força política dos Ministérios (secretarias estaduais e municipais), que são um dos lastros Morais da Nação, e que marcam a continuidade dos Planos Federais (estaduais e municipais); começam a ter mais valor dentro da maquina pública, favorecendo a continuidade das suas diretrizes; favorecendo uma definição de um plano de carreira, cargo e salário, mais justo aos funcionários públicos; federais, estaduais e municipais.
A liberdade com responsabilidade é então absolutamente necessária aos Governados para exercer sua função, de cobrança junto aos políticos; apoiados pela Livre Imprensa, com responsabilidade.
É por isso que há necessidade de predominar, junto aos Governados, as liberdades de sentir, de pensar, e de agir; e com referencia a esta última, no que tange ao agir, no conteúdo do falar, do escrever, de se reunir e de se associar, que são livres, mas com responsabilidade; no sentido de informar as verdades dos fatos, principalmente resultando para o bem público, que são as bases fundamentais da Ordem Social Moderna.
Mas a LIBERDADE não é um princípio externo a HUMANIDADE; ela não é uma força natural independente de nós. É um fato social, contingente e relativo; é o resultado da instituição humana, que foi concebido e fundado pelo serviço e pela melhoria da Sociedade, e não nas metas de favorecer as intenções e os meios de lhe prejudicar. A liberdade é condicionada pelo interesse público; ela não se torna legítima, nem com o individualismo absoluto, nem com a desordem dos costumes, nem com a anarquia, nem com a coalizão, contra os interesses gerais, visto que estas sortes de liberdade só beneficiam a alguns, e nem podem se exercitar, pois depende da liberdade dos outros.
Mesmo sob o simples ponto de vista econômico, a liberdade conturbada, não traz vantagens para os fortes; e não une , até mesmo, as que só têm sucesso à exploração e a servidão do fraco pelo forte.
Porém, a grandeza do trabalho da civilização, isto é, a evolução da Humanidade, é sempre uma reação incessante, contra um fato semelhante.
Da mesma maneira, não se saberia considerar como intangível, a liberdade que consiste em propagar, conscientemente, mentiras e calúnias; sobre tudo desses que estão investidos das funções públicas; sob pretexto de que não compartilham das suas opiniões políticas ou confessionais; e aquele que tem o direito de reagir de forma criminosa, esses que os professam.
Pelo contrário, este tipo de liberdade deve ser reprimido severamente; por um lado, no interesse da dignidade da imprensa, que seria purgada então de um punhado de cartas infames, das quais, o único mérito consiste em acobertar impunemente, os Homens de Estado, dos seus “ projéteis envenenados” ; e por outro lado, no interesse da Moral, da Ordem e do Progresso Público.
Com efeito, se a liberdade de avaliação é respeitável, o Governo é por conseqüência também mais respeitado; ao Governo, o que mais importa, é garantir a Harmonia Social; e se também ele se torna nocivo ou prejudicial, devido ao abuso de poder dos seus componentes; de liberdade, passaremos a liberalidade, com tendências profundas de corrupções passivas e ativas.
Pelo menos, nenhuma razão social justifica uma jurisdição especial, para tratar os delitos da Imprensa, pelo respeito que deve existir aos Administradores Públicos, desde que estes não incorram em imoralidades; o conhecimento destes delitos, sem nenhuma inconveniência, se alteraria ao ser tratado no Tribunal do Júri das causas Cíveis, com certas reservas, que nestes casos, o culpado ou o incriminado, defenderá a faculdade de fazer a prova, de suas articulações. Todos os interesses legítimos, serão assim salvaguardados.
Qualquer que ele seja, sem renunciar nenhum das liberdades públicas, que tão afetuosamente conquistou, sem desconsideração para os defender, com uma ardorosa inveja, contra as ameaças, das quais elas podem ser o alvo; os governados devem ter certeza, para os fazer odiosos, ao abusar delas; eles têm que usar de sabedoria e sagacidade, para o bem da sociedade, tanto quanto para si, e nunca jamais banir do seu exercício, as considerações sociais que justificam sua instituição.
É por que não há ocasião, para se alarmar destes excessos inevitáveis, aos quais as práticas da liberdade dirige, nos tempos de transformação; quando estes excessos são provocados pela paixão do aperfeiçoamento, mesmo utópico, do organismo coletivo.
«Freqüentemente, dizia Montesquieu, os Estados florescem mais, quando da passagem insensível de uma Constituição para outra; o que eles não fizeram em uma ou em outras destas Constituições. É por isso que todas as fontes de governo são oferecidas; que todos os cidadãos têm suas pretensões, que um descorde e que outro concorde; e eles tenham uma nobre disputa entre si, para aqueles que defendem a Constituição que sai, e aqueles que adotaram o que veio prevalecer» (1). Espirite de Lois, liv XI, capitulo XIV
Porém, nas sociedades ocidentais contemporâneas, o controle do poder, pela Assembléia Pública, se exerce principalmente, por meio do eleitorado, verdadeira função social (2), que deve ser preenchida, com o senso moral, isto é, com os remorsos e a austeridade, que todas as funções desta natureza, requerem. Ver Pierre Laffitte: Revista ocidental, 1885, p.194,
Considerada meritoriamente, a função eleitoral consiste em demonstrar, de uma maneira eficiente, as aspirações gerais que emergem dos poderes políticos; em distinguir os candidatos sinceros, dos exploradores da popularidade; em julgar os mandatários conscienciosos, com benevolência e respeito, para que ocorra o apoio da opinião pública, aos homens experientes, e para aos reais servidores do interesse geral ou rés-público.
Esta tarefa é freqüentemente muito difícil, é necessário ajustar-se, em razão do turbilhonamento das personalidades ambiciosas, orgulhosas e vaidosas, que se agitam nos períodos eleitorais. Porém, um critério, permite aos governados de limitar suas chances de equívocos; eles têm que repudiar firmemente todos aqueles que procuram investigar, na política dos meios de existência (1), todos os impostores ou charlatões do patriotismo, que especulando em direção aos velhos instintos sanguinários, e sobre a vaidosa ingenuidade das multidões, procuram aventuras guerreiras; e todos os demagogos e todos aqueles que fazem uso de procedimentos, que a Moral Vulgar reprova. (1) “ A Política não é um objetivo; ela não faz sobretudo ser uma Profissão; ela é um Serviço Público. O Político tem que permanecer como tal, tanto quanto puder ser acreditado, como útil ” Waldeck – Rousseau – Útil, à causa pública.
«Se há uma tendência superior a qualquer outra, e que seja hoje insalubre e repulsiva ..., disse o Presidente Theodoro Roosevelt – 26oPresidente dos USA - 1901-1909) , em um idioma excelente, que realmente se aplica a todos os Povos; esta é a tendência para definir o simples brio, depurado de todo Sentimento de Responsabilidade Moral.
...nós nunca faremos de nossa República, que deveria ser, tanto quanto para o Povo; nós não consideraremos e não praticaremos uma Doutrina, que provoque um sucesso que seja terrível, quando é adquirido às custas dos princípios fundamentais da moralidade. O homem que tem sucesso, em negócio ou em política, e se destaca, sem dor de consciência ou remorso” , por ter roubado seus vizinhos, com ajuda da fraude, da trapaça, e da mentira; com uma audácia e um desprovido ardil de todo escrúpulo, apossando-se, contra a sociedade, mostra ter atitude de um bruto e perigoso abutre. A admiração mesquinha e submissa, que tal carreira coleciona, entre esses que pensam obliquamente ou não totalmente, faz deste modo, o sucesso mais perigoso de todas as influências que ameaçam nossa vida NacionalA bandeira de nossa conduta pública e privada, não será jamais içada ao nível apropriado, ao ponto de que o peso de uma opinião pública hostil, não se fará sentir o mau, que resulta mais vigorosamente, ainda que ele não ocorra.» (1). Article do Century, junho de 1900, em, La Vie Intense ( Flammarion, édit., pagina 36.)
Por outro lado, os Governados não devem se iludir sobre a natureza e a importância do papel que eles têm à representar, na atividade política.
Eles não têm já mais a franqueza e sinceridade para acreditar que eles possuem uma soberania infalível, capaz de tudo afetar e regular; mas eles devem, além de entender que, de acordo com a observação de Augusto Comte, o vício radical do sufrágio, universal ou restrito, é instituir o julgamento do homem superior pelo inferior; e em geral, eles não são suficientemente competentes para ditar soluções aos Homens de Estado; os realmente Estadistas; da mesma forma, mutais-mutandis, que os doentes, não são competentes para indicar seus tratamentos, aos médicos.
Eles têm que se limitar à sinalizar seus males, para formular suas razoáveis aspirações, à fazer conhecer suas opiniões, sobre as dimensões das lutas ou projetos ou pretensões; ou melhor, suas intenções de progresso, sem pretender imperativamente impor, seus pensamentos; mas sim por persuasão, conhecimento, altruísmo e posição, convencer os Patronais.
A mais forte razão, é que os Governados, devem se defender, e sempre reclamar a grandeza da função eleitoral, em querer à posse dos políticos partidários, que venham à representá-los no Congresso Nacional, Estadual e Municipal, como seus fiscalizadores – CPI(s), junto ao Executivo, onde este último, sendo responsável, na Câmara de Orçamento e Gerenciamento (Nacional, Estadual e Municipal) – pelos diversos Orçamentos e Planejamentos, dos diversos assuntos aprovados, nestes respectivos níveis de Governo.
Pelo contrário, eles se tornariam mais criativos em se esforçar a exigir e a obter:
  1. que o número de Congressistas seja reduzido, em uma considerável proporção; que os Congressistas criem várias Comissões com vista analisar o comportamento da conduta do Executivo, e do Cumprimento da Execução dos Orçamentos Aprovados; e propor sugestões ao Presidente da República Federativa, do Governador do seu Estado e dos Prefeitos dos seus Municípios, da Pronunciadura Republicana, em defesa dos interesses do Bem Público e do Bem Social.
  1. que a iniciativa, do Poder Legislativo, esteja reservado ao Governante, na Pessoa do Presidente da República, dos Governadores e dos Prefeitos Pronunciadores, com suportes de suas equipes – Na Câmara de Orçamento e Gerenciamento Federal, Estadual e Municipal, respectivamente, no que se refere as Leis de Impulsão, as Leis Materiais e as Leis Construtivas ou Técnicas. Entende-se por Leis de Impulsão, aquelas que se destinam a realizar políticas que determinam metas de realização governamental; que estabelecem programas e interferem no domínio econômico e financeiro, procurando consolidar o Bem Estar Social, e que não conflitem com as Constituições Societocráticas. Aqui se enquadram o Decreto Lei e as Medidas Provisórias. Entende-se por Leis Construtivas ou Técnicas, aquelas que pré determinam medidas, organizam e fixam competências e asseguram sanções.
  1. que a iniciativa, do Poder Legislativo, esteja reservado às Assembléias dos Representantes, no que se refere as Leis de Arbitragem, as Leis Formais e as Leis Normativas. Entende-se por Leis de Arbitragem aquelas que tem por objetivo compor conflitos de interesses inter-individuais; definindo os parâmetros e os limites da conduta individual; destinam-se, a manter a tranqüilidade pública, para que cada um realize seus interesses, nos termos da Lei dos DEVERES; objetivando o Progresso, subordinando-o à Ordem. Entende-se por Lei Formal, o ato jurídico emanado do Poder Legislativo das Assembléias, de acordo com a Constituição Societocrática – de conformidade com o Direito Romano – Lex est quod populus jubet atque constituitLeis Normativas, são aquelas que impõem a todo homem , que vive em sociedade, certa abstenção ou certa ação.
  1. e que estas Assembléias dos Representantes retornem para seu papel normal e essencial, de exercer a ação vigilante, criando se for o caso as CPIs, sobre os atos dos Executivos, dos Representantes dos Ministérios e dos Secretários de Estado, dos Representantes das Confederações dos Sindicatos Patronais e das Confederações dos Sindicatos dos Proletários, junto à Câmara de Orçamento e Gerenciamento, respectivamente; mas seus papeis, não são de investigar, ao governar, à seu favor. (1), estas Assembléias tem por obrigação maximizar seu tempo, em fazer a vigilância do Governo e o duro controle dos Orçamentos, desde que exista uma Constituição Sociocrática ou Societocrática, em vigor. (1) ( Waldeck-Rousseau) O Ministério Público, jamais deve ter o poder de polícia e nem de investigação ; pois o Poder desta ordem, ao ser dado ao Judiciário, faz surgir a pior da Tiranias. O Judiciário tem por obrigação Julgar e jamais fiscalizar.
Com efeito, o contínuo ímpeto dos interesses, une à culpada ligeireza, com que os Parlamentos procedem ao exame das contínuas proposições, das despesas agravantes, no que tange aos tributos dos contribuintes, resultando progressivamente numa intranqüilidade crescente, para as gerações presentes; e uma ameaça de angústia para as gerações futuras.
Por motivos semelhantes, os Governados devem, acima de tudo, se opor, inexoravelmente, a transformação do ministério do pessoal, em comitês governamentais. Por isso, devemos sempre confirmar os Ministros, responsáveis por cada pasta, que tomam parte na Câmara de Orçamento e Gerenciamento, no Regime Societocrático.
As considerações indicadas na primeira parte, deste estudo, no capítulo ( I ) FUNÇÕES e DEVERES dos GOVERNANTES, no que se refere a Existência da Participação dos Poderes Pessoais, e que, na sua maior parte, teria sido logicamente, levar alojar-se aqui, que todo real poder, se resume em um indivíduo.
O público tem então o maior interesse para conhecer, em face disto, nas personalidades responsáveis, em vez destas comissões, cujas decisões anônimas, permitem a cada membro, de se desculpar deslealmente, dos acordos comprometidos, ao se fortificar, atrás da preponderância da maioria.
De todas estas considerações, ao público é permitido concluir que, não mais que a função governamental e a função eleitoral, sejam convenientes as pessoas jovens. Sendo dada a experiência dos homens e dos fenômenos sociais, que o sábio exercício destas funções supõe ser necessário; a influência que ela (função eleitoral) tem hoje em dia, na vida política; o público teria que Ter um sério interesse em elevar a idade, através da qual, é admitido aos governados (função eleitoral) e aos governantes, para conduzir os destinos de seu País.
Em todo caso, os governados jovens ou velhos, abusam estranhamente, quando eles acreditam na onipotência do Estado; quando eles o invocam como uma nova divindade e lhe pedem que providencie, pela multiplicidade de leis, a insuficiência da moralidade.
O papel do governo é, em princípio, limitado. Eis as principais tarefas essenciais. Preservar o organismo social donde ele é o Chefe, o premonitor de todos os perigos, e mantenedor da ordem, da disciplina e do vigor, para prever e preparar o futuro; favorecendo a evolução progressiva, sob a herege dos Sentimentos Altruístas; enquanto deixando, para todas as iniciativas de bem estar, a faculdade para emergir e exercitar, segundo um plano estratégico e tático pré determinado; que evite o excesso do deslumbrar da concorrência.
Mas o governo, nem a lei, nos pode dar a inteligência do bom senso, do entusiasmo emocional, do nosso auto controle, da moderação das nossas vontades, da integridade, da lealdade, do desinteresse pessoal, da bondade em nossas relações com nossos concidadãos; e a todas as coisas, que mais importem para nossa felicidade comum ou social; e aquelas que são mais fáceis de instituir, que uma legislação, mesmo que seja imperfeita.
Nós os Governados devemos colaborar para todo o sustento da sociedade; nós temos que cumprir todos os deveres sociais; os quais nós devemos cumprir voluntariamente, sem estar sendo cobrado pelo Governo. A Ciência Moral Prática Positiva, que é uma arte da Educação dos Sentimentos, que nos ensina esta atividade tornar-se espontânea.
Na realidade, o Governo não tem funções privadas (1). Augusto Comte - Política Positiva, Vol. II, pág. 297.
O próprio governo foi reconhecido, depois que os povos civilizados conquistaram o direito para intervir nos negócios públicos; eles têm implicitamente se dotado de responsabilidades e assumem os deveres, para quais seus precursores, especialmente a multidão escrava da antigüidade, que não foram violentadas.
Daqui em diante, «todos os cidadãos, contribuem para a conservação e o aperfeiçoamento do Estado « Augusto Comte - Política Positiva, II, pág. 297.
·             A Sociedade não pode prosperar, se os Governos e os Governados são destituídos de virtudes cívicas; se a eles faltam patriotismo, se o individualismo os domina, se cada um deles somente se preocupa com seus próprios interesses e rapidamente se enclausuram dentro de uma carapaça, do seu próprio egoísmo; em resumo, é com certeza, que a Moral Individual, isto é, a Ética; e as Morais Doméstica e a Social, estão debilitadas. Vide em Artigos : Mandamentos Cívicos - http://www.doutrinadahumanidade.com/artigos/mandamentos_civicos.htm  e o Quadro das Virtudes e dos Vícios Humanos - http://www.doutrinadahumanidade.com/artigos/quadro_virtudes_vicios.htm
São estas considerações elementares, que os coletivistas, bastantes negligentes, não levam em conta, na construção subjetiva de sua futura sociedade.
“ Nós não podemos estabelecer o padrão do civismo individual e do bem estar individual, disse então o presidente Theodoro Roosevelt; nós não podemos elevar o padrão nacional e fazer o que pode e deve ser feito, que a condição, que cada um de nós, constantemente deve recordar, de que nós não podemos nunca substituir as qualidades de verdade, de justiça, de coragem, de economia, de indústria, de bom senso, de simpatia, de sinceridade e de fraternidade para com o próximo, monótono, banal e velho como o mundo ” . Discurso sobre a questão do trabalho, em 3 de setembro de 1900; in loco citado pag 259.
Em resumo, os governados ou tem que se comportar, em primeiro lugar, como bons cidadãos; e o interesse público não pode ser garantido adequadamente pelo governo, caso a maioria, pelo menos, dos membros da sociedade, subordinem livremente seus Sentimentos Pessoais: egoísmo, aos Sentimentos Sociais - Altruísmo; e reconhecer que o homem deve viver, de opinião preconcebida - parti pris, como ele vive espontaneamente para a Família, para a Pátria, e para a Humanidade.
Então, os governados tem por dever, não só, não reclamar do Governo as melhorias que eles próprios podem realizar, mas além disso, efetuar com todas as medidas, necessárias, para que não ocorra perturbação, e que ocorra apoio, com firmeza, para sempre levar a proteção, aos interesses coletivos - Sociais.
Os Governados, têm que se convencer, de que as funções governamentais são bastante complexas e difíceis de serem coordenadas, por não levar prazer aos entraves; estas funções requerem uma preparação de conhecimento, de uma competência, de um equilíbrio mental, de uma capacidade especial e um elevado grau de sentimento Altruísta; eles têm que claramente evitar que ocorrera o jogo do político corrupto, que, tem por um único objetivo, o de substituir esses que detêm o poder, se esforçando para incriminar as suas ações ou os seus projetos, e jogar um contra o outro, com suas promessas falaciosas, que eles fazem ao público ignorante.
Tudo esses que não almejam o poder, devem ao contrário, ser plenamente respeitados pelos Homens de Estado, que realizam conscientemente, de forma altruística, as suas funções; isto é, o que qualquer pessoa diz, de forma genérica; visto que, devem permitir que as massas desfrutem, sem preocupação, de todas as vantagens da paz social; e na observância sobre a segurança, a prosperidade, e o futuro das Nações; eles ajudam aquele público que não possui condições de apreciar os valores globais das coisas; visto que, os seres humanos, mais elementares, por conseqüência, os mais importantes destes serviços sociais, não escapem a sua observação.
Realmente, «quanto mais um homem for hábil, mais ele sente o ônus do Governo, de onde ele é representante», diz Rechilieur.
«Uma administração pública ocupa, de tal forma, as melhores mentes, que as perpétuas meditações; são forçadas a fazer prever e prevenir, os males que podem chegar; privam-nos de repouso e satisfação, fora do que eles podem receber, enquanto enxerga muitas pessoas, que dormem sem medo, à sombra das suas vigílias, e, vivem felizes pela sua miséria.» (1) . Rechilieur - Testamento Político – Capitulo IV – Quanto a Previdência é necessária ao Governo de um Estado – pag197.
Normalmente, os governados devem habitualmente, se privar de criticar de uma maneira malévola, as instituições governamentais e seus representantes, que necessariamente, jamais não deveriam ser exemplos de imperfeição. Mas se a certeza for confirmada, em face de corrupção – moral , intelectual e material; e outras atitudes ante sociais, os governados devem se movimentarem para solicitar a devida punição dos governantes envolvidos.
Se a injúria for cometida, oriunda das criticas não verídicas, inventadas pelos escroques políticos, como exemplo, Carlos Lacerda (*) o Jornalista Político, terminando infalivelmente para debilitar a estabilidade política, para desestabilizar a credibilidade, visando arruinar o governo; minado pelos governados, que na sua maioria são ignorantes, levados por estes políticos corruptos, não republicanos; o governo desaba em decadência, fica impotente para reagir contra os poderes locais, e aos ataques individuais; e chega em um determinado momento, onde até mesmo o mais graduado Chefe Impávido da Força Pública, suprema esperança da ordem, contra a anarquia, mesmo que fique transtornado e irritado, em nada adianta, quando o apoio da opinião pública, o trai. (*) Como Governador e Administrador do Estado da Guanabara, foi excelente.
Nestas condições, ele se torna um forte Golpista – a história provê muitos exemplos criminais – que estes que comandam neste nível hierárquico, de uma Nação, sejam tentados a fugir a dominação do Governo Civilao qual, eles foram sempre rigorosamente subordinados; no entanto, sob o pretexto de restabelecer a autoridade destituída ou arruinada; adotam o desvio das finalidades para as quais ele foi instituído, com o objetivo, na maioria das vezes, de satisfazer suas ambições pessoais. São poucos aqueles que realmente, por golpe, desejam fazer o bem do Povo. Os Chefes Altruístas. Getúlio Dornelles Vargas, foi para o Brasil, um exemplo. Para conseguir aquilo que o povo obteve de benefício, teve que realizar certos atos de imoralidade no que se refere a violência, única arma de manter a ordem em sua época; para que pudesse ocorrer algum grande progresso, para a maioria do povo. E para que não ocorresse grande derramamento de sangue, suicidou-se, para inverter o curso da história, para o bem do Povo. Sacrificou a sua própria vida; este foi realmente um Estadista Brasileiro, pensava nos Trabalhadores e também nos Empresários; e nos Funcionários Públicos.
Finalmente, os governados tem que se curar da doença revolucionária, e da ilusão perigosa, de que o progresso se realiza por meio da brutalidade, através de explosões sucessivas. Tudo deve ser feito por meio das evoluções e não por meio de revoluções. O armamento é o conhecimento científico, e as munições são as estratégias, táticas e logísticas de persuasão, para serem implantadas para o bem do Povo; evidentemente acompanhados das punições contra os não republicanos, e as imoralidades, intelectuais, práticas e sentimentais.
No entanto, a revolução certamente se torna legítima, quando a violência, já tomou um patamar, de nível moral, intelectual e prático, insustentáveis, para a estabilidade social e a tranqüilidade pessoal. Onde apreciamos, uma Ordem Anárquica e um Progresso Retrógrado; Onde o Progresso subordina a Ordem; onde os Deveres estão subordinados aos direitos; onde a Síntese está subordinada a análise; onde no regimen democrático, que é caótico, no seu auge, eleva ao poder, a maioria, os incultos e os pobres; criando o desrespeito hierárquico no poder material; reduzindo a noção de brio e vergonha e desrespeito a autoridade. Incrementando a corrupção nos quadros públicos, principalmente nos quadros das forças policiais; judiciária e de fiscalização; e o turbilhonar corrupto do Executivo. Na classe Política nem se fala, o cheiro da putrefação emana de tal forma, que nem os próprios abutres, suportam.
Podemos dizer ainda que a revolução é legítima, desde que a violência não seja o paroxismo da Força Cívica, que são os únicos meios, para inverter as instituições apodrecidas; por exemplo a violência foi necessária, pelo motivo com que o povo do Brasil, realizou a retirada do Presidente Fernando de Mello, da Presidência da República, devido a elevada taxa de corrupção que o envolvia. Não obstante, não saberiam como sempre, constituir um modo regular de desenvolvimento. Nenhum organismo subsiste, quando ele é o foco permanente das perturbações internas ou cívicas. Além de que, as revoluções são alguns acidentes históricos. O progresso coletivo ou social, como o progresso individual, resultam de uma evolução lenta: como já havia dito, que só o desenvolvimento da ordem, os provocam; é a instituição de uma nova ordem social, mais aperfeiçoada que a anterior, que é substituída.
«Não se obtém as reformas pelos meios imediatístas e radicais» (1). Augusto Comte
Realmente, não se pode modificar a função sem modificar os homens, que são os órgãos. Porém, os homens, isto é, os órgãos, só se alteram, com uma extrema lentidão.
Há de convir, que toda uma continuidade de séculos convergentes, pelo que os povos tem passado, foram necessários, para que ocorresse, as transformações do estágio de selvajaria à barbaridade; da barbaridade à civilização; da escravidão à servidão; e da servidão à liberdade, com responsabilidade.
Nenhuma data precisa pode ser definida, para que ocorra estas imensas mudanças, porque cada uma delas supõe, não só uma renovação de idéias, de princípios morais, de hábitos e de nova forma de educação, principalmente na educação dos sentimentos, subordinando o egoísmo ao Altruísmo; mas também uma persistente adaptação, para o novo regime, de maximização do Altruísmo, de interesses mais para o social do que para o individualismo; de situações, de relações humanas; bem como, principalmente ao mantermos, a mesma constituição, do organismo social.

Assim se explica : por um lado, a impopularidade e a esterilidade da tentativa prematura que a maioria dos grandes ministros e dos progressistas monarcas da Europa fizeram, no final do século de XVIII°, para precipitar a marcha dos seus compatriotas para um melhor estado social,; por outro lado, a natureza efêmera de uma multidão de decisões, destituído de raízes cuja Revolução Francesa tinha tomado a iniciativa.
Mais um plano de reformas deve ser vasto e profundo, mas sua realização deve ser lenta e laboriosa; mas seus seguidores devem ter o interesse de que ocorra a manutenção da ordem. Somente se destrói aquilo que se substitui. Já dizia Danton.
A ordem, só, favorece a criação de idéias saudáveis e a modificação íntima de educar a inteligência, a outros tipos de raciocínios e de alterar os costumes que sempre têm que preceder, aqueles das instituições já consagradas; de forma que estes últimas sejam duráveis e fora do alcance das reações; ele é tanto mais desejável, em nossa época, que a revolução decisiva, que porá a Humanidade em sua via normal, que é muito mais intelectual e moral, que política.
Aos excessos, ele é manifestado pela espirito e pelo método revolucionário, os quais, tanto das mentes mal esclarecidas, que se ajustando novamente, com relação as suas preferências; para orientação e para melhoria de sociedade humana, nos mostra desta forma, um não retorno, ao velho despotismo da violência.
Os revolucionários atuais, os mais honrados, são geralmente os fanáticos que gostariam de impor, pela autoridade, suas concepções arbitrárias.
Quanto aos outros, que não são estimulados pelos sentimentos egoístas, de ganâncias individuais, e nem por idéias de substituição de pessoas; são mais pacifistas. Gostam de Viver para Outrem e Viver às Claras.
Mais que qualquer um, eles são a prova viva, que a hipertrofia do individualismo, é o profundo mal, que coroe as sociedades contemporâneas, cujo grande problema da Política, consiste em substituir, « a discussão tempestuosa dos direitos, pela elaboração tranqüila do cumprimento dos DEVERES» Augusto Comte
Nenhuma questão social é mais urgente, nem mais séria ou grave; todas tem que ser atacadas simultaneamente. É a esta tarefa benéfica, que a elite dos Governados, deve dedicar sua mais ativa colaboração. É o quer o Presidente Lula, que pretende de forma empírica, criar um Grupo, propondo as reuniões com os Patronais, as ONGs, os Proletários, os Ministérios, o Estafe do Executivo e os Representantes Máximo da Moral = Os Três Comandantes Militares das Nossas Forças Armadas. O Presidente Lula, não conhece a Câmara de Orçamento e Gerenciamento, que é plenamente sistematizada, para atender as proposições entre as atividades produtivas e gerenciá-las de forma governamental.
Então, qualquer que seja o aspecto sob o qual a inteligência positiva ( raciocínios elaborados por meio do apoio científico) os analisa, os Deveres Políticos dos Governados, consiste em formar uma opinião pública, razoável, esclarecida, vigilante, homogênea, coesa, como os Governantes, pela noção de Bens Públicos - de Rés Pública.
Só debaixo desta forma, acima apresentada, é que os Governados, podem vigorosamente preenche e ganhar a função natural de controlar o Governo, com sagacidade; para o influenciar utilmente, e conduzir de forma formidável, a força numérica que realmente não existe com esta diversidade de elementos, que a compõe, vindo à ser, solidamente agregadas e coordenadas, com estas atitudes.
3) A NECESSIDADE E O MODO POSITIVO DE SUBORDEINAR A POLÍTICA à MORAL POSITIVA; TRANSFORMANDO-A EM SÃ POLÍTICA ou Moral Política.
A determinação dos DEVERES gerais dos governantes e dos governados, que nós há pouco tivemos oportunidade de expor, consecutivamente visto no Resumo sobre a Evolução da Instituição Natural do Governar, como um simples observadorlivre de todas as idéias preconcebidas, exclui o desejo constante, para ver as coisas como elas são; mostrando que a subordinação da Política à Moral é um problema eterno, inelutável, fatal; apesar das mudanças sofridas pelas Constituições; não é menos imperioso hoje, que antigamente; ela não será amanhã, menos que hoje. No entanto há necessidade de educarmos a espécie humana, para sempre maximizarmos a subordinação do egoísmo ao Altruísmo; e simultaneamente procurarmos soluções organizacionais, no que tange aos Regimens, para retirar grande parte do poder dos Políticos, bem como criar meios para fiscalizá-los e educá-los, da mesma forma com o Judiciário e o Executivo da Pronunciadura Republicana.
Durante os primórdios do Passado, a Teologia ofereceu a respeito deste problema, várias soluções parciais e temporárias; e este não é nenhum dos menores serviços que ela desenvolveu para a Humanidade, recém-nascida ou recém criada, isto é, que ainda engatinhava. Mas a Teologia é afetada por uma decadência incurável, e suas instituições vem tombando pulverizadas, com os seus dogmas imaginários ou fictícios; a inteligência positiva, aquela que raciocina com bases científicas, que elevou suas várias etapas, de forma sucessiva, na formação mental dos homens; por isso, ela é a único caminho; e assim, será encarregada ou responsável por executar esta pesada tarefa, de regenerar a Moral Política.
Como podemos cientificamente arquitetar esta Suprema Missão ?
Será, que é de uma forma que ninguém imagina, mesmo que persistamos, por meio da melhor pesquisa de Regimes Constitucionais?
É com certeza, que o resultado virá, pelo ponto vista da Evolução Histórica, bem mais que para o ponto de vista dos resultados imediatistas; assim nós podemos responder, sem hesitar e com certeza, que infelizmente pelo imediatismo das Constituições, jamais atingiremos plenamente a Moral Política; mas com certeza podemos criar meios Constitucionais para definirmos o não esquecimento dos nossos objetivos, e minimizarmos alguns pontos críticos das crises morais e sociais, hoje predominantes.
As Legislações sempre serão paliativas; se não estiverem de acordo com as Leis Naturais da 7 Ciências Positivas( Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, Sociologia e Moral ); isto é, que possuam os 7 atributos simultaneamente. ( Real, útil, certo, preciso, orgânico, relativo e social ) ; acrescidas das 15 Leis Naturais da Fatalidade Suprema, comuns a cada uma das 7 ciências ( 9 Leis Universais do Mundo + 6 Leis Gerais do Entendimento) . Para melhor compreensão do que aqui está dito, contate www.doutrinapositivista.hpg.com.br e no Livro - Manobre Você Mesmo o Seu Destino, encontrarás explicações resumidas sobre estas Leis Naturais.
Para que ocorra as Necessidades Morais é necessário as Satisfações Morais. Assim, de acordo com Augusto Comte, « Os Sentimentos - Igrejas ( Altruísmo/ Egoísmo) sempre é que geram ou provocam o começo das atitudes do Temporais - Estado ( Ação); por meio da Inteligência, dos governantes e dos governados »
É somente em uma organização de uma maneira sistemática, e pelos métodos estritamente positivos, a cultura intensiva do sentimento social, que construirá, com bases sólidas, à Moral Política, que é um caso particular da Moral Geral.
Com efeito, seguindo o Teorema de Hume, ( Toda concepção da Inteligência, oferece uma parte objetiva e uma parte subjetiva. O objetivo provem do exterior, do meio; o subjetivo, do cérebro de cada um); todo o governo se apoia na Opinião Pública, desde que por outro lado, esta Opinião, represente o regulador; o mais racional e mais eficiente do Governo, isto é, os Deveres dos governantes e dos governados, supondo uma Opinião Pública moralizada, capaz de compreender estes DEVERES e de assegurar o respeito. Estamos longe, mas temos que iniciar. Vamos por ordem nesta baderna. Compor com bandido, para poder fazer o bem dos mocinhos, nada acontece para os mocinhos.
Então, o princípio e a meta da Moral Política, devem ser o SENTIMENTO SOCIAL, o DEVER SOCIAL e o DESENVOLVIMENTO CONTÍNUO DA SUA AUTORIDADE, em todos os Elementos da Sociedade.
Porém, isto nos leva a um resultado, que não chegará jamais a ser atingido, a não ser, por uma forma imperfeita, com este Sistema de Ensino, confuso, que desfruta atualmente o favor, em todas as Universidades – vide os cursos de pós graduação – se não agradares o égo do mestre, sua tese não é aprovada. Este Sistema no qual a cultura da inteligência predomina, e que está quase vazio de inspirações generosas; onde as necessidades dos SENTIMENTOS ALTRUÍSTAS, estão longe ou muito distante; e demais a mais, ele não possuindo ponto de apoio para realizar a interface das personalidades dos mestres com as dos alunos; ele só tem estimulado o orgulho do conhecimento, e a vaidade doentia dos mestres – Sentimentos Egoístas; o Sistema não é montado para se dirigir ao interesse Moral Positivo. É um sistema utilitário, que especialmente se preocupa, para armar o homem, para a competição vital; abrir algumas carreiras lucrativas, o que com certeza não alimenta outra ambição, que o de acumular com seus conhecimentos, riquezas materiais, como ações, dólares, imóveis de campo, carros e outras luxúrias, ou colecionar um pouco de satisfações honoríficas. O professor e ex-presidente FHC, é um exemplo deste comportamento. FHC possui mais de 10 títulos de Honores Causa. Ele jamais foi Estadista. Ele não governou para o Povo. Ficou 8 anos no governo, para enriquecer uma elite, e mais que corrupta, e se locupletou com suas promoções pessoais, através das mídias nacionais e mundiais. Não tinha capacidade, competência e altruísmo, para procurar soluções Morais, para o povo de sua Nação.
A excitação que gera o entusiasmo, de parte da “ALMA de cada um” aglutinando para formar a “ALMA do TODO”, redundando na Cultura do Patriotismo; que expressa as lembranças do amor ao local onde nascemos, nos formamos, nos divertimos, passamos a nossa infância, a nossa juventude e muitas das vezes a nossa velhice; relembramos dos nossos amores; onde conhecemos os acidentes geográficos, as famílias mais próximas, as histórias dos nossos heróis, as praças, as ruas, os bairros, os monumentos, tanto do Município, como do Estado e como da Federação; muitas das vezes pela falta da Educação e da Instrução, os filhos de uma Pátria, que não são formados eficazmente; pois que a cultura do patriotismo, não admite que um patriota de origem familiar histórica, com um grande patriotismo de campanário ou de aldeia, mais malévolo que simpático; um bairrismo municipal, onde a hostilidade ao respeito aos vizinhos, tem freqüentemente mais força micro regional, que realmente o amor pelo País.
O sentimento social, tão necessário aos governantes e aos governados, para formação e o desenvolvimento da Moral Política racional, requer então, primeiro, um Sistema de Educação e de Instrução correlativo.
Aristóteles já havia reconhecido, isto, quando ele estabeleceu que o primeiro trabalho da Alta Política é a instituição da Educação ( Instrução), que é a forma mais correta de se moldar os bons cidadãos. A Política.
Podemos até mesmo afirmar que a Educação do Sentimento Social é mais indispensável ao público, que para os homens de Estado, porque estes últimos, como nós iremos mostrar, são hoje em dia o prolongamento, mais ou menos, profundamente modificados e melhorados, pela própria natureza e pelo exercício de suas funções públicas.
No entanto, hoje em dia no Brasil, devido ao longo período da plena impunidade e desrespeito a noção de causa pública, de Rés Pública, a incidência de corrupção passiva e ativa, tem provocado a necessidade de se Educar com veemência, e com profundo rigor de punição, os imorais Estadistas, Juristas, Políticos e Funcionários Públicos, desta Nossa Nação. É lamentável. Hoje em dia o contra argumento a uma posição de combate a imoralidade; é argumentada com a frase - é Complicado !; e ninguém faz nada, pois todos tem medo de sofrer perseguição. Agora recente, apareceu o Ministério Público, e o Disque denuncia, que pode alterar este quadro.
Aliás, a Moral Pública implica em uma Educação Popular, para os dois sexos, para todas as classes, para todas as idades, e é este realmente, o seu maior bem objetivo, que ela se propõe; se desejarmos que os povos contemporâneos, compreendam e propaguem, o acordo, da missão que o Estado, nas condições atuais da civilização, tem por destino.
Está nas profundezas das massas populares, e de uma forma, perseverante, que foi o Estado, que desenvolveu os pendores Altruístas, a dedicação e devoção cívica, o respeito a solidariedade, a satisfação pela ordem e pela paz, e a fé na evolução da Humanidade; para propagar por persuasão, que os homens são os únicos artesãos das suas felicidades; e fazer brilhar um ideal estacionário, puramente terrestre, acessível e realizável, com ajuda do tempo.
Com efeito, sem ideal, a vida não é, para as coletividades, tanto quanto para os indivíduos, uma sucessão tediosa de dias; e esta é evidentemente o meio que gera a união do público; ou pelo menos, dos proletários, que pretendam formar uma liga ou sindicato, imbuídos da Moral Social e Humanitária; para poder reagir nacionalmente e/ou internacionalmente, contra os abusos das forças econômicas e de ações militares; e se oporem ao egoísmo das classes privilegiadas, aos levianos do despotismo, aos assassinos dos povos, aos bandos de delinqüentes, aos promotores de programas de televisão, vídeos e Internet, de elevados ensinamentos perniciosos, em nível egoísta, a instabilidade da tranqüilidade na formação individual, familiar e patriótica; e ao desprezo, do Grupo dos 8, para com as populações mais pobres do Planeta Terra.
Neste momento, devemos Esquecer um pouco esta procura pelo Universo, com estes planos milionários, que satisfazem somente a uns poucos privilegiados; não há dúvida que provocou uma série de desenvolvimentos científicos e tecnológicos; mas vamos ser menos egoístas, e com estes recursos trabalharmos, a partir de agora, para o bem dos outros aqui na Terra. Depois que estivermos eliminado as 4 pragas que nos assolam – Guerra, Corrupção, Doenças e Miséria, ai sim, retornaremos para estas missões. Estamos esquecendo de salvar a Mãe Terra e o próprio Homem que o habita; isto é muito mal, para a continuidade de nossa espécie.
O passado inaugurou a subordinação da Política à Moral Cívica; o papel do futuro será terminar esta Obra e finalmente subordinar, a Política à Moral Universal; se não, mesmo com todos os “Bushes” , com seus poderes, seremos todos, destruídos pelas nossas próprias mãos.
É por que, a subordinação da Política à Moral não pode ser exercitada isoladamente; ela supõe resolvido o problema de uma Moral Planetária, positiva, e de adoção de regras, com normas e leis, para o seu cumprimento. Com uma única Força Armada, formada de algumas Esquadras e Exércitos, que policiariam o Planeta Terra, sob o comando da ONU, que estará mais Moralmente Formada. Sem isto, toda a Nação que submeter solidariamente e plenamente, sua Política, a este tipo de regimen, arriscará ter começado, muito rapidamente, ser a vítima das Nações saqueadas e em ruínas; permanecendo dominadas, pelos egoísmos pessoais; como também se tornaria uma Nação, que suprimiria a polícia e o código penal, debaixo do pretexto que os homens têm que se estruturar, de acordo com princípios da Moralidade Social; e seria imediatamente transformada desta forma, em uma selva perigosa, onde os egoístas e malfeitores, se entregariam à sua maneira maldosa, como se fossem aves de rapina e de matança. Esta é a razão de estar chamando o Regimen de Societocrático e não de Sociocrático. O Sociocrático é no Estado Normal da Civilização.
E o Regimen Societocrático, é a fase, da facha intermediária, entre o Regimen Democrático e o Sociocrático. O Societocrático já pode ser aplicado, em grande parte, hoje em dia. É com base nele, que irei elaborar a Constituição Societocrática da República Federativa do Brasil.
Por todas estas razões, a cultura e o aperfeiçoamento do sentimento social, que provoca o aparecimento do sentimento religioso, neste estágio contemporâneo da Humanidade, vem requerer, em todos os países, um esforço poderoso e ininterrupto, da união de todos os Educadores Populares.
Esta é a grande obra, que tem que ser realizada neste século; coordenada pela ONU – UNESCO; e para se obter sucesso, é necessário que em todos os lugares, mais com obstinação, do que com entusiasmo, os Governantes, os Legisladores, os Filósofos, os Moralistas, os Cientistas e os múltiplos organismos de ensino público e particulares, as ONGs atuem plenamente; complementado com os órgãos de imprensa e as mídias televisiva e da Internet ; com o apoio complementar dos publicitários, escritores, poetas, escultores, músicos, arquitetos, radialistas, que em vez de prostituir seus talentos em produções de diletantismo; de fugitivos, freqüentemente doentios, de cenas de assassinatos, de maximizar suas obras em atos de egoísmo: a violência, a vaidade, o orgulho, o sexo, a gula, as disputas, etc., impregnando suas aulas com lições imorais de sociologia; venham cantar, cada um em sua especialidade e em seu idioma, a glória imortal dos grandes vultos, vivos ou mortos, de suas Pátrias e da Humanidade Contemporânea e dos Antepassados , contribuindo assim, vigorosamente para a melhoria da natureza humana, para o enobrecimento de Pátria, e para o Progresso da Civilização, e ao mesmo tempo, pela redenção das Artes e das Ciências.
Esta convergência harmônica de todos esses meios, que têm o encanto do AMOR, isto é, do Altruísmo, para a constituição da Moral Cívica, da Moral Planetária e da Moral Prática Positiva, sendo esta última, orientadora da Educação Humana Individual e Universal, que seriam capazes de serem condensadas e complementadas, por um vasto sistema regular de Festas Públicas, comemoradas sem feriados; após, ou pouco antes do termino normal do expediente do trabalho– saída mais sedo; respondendo a uma grande necessidade das multidões, e destinadas à comemorar os grandes benfeitores de cada País e da Humanidade, e/ou das Instituições Sociais, permanentes, cujo hábito nos torna indiferentes, os incomparáveis méritos. Entende-se por mérito : a capacidade, a competência, o Altruísmo e a Situação.
Mas esta espetacular organização, com uma perseverante Moral Universal, puramente humana, donde Augusto Comte foi o primeiro, a demonstrar a necessidade, pois projetou o plano, que arriscaria modificar e mesmo de não ser jamais convenientemente concebido, se somente o Sentimento (egoísmo/Altruísmo), não tivesse sido , a base da sua inspiração e da sua sustentabilidade – O Amor por Princípio (Sentimento), a Ordem por Base(Inteligência); e o Progresso por Objetivo (Caráter).
Augusto Comte: disse, com outras palavras: que a inteligência contribui, (dá o “feed-back” ), com o coração (sentimento), para sua edificação. Mas quem comanda a Inteligência é o Sentimento; que sofre alteração, ao receber o “ feed-back” da própria inteligência.
A Moral Universal supõem o estabelecimento, antecipado de uma Doutrina, de uma Filosofia e de uma Sã Política, universal construída com todo o rigor dos procedimentos científicos, que demonstre de uma maneira irrefutável, que a espécie humana evolui irresistivelmente para uma organização positiva, pacífica e planetária, e que por todos os tempos e em todos os lugares, o real destino da vida humana é saber, AMAR e SERVIR , a Família, a Pátria, a Humanidade.
Devem pensar assim, todos que desejam nos Governar, pois já estamos em uma fase científica do conhecimento humano.
É esta dupla necessidade que o Positivismo se propõe, acima de tudo, de satisfazer, em associar os mais generosos sentimentos - Altruísmo, às convicções mais fortes; é este ideal Filosófico, Moral e de Sã Política, que ele se esforça para alcançar, quando recomenda a instituição, de um meio de Unificação, pela Doutrina da Humanidade, que tem por fonte e por objetivo, o Homem e o Bem Social, respectivamente; e que não seja só uma consagração das tendências espontâneas da História, versos um costume geral e permanente, de regular e reunir os Homens.
Eu como discípulo de Augusto Comte, promotor desta Doutrina, não estou só ao pensar assim. A mesma concepção se encontra sem cessar nos ambientes filosóficos e sociais, da atualidade, muitas das vezes, de forma mais ou menos empírica, mas está presente. Para tal, aconselho a leitura do Livro “ Diálogo em Torno da República” do Filósofo Norberto Bobbio e Maurizio Viroli, Editora Campus, onde com algumas ressalvas, mostra rompantes de positivismo, principalmente no que tange a Pátria.
Tenho sido bem feliz nas minhas palestras; os esclarecimentos são maiores que os conflitos. A adesão é relativamente boa, pois os meus artigos, e os meus dois livros, tratam de problemas e soluções atuais, facilitando ao leigo, a simpatia pela causa.
Com o tempo, o sentimento de respeito do homem para com homem, subirá ao grau de uma Doutrina. Porque a Doutrina da Humanidade deve ser a bela e trágica história, dos seus marcantes fatos e dos seus sufrágios, ao longo de sua luta interminável e grandiosa, pela liberdade e pela conquista das forças da Natureza, sem criar a sua destruição, cumprindo as 15 Leis Naturais da Fatalidade Suprema, as Leis Naturais das sete Ciências Positivas e suas normas de aplicações tecnológicas; respeitando o sistema ecológico; para manter a sua sobrevivência .
A Religião da Humanidade tem somente 150 anos, o Catolicismo levou 313 anos, para ter o aval do Império Romano, com Constantino I - O Grande; com muito mais facilidade de ser concebida pelas populações, pois é de base teológica - ; enquanto o Positivismo é de base científica. Hoje em dia a maioria das populações ainda permanecem, com ignorância científica; mas usufruindo das suas aplicações tecnológicas.
Se o Sr. Bush fosse positivista, procuraria uma solução pacífica, de ordem MORAL UNIVERSAL. Mas a sua Inteligência deve ser mediana e de base religiosa teológica, que deveria ser de livre consulta, mas é de livre arbítrio; retrógrado; de sentimento egoísta, que se não tomar cuidado, entra no estado de loucura, subjetivismo pleno, e comete as maiores atrocidades. A sua expressão facial já nos atemoriza. Quem pode ficar doente, do ponto de vista da harmonia mental, é ele, e não nós. Nós podemos sofrer as conseqüências de suas atitudes..
O modo pelo qual está atualmente comprometido a evolução do pensamento doutrinário ou religioso, permite prever com segurança que a Doutrina Livre do Futuro, evoluirá sobre uma base de conhecimento científico, e da solidariedade social contemporânea, principalmente para os Governantes. Estamos neste momento passando por uma anomalia social mundial; a Globalização Financeira, que deveria ser primeiramente a Globalização Fraternal.
No entanto nós podemos prever o advento de uma época, sobre as ruínas dos velhos sistemas de crenças, onde se elevará uma Nova Doutrina Universal, que aglutinará todas as mentes de inteligência científica e criativa, e de sentimento altruísta, com elevados nível de caráter, para orquestrar, todas as outras que ainda serão úteis a Humanidade, mesmo no estado de ruína; fazendo desta forma, que se minimize as crises religiosas; sabendo portanto apaziguar pela subordinação do sentimento egoísta ao sentimento Altruísta; provocando a influência do Altruísmo na formação dos raciocínios, na Inteligência; e promovendo ações de elevado nível de coragem, prudência e perseverança, nas ações destas novas gerações.
O Nosso ideal é com certeza capaz de unir os homens, por meio desta Doutrina Universal, ou Doutrina da Humanidade, com base nos Dogmas demonstráveis ou científicos, na Fé no Social e na Moral, em viver para outrém, isto é, AAR por princípio.
O advento da Fé no Social, do Amor pelos Sentimentos Altruístas e da Esperança : na Paz, na Saúde, na Bonança e na Honestidade, faz da Humanidade * a expressão sintética; é só uma questão de tempo; este princípio ainda não testado, saberia ser um obstáculo à nenhuma resistência; visto que, a Humanidade será suficientemente difundida, e os Estadistas se unirão, eles mesmos, energicamente, com os Filósofos de formação Científica, para que ocorra a subordinação da Política à Moral; inicialmente devido as pressões sofridas, pela parte mais culta da Opinião Pública, que tem conhecimento para influenciar a parte da população menos culta, cientificamente. Os Políticos na prática, acompanhados dos Patronais/ Proletários e dos Filósofos, bem longe, subsidiando, com suas idéias os planejamentos Estratégicos; em todos os casos, constituirão a estirpe do Governo Temporal, separado do Governo Espiritual; criando assim, através dos Filósofos, no Planejamento Estratégico, a interfase com o Poder Espiritual – Igrejas. Surgindo um modo de governo poderoso, para o bem do Povo; porque desta forma, os Políticos, não vão falar mais do vazio; assim poderão se fazer órgãos de uma Opinião Pública, esclarecida, moralizada, capaz de participar eficazmente do progresso geral, deixando de provocar os entraves, como um peso morto, que eles constantemente ocasionam(*) Entendemos por Humanidade, o conjunto dos Seres Convergentes, do Passado, do Futuro e do Presente, que concorreram, concorrerão e concorrem, para a melhoria do Bem Estar Social do Ser Humano, no Planeta Terra.
Então, os DEVERES para com a PÁTRIA, que é entre todos, o que deve ser o mais respeitado, e que serão purificados; e estarão subordinados aos DEVERES com a HUMANIDADE, pela mesma razão, que os DEVERES com FAMÍLIA, estarão subordinados aos DEVERES com a PÁTRIA, isto quer dizer, que os DEVERES com a HUMANIDADE, são os mais importantes e os mais nobres, QUE TODOS OS OUTROS; mas sem os outros, nada ocorre com a HUMANIDADE.
Por conseguinte, como também as associações de Família, formaram as Cidades, como também as associações de Cidades, formaram as Pátrias e acharam a expressão dos seus interesses coletivos, nos Governos Nacionais; da mesma maneira as Nações e não as Pátrias, já espontaneamente associadas, se unirão e alcançarão a última forma da Sociocracia Humana, o Governo do Planeta Terra. Não de forma escravocrata e sim, de forma fraternal; no entanto, mantendo as suas Pátrias, com suas fronteiras bem definidas; seus Estados, seus Municípios e suas Cidades e seus Bairros.
A HUMANIDADE, está sempre em evolução, influenciada pelo egoísmo ou pelo Altruísmo humano, ela ainda está, muitas das vezes, fora de uma mais vasta, solidariedade contínua de Nações; que constitui a História Geral, que forneceu as bases para o surgimento das explicações científicas das Leis Naturais, percebidas por Augusto Comte, quando da criação da Ciência Sociologia Positiva; com todas os episódios, de casos particulares e restritos; mas, não há dúvida, que as forças dos interesses, lhe deram, com o passar dos tempos uma Organização Teórica e Prática, a ONU, de grande amplitude, que foi criada em 1945, após, várias evoluções organizacionais, com o Conselho de Segurança, com a UNESCO e com a Corte Internacional de Justiça, em Haye, dentre muitos dos seus organismos, visando resolver os problemas mundiais. Com o passar dos tempos, se tornará mais objetiva e mais fértil, e atingirá, uma personalidade Moral mais evidente, provavelmente daqui a uns dois séculos.
Vale apena deixar aqui registrado, que em 1908, já com base nas Leis Naturais, percebidas por Augusto Comte, que na sua obra, A Moral Política, Emile Corra, reforçava as conclusões do Mestre dos Mestre, que em 1854, indicava a criação espontânea da República Ocidental, hoje União Européia, e ainda propunha uma moeda única para a Europa – surgiu ERUO, cuja esfinge seria de Carlos Magno; a França adotou esta esfinge, em seu Euro ; Escreveu Emile Corra, em 1908:
Tout l'annonce. Si, vraiment, le présent est gros de l'avenir (Leibnitz), ce n'est pas être grand clerc que de prévoir l'avènement fatal d'une ère où l'élite du genre humain ne se conduira plus comme un ramassis de bêtes cruelles et malfaisantes, où elle comprendra nettement qu'elle constite un même être, un organisme immense, où elle reconnaîtra qu'elle a des intérêts et des devoirs communs, supérieurs aux intérêts des appareils spéciaux qui la composent, et où, sans cesser de former des nations, transformera la lutte pour la vie en concours synergique pour la conservation et l'embellissement de celle-ci.
Peut-être faut-il voir, dans la Cour de La Haye, tout amorphe qu'elle soit encore, la substance protoplasmique de cette organisation future de l'Humanité, le d'une confédération totale des peuples, à laquelle, remment, la confédération des États de l'Europe de prélude ?
Certes, l'exécution définitive de ce sublime chef-d’oevre de la politique, rémission de tous les péchés de jeunesse de notre espèce, est encore très reculée. Tout en la préparant inconsciemment, les pauvres hommes qui, semblables à Job, se complaisent d'ordinaire sur leur fumier, obéiront longtemps encore aux vices de leur bestialité originelle; ils se rendront coupables de bien des fautes ; ils souffriront bien des misères et leur férocoté stupide continuera sans doute à provoquerde fréquentes hécatombes, dans leur infortuné troupeau. Néanmoins, ils atteindront sûrement ce sommet de leur évolution sociale; car heureusement, selon la consolante observation d'Auguste Comte, «l'homme s'agite et l’Humanité le mème » 
Or, l'Humanité dispose de l'immensité des temps futurs, dont le présent n'est que le crépuscule matinal.
Assim, deixo para os demais estudiosos e homens práticos de Sentimentos Altruístas, a continuação do registro da evolução de nossa HUMANIDADAE, A DEUSA DO FUTURO. Agora, vou me dedicar a Constituição Societocrática da República Federativa do Brasil, e depois a confecção de um Plano de Educação, para atender as necessidades da Constituição Societocrática.
Valeu o esforço!
Foram três meses, de 6 à 8 horas por dia, até sábados e domingos. Sem nenhuma bolsa de estudo, ou suporte financeiro de terceiros. A não ser o apoio e compreensão de Milha Querida Mulher, Alfonsa Ana Orlando, e de meus pequenos rendimentos particulares.
Saúde, com respeito e Fraternidade,
Paulo Augusto Lacaz
Bibliografias Consultadas, as indicadas no texto, e do
(a) O Grande trabalho do Chileno Positivista ÉMILE CORRA, com o título La Morale Politique, publicado na revista - Revue Positiviste Internationale de 15 de Mai et 1er Juliet 1908 Paris, Au Siège de la Societé Positiviste Internationale - 2, rue Antoine – Dubois, 2 Prés l´ École de Médicine.
(b) Artigo - A LEI – do Dr. José Afonso da Silva – Professor Titular da Faculdade de Direito da USP; quando da Aula Inaugural proferida no Departamento de Ciências Jurídicas da PUC-RIO. Editado na Revista do DCJ-PUC – n0 2 – Janeiro/junho de 1993.